Empresas, empregadores, bancos e instituições financeiras têm até o dia 28 de fevereiro para disponibilizar aos contribuintes os Informes de Rendimentos que servirão de base para a declaração do Imposto de Renda 2026, ano-base 2025.
Receita Federal define 28/02 como limite para entrega de informes do IR
Empresas têm até 28 de fevereiro para entregar o informe de rendimentos do IR 2026. Veja regras, documentos e quem deve declarar.
O documento é essencial para evitar inconsistências com a Receita Federal do Brasil, responsável pelo cruzamento de dados que pode levar o contribuinte à malha fina.
A expectativa é que as regras oficiais do IR 2026 — incluindo prazo de entrega, limites de obrigatoriedade e liberação do programa — sejam anunciadas na primeira quinzena de março. No ano passado, o prazo começou em 15 de março e terminou em 31 de maio.
Em 2025, a Receita recebeu 43.344.108 declarações dentro do prazo. Um dado relevante: 50,3% dos contribuintes optaram pela declaração pré-preenchida, ferramenta que agiliza o envio e aumenta as chances de restituição nos primeiros lotes.
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O que é o informe de rendimentos e por que ele é tão importante?
O informe de rendimentos é o documento que reúne:
- Total de rendimentos recebidos ao longo de 2025
- Valores de imposto retido na fonte
- Contribuições ao INSS
- Informações sobre plano de saúde, previdência privada e outros benefícios
Esses dados devem ser informados exatamente como constam no documento.
Quem deve entregar o informe?
A obrigação é das fontes pagadoras, como:
- Empresas empregadoras (CLT ou pró-labore)
- Bancos e corretoras
- Operadoras de plano de saúde
- Órgãos públicos
- O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no caso de aposentados e pensionistas
O envio pode ser feito por e-mail, Correios, site, aplicativo ou intranet corporativa.
Caso o documento não seja entregue até o prazo, a empresa pode ser multada. Se houver erro, o contribuinte deve solicitar a correção imediatamente.
Quando começa a declaração do IR 2026?
Embora o calendário oficial ainda não tenha sido divulgado, a tendência é seguir o padrão dos últimos anos, com início em março e encerramento no fim de maio.
O contribuinte que se antecipa sai na frente — tanto para evitar congestionamento do sistema quanto para receber restituição mais cedo.
Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026?
O limite oficial para 2026 ainda será confirmado pela Receita. Em 2025, foi obrigado a declarar quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 no ano.
Também estiveram obrigados:
- Quem teve receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440
- Quem obteve ganho de capital na venda de bens
- Quem realizou operações em bolsa de valores
- Quem teve rendimentos no exterior
É importante destacar: apesar da aprovação da isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais e outras mudanças na reforma do IR, essas alterações só terão impacto na declaração de 2027 (ano-base 2026).
Principais regras de dedução mantidas
Segundo o Ministério da Fazenda, permanecem válidos os seguintes limites:
- Dependentes: R$ 189,59 por mês
- Desconto simplificado mensal: até R$ 607,20
- Despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano
- Desconto simplificado anual: até R$ 17.640
- Despesas médicas: sem limite (desde que comprovadas)
Esses valores são fundamentais para reduzir o imposto devido ou aumentar a restituição.
Documentos necessários para declarar o IR 2026
Organizar a documentação com antecedência evita erros e atrasos.
Documentos básicos
- Informe de rendimentos de todos os empregadores
- Informes de bancos e corretoras
- Comprovante de aposentadoria ou pensão (via Meu INSS)
- CPF de todos os dependentes
Comprovantes dedutíveis
- Recibos médicos (com CPF ou CNPJ do profissional)
- Plano de saúde
- Mensalidades escolares e cursos de pós-graduação
- Previdência privada
Outros documentos importantes
- Compra e venda de imóveis ou veículos
- Contratos de financiamento
- Recibos de aluguel
- Documentos de herança, doações ou consórcios
- Informações sobre MEI ou microempresa
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Quem declarou no ano passado deve utilizar a cópia da declaração anterior para facilitar o preenchimento da ficha de bens.
O que acontece se não declarar?
As penalidades previstas pela Receita incluem:
- Multa mínima de R$ 165,74
- Multa máxima de 20% do imposto devido
- CPF com status “pendente de regularização”
Essa situação pode impedir financiamentos, abertura de contas e até participação em concursos públicos.
Vale a pena usar a declaração pré-preenchida?
Sim. A modalidade pré-preenchida utiliza dados já informados pelas fontes pagadoras à Receita.
No entanto, especialistas alertam: é essencial conferir cada informação com o informe de rendimentos recebido. O contribuinte continua responsável pelos dados enviados.
Como evitar cair na malha fina
Algumas práticas simples reduzem riscos:
- Declarar exatamente os valores do informe
- Conferir dados de dependentes
- Não omitir rendimentos extras (aluguéis, freelas, MEI)
- Informar corretamente despesas médicas
O cruzamento de dados feito pela Receita está cada vez mais sofisticado, incluindo movimentações bancárias e informações enviadas por instituições financeiras.
Planejamento é a melhor estratégia
O período entre fevereiro e março é o momento ideal para:
- Solicitar documentos pendentes
- Organizar comprovantes
- Revisar movimentações financeiras do ano anterior
- Avaliar se haverá imposto a pagar ou restituição
Antecipação significa menos estresse e mais controle financeiro.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
