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Itaú projeta desaceleração da inflação em 2025 e mantém Selic para 2026

O Itaú revisou a projeção da inflação em 2025 para 5,1% e mantém a Selic estável em 15%, com cortes previstos para 2026. Confira!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Selic

O Itaú divulgou nesta semana suas novas projeções para a economia brasileira, indicando uma desaceleração da inflação em 2025 e mantendo a taxa Selic em 15% ao ano, com perspectiva de início de cortes apenas em 2026. Segundo a instituição, o impacto do câmbio mais valorizado sobre alimentos contribuiu para a revisão das estimativas.

Inflação 2025: leve queda em relação à previsão anterior

Inflação moeda mercado
Imagem: DihandraPinheiro / shutterstock

O banco revisou a estimativa para o IPCA de 2025, reduzindo de 5,2% para 5,1%. Para 2026, a previsão permanece em 4,4%.

Leia mais: Inflação menor para 2025 e Selic só cai a partir de 2026, segundo Itaú

Principais fatores de baixa na inflação

FatorImpacto
Câmbio mais valorizadoReduz preços de alimentos importados
Reversão lenta do ciclo pecuárioContenção de aumentos no setor de carnes
Redução de tarifas comerciaisDiminui custos de importação

Câmbio e contas externas: cenário desafiador

O Itaú revisou a projeção da taxa de câmbio de R$ 5,65 por dólar para R$ 5,50 em 2025 e 2026, refletindo um cenário externo mais favorável, diferencial de juros domésticos e algum alívio nas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Crescimento econômico: PIB com viés moderado

O PIB brasileiro deve crescer 2,2% em 2025, com viés levemente baixista, segundo o Itaú. O efeito negativo das tarifas é parcialmente compensado pela revisão positiva do PIB agropecuário, que passou de 7,0% para 8,3%.

Para 2026, a projeção é de crescimento de 1,5%, com viés positivo, enquanto a taxa de desemprego deve ficar em 6,4% no próximo ano e 6,9% em 2026.

Política monetária: Selic deve começar a cair em 2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15% ao ano na última reunião e indicou estabilidade prolongada.

Ademais, o Itaú projeta o início de um ciclo de cortes no primeiro trimestre de 2026, com a taxa alcançando 12,75% ao ano. A instituição destaca, no entanto, que fatores como valorização do real ou desaceleração econômica mais intensa podem antecipar o início dos cortes.

AnoSelic projetadaObservações
202515%Estabilidade prevista pelo Copom
202612,75%Início do ciclo de cortes no 1º trimestre

Setores econômicos: destaque para serviços e agropecuária

Dois dados, um em cima do outro. O de cima tem o símbolo de porcentagem, enquanto o de baixo tem duas setas, uma para cima e outra para baixo.
Imagem: Dmitry Demidovich / Shutterstock.com

O setor de serviços continua a contribuir significativamente para o crescimento do PIB, enquanto a agropecuária se beneficia de revisões positivas, refletindo safras melhores do que o esperado.

A indústria, por outro lado, mantém crescimento modesto, impactada por tarifas comerciais e incertezas externas.

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Perguntas frequentes (FAQ)

O que significa IPCA?
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mede a inflação oficial no Brasil, acompanhando variações de preços de bens e serviços consumidos pelas famílias.

Por que a Selic é importante?
A Selic é a taxa básica de juros da economia, usada pelo Banco Central para controlar a inflação e influenciar investimentos, consumo e crédito.

Como o câmbio influencia a inflação?
Um real mais valorizado reduz o custo de produtos importados, ajudando a conter aumentos de preços domésticos, principalmente em alimentos e combustíveis.

Quando devem começar os cortes na Selic?
O Itaú projeta início no primeiro trimestre de 2026, mas fatores como valorização do real ou desaceleração econômica podem antecipar ou atrasar o ciclo de cortes.

Qual é a expectativa de crescimento do PIB?
Em 2025, o PIB deve crescer 2,2% e em 2026, 1,5%, com setores de serviços e agropecuária liderando o desempenho.

Considerações finais

O cenário traçado pelo Itaú aponta para uma inflação controlada, estabilidade temporária da Selic e crescimento econômico moderado. Dessa maenriambora os riscos de alta sejam pontuais, principalmente ligados a energia e clima, o principal fator de contenção continua sendo a valorização do real.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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