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Inflação dos alimentos cai pelo segundo mês seguido em julho, aponta IBGE

A inflação dos alimentos apresentou queda pelo segundo mês seguido em julho, segundo o IBGE. Confira mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Mulher parada em frente a prateleira de supermercado Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em 25 de julho de 2025 a prévia da inflação oficial do mês, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). O índice registrou alta de 0,33% em julho, acima dos 0,26% observados em junho. O aumento geral foi puxado principalmente pelo grupo Habitação, enquanto o setor de Alimentação e Bebidas apresentou recuo pelo segundo mês consecutivo, proporcionando um alívio para o bolso dos consumidores.

IPCA-15: panorama geral da inflação em julho

Inflação
Imagem: stevepb / Pixabay

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do mês e é amplamente acompanhado por economistas, mercado financeiro e o Banco Central para orientar decisões de política monetária.

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Alta de 0,33% em julho

IndicadorJunho de 2025 (%)Julho de 2025 (%)
IPCA-15 (geral)0,260,33
Grupo Habitação0,48*0,80
Energia elétrica residencial1,10*3,01

Energia elétrica residencial: maior impacto individual

O item energia elétrica residencial subiu 3,01% em julho, sendo responsável pelo maior impacto individual no índice, com 0,15 ponto percentual. Esse aumento contribuiu significativamente para a aceleração da inflação no período.

Queda nos preços dos alimentos: destaque para itens básicos

Enquanto a inflação geral acelerou, o grupo Alimentação e Bebidas mostrou comportamento contrário ao apresentar recuo de 0,06% em julho, marcando a segunda deflação consecutiva. Essa desaceleração foi puxada pelos alimentos comprados para consumo em casa, que caíram 0,40%.

Queda de preços nos alimentos para consumo domiciliar

Os principais responsáveis pela queda nos preços dos alimentos foram:

ProdutoVariação em julho (%)
Batata-inglesa-10,48
Cebola-9,08
Arroz-2,69

Esses itens essenciais, que costumam compor a cesta básica do brasileiro, apresentaram forte redução de preços, contribuindo para aliviar os gastos das famílias no supermercado.

Alimentação fora do domicílio segue em alta

Apesar da deflação nos alimentos para consumo doméstico, a alimentação fora do domicílio continuou pressionada, acelerando de 0,55% em junho para 0,84% em julho.

Aumento nos preços dos serviços alimentares

O crescimento nos preços se concentrou em:

  • Lanches: alta de 1,46%
  • Refeições: alta de 0,65%

Esse movimento reflete a pressão sobre o setor de serviços alimentares, especialmente em restaurantes e lanchonetes, que sentem custos elevados de operação e insumos.

Inflação acumulada

Inflação alimentos comidas
Imagem: bearfotos / Freepik
PeríodoIPCA-15 (%)
Junho de 20255,27
Julho de 20255,30
Meta de inflação (BC)4,50

Implicações para a política monetária

A inflação continua pressionada, sobretudo no setor de serviços, o que representa um obstáculo para o Banco Central na tarefa de conter a elevação dos preços. Apesar da queda registrada em alguns alimentos, o índice ainda acima da meta oficial pode impactar as próximas decisões sobre a taxa básica de juros.

FAQ

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Por que a energia elétrica residencial teve alta em julho?

A alta nos preços da energia elétrica residencial pode ser causada por reajustes tarifários, custos de geração e distribuição, ou fatores climáticos que impactam a oferta e demanda de energia.

Por que os alimentos para consumo em casa tiveram queda?

A queda nos preços dos alimentos domésticos, como batata, cebola e arroz, pode resultar de boas safras, maior oferta no mercado e políticas de controle de preços, que ajudam a reduzir o custo para o consumidor.

Por que a alimentação fora do domicílio subiu?

Os preços da alimentação fora do domicílio subiram devido aos custos elevados do setor de serviços, incluindo mão de obra, aluguel, energia e matérias-primas, que refletem na composição dos preços cobrados em restaurantes e lanchonetes.

A inflação está controlada no Brasil?

Apesar da deflação em alguns alimentos, a inflação geral ainda está acima do teto da meta do Banco Central. Isso indica que a inflação permanece um desafio, especialmente em setores como serviços.

Considerações finais

O IPCA-15 de julho de 2025 aponta para um cenário misto: enquanto os preços dos alimentos para consumo em casa recuam pelo segundo mês consecutivo, o grupo Habitação, especialmente a energia elétrica residencial, e os serviços de alimentação fora do domicílio pressionam a inflação para cima.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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