Nesta segunda-feira (22), o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostrou que o mercado projetou uma queda da inflação do ano de 2023. O percentual caiu de 6,03% para 5,80%. Para 2024, a projeção do mercado passou de 4,15% para 4,13%.
Inflação e Juros: Qual a relação entre a taxa Selic e o IPCA
A inflação e a taxa Selic são essenciais para a economia do Brasil. Entenda quais as funções de cada uma e veja qual a relação entre elas!
Além disso, as projeções da Selic, taxa básica da economia brasileira, também caíram. A expectativa do mercado para a Selic em 2023 ficou em 12,50%. Para 2024, o percentual deve chegar a 10%, segundo os analistas.
A inflação e a taxa Selic possuem uma relação direta e são essenciais para pautar a economia do Brasil. Entenda quais as funções de cada uma e veja qual a relação entre elas.
Quais as funções da Selic e da inflação para a economia?
Ao falarmos de inflação e juros, estamos nos referindo, respectivamente, ao IPCA e à taxa Selic, dois índices essenciais para a economia brasileira.
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é o que mede a inflação no país, ou seja, a variação dos preços de produtos e serviços para o consumidor final. A meta de inflação estabelecida pelo governo influencia diretamente a economia, pois afeta o poder de compra da população.
Atualmente, o IPCA está acima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3,25%, com margem permitida de 1,75% a 4,75%.
Por outro lado, a taxa Selic, definida pelo Banco Central, é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve como referência para as demais taxas de juros do mercado, como empréstimos e financiamentos, além de ser uma ferramenta para controlar a inflação.
Qual a relação entre os dois índices?
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Existe uma forte relação entre estes dois índices. A taxa de juros é uma das principais ferramentas utilizadas pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a inflação está alta, o Banco Central pode decidir aumentar a Selic, tornando o crédito mais caro e o consumo mais controlado. Com menos demanda, a tendência é que os preços se estabilizem, reduzindo a inflação.
Por outro lado, quando a inflação está controlada e a economia precisa ser estimulada, o Banco Central pode reduzir a Selic. Com isso, o crédito fica mais barato, o consumo é estimulado.
Imagem: Monster Ztudio / Shutterstock.com
