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Inmetro bate o pé e obriga fabricantes de carro a informar detalhe oculto para clientes

Revelação impactante: Inmetro exige transparência das fabricantes de carros e revela detalhe oculto para os clientes. Saiba mais!

Ana FerreiraPor Ana Ferreira2 min de leitura
Duas mãos sobre um papel ao lado de uma miniatura de carro

Os motoristas brasileiros que estão considerando adquirir um carro elétrico terão agora informações mais realistas sobre a autonomia desses veículos. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) ratificou uma decisão anunciada em fevereiro de 2023, exigindo que as fabricantes de carros elétricos informem a autonomia “real” de seus modelos.

Essa medida tem como objetivo fornecer aos consumidores um cálculo mais preciso da autonomia dos veículos elétricos no dia a dia.

O Inmetro determinou que a determinação da autonomia dos carros elétricos deve ser feita de acordo com as normas do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), em vez de utilizar os padrões internacionais, como o WLTP (Europa), EPA (Estados Unidos) ou NDEC (China).

Carros elétricos terão autonomia realista

Segundo as normas do PBEV, os carros elétricos devem ser avaliados considerando o “pior cenário possível” para o motorista, levando em conta condições adversas de uso. Isso resultará em uma queda média de 30% na autonomia previamente declarada pelas montadoras.

Essa mudança é uma resposta às preocupações dos consumidores, que muitas vezes se deparavam com uma autonomia real inferior à anunciada pelos fabricantes.

Agora, as montadoras serão obrigadas a fornecer informações mais realistas sobre a capacidade das baterias de seus veículos elétricos, permitindo que os compradores tenham uma noção mais precisa do alcance que poderão obter no uso diário.

Inmetro impõe novas regras para carros elétricos

Além da divulgação da autonomia real, o Inmetro emitiu uma nova portaria que afeta também os parâmetros para calcular a emissão de poluentes dos carros elétricos.

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Os testes de modelos devem ser realizados com base nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e agora têm uma tolerância de 6% em comparação com os 8% anteriores.

As montadoras terão até 30 de setembro para se adequarem a essas novas exigências e informar os consumidores sobre a autonomia real de seus modelos. Algumas fabricantes já realizaram as modificações necessárias.

A Renault, por exemplo, ajustou as informações de autonomia do Kwid E-Tech, que antes anunciava 298 km por carga e agora informa uma autonomia de até 185 km por carga. A Volvo também reduziu a autonomia declarada de alguns de seus modelos, como o Volvo XC40 P8 e a versão de entrada do SUV com motor P6.

Imagem: Opat Suvi / shutterstock.com

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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