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Inadimplência chega a 81,7 milhões e bate recorde em 2026

A inadimplência no Brasil voltou a crescer de forma acelerada e atingiu um novo recorde histórico em 2026. Atualmente, cerca de 81,7 milhões de brasileiros estão com contas em atraso, segundo dados de mercado, consolidando o maior índice desde 2012. O aumento ocorre após o fim do programa Desenrola, iniciativa do governo federal que buscava […]

Avatar de Bruna Machado Bruna Machado · · 4 min de leitura
Inadimplência

A inadimplência no Brasil voltou a crescer de forma acelerada e atingiu um novo recorde histórico em 2026. Atualmente, cerca de 81,7 milhões de brasileiros estão com contas em atraso, segundo dados de mercado, consolidando o maior índice desde 2012.

O aumento ocorre após o fim do programa Desenrola, iniciativa do governo federal que buscava renegociar dívidas de pessoas físicas. Com o encerramento da medida, aproximadamente 9 milhões de brasileiros voltaram à condição de inadimplentes.

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O que explica o aumento da inadimplência

A alta da inadimplência não está ligada a um único fator, mas sim a um conjunto de condições econômicas e comportamentais.

Principais causas

  • Juros elevados no crédito ao consumidor
  • Crescimento do custo de vida
  • Acesso facilitado ao crédito nos últimos anos
  • Falta de educação financeira
  • Expansão de apostas online (bets)

Esses elementos pressionam o orçamento das famílias e dificultam o pagamento de dívidas.

Fim do Desenrola impactou diretamente o cenário

O programa Desenrola foi criado para ajudar brasileiros endividados a renegociar suas dívidas com descontos.

Resultados do programa

  • Atendeu cerca de 15 milhões de pessoas
  • Renegociou R$ 53,2 bilhões em dívidas
  • Meta inicial era alcançar 30 milhões

Apesar de trazer alívio temporário, especialistas apontam que o programa não conseguiu resolver o problema estrutural da inadimplência.

Inadimplência cresce mesmo após renegociação

Um dos principais desafios observados é que muitos consumidores voltam a se endividar após renegociar dívidas.

Por que isso acontece

  • Renda insuficiente para cobrir despesas
  • Reincidência no uso de crédito caro
  • Falta de planejamento financeiro
  • Ausência de políticas de longo prazo

Isso mostra que renegociar dívidas, sozinho, não é suficiente para conter a inadimplência.

Cartão de crédito lidera dívidas no Brasil

Entre os tipos de dívida, o cartão de crédito continua sendo o principal vilão.

Distribuição das dívidas

  • Cartão de crédito: 26,7%
  • Contas básicas (água e energia): 21,3%
  • Empréstimos pessoais
  • Cheque especial

O crédito rotativo do cartão, com juros elevados, é um dos principais responsáveis pela escalada da inadimplência.

Sistema financeiro e serviços concentram débitos

Os bancos aparecem como os principais credores dos brasileiros.

Além disso, serviços essenciais como energia elétrica e água também têm grande participação, o que indica que a inadimplência já atinge despesas básicas.

Barreiras digitais limitaram acesso ao Desenrola

Um dos problemas apontados na execução do programa foi a exigência de acesso digital.

Dificuldades enfrentadas

  • Necessidade de conta nível prata ou ouro no gov.br
  • Baixo acesso à internet em regiões vulneráveis
  • Dificuldade de uso por parte da população idosa

Esses fatores acabaram excluindo parte do público que mais precisava do benefício.

Governo estuda nova versão do programa

Diante do aumento da inadimplência, o governo avalia lançar uma nova versão do Desenrola.

Possíveis medidas

  • Descontos de até 80% em dívidas
  • Foco em cartão de crédito e crédito pessoal
  • Ampliação do acesso à renegociação

A ideia é conter o avanço da inadimplência e aliviar o orçamento das famílias.

Inadimplência impacta economia como um todo

O crescimento da inadimplência não afeta apenas os consumidores, mas toda a economia.

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Principais efeitos

  • Redução do consumo
  • Aumento do risco para bancos
  • Restrição de crédito
  • Desaceleração econômica

Esse ciclo pode dificultar a recuperação econômica no curto prazo.

Como evitar entrar na inadimplência

Diante do cenário, especialistas recomendam medidas práticas para proteger o orçamento.

Dicas essenciais

  • Priorizar pagamento de dívidas com juros altos
  • Evitar crédito rotativo do cartão
  • Controlar gastos mensais
  • Criar reserva de emergência
  • Buscar renegociação antes de atrasar

Considerações finais

A inadimplência no Brasil atingiu um nível recorde em 2026, evidenciando que o problema do endividamento vai além de soluções temporárias. O fim do Desenrola revelou fragilidades estruturais, como juros elevados, renda limitada e dificuldade de acesso a políticas públicas.

Para reverter esse cenário, será necessário combinar renegociação de dívidas com medidas estruturais, educação financeira e melhora nas condições econômicas.

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