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Saiba como regularizar contribuições em atraso no INSS e garantir seu tempo de serviço

Saiba como pagar contribuições atrasadas do INSS em 2025, quem pode regularizar, quais documentos são exigidos e quando os períodos contam para aposentadoria.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
inss

Muitos brasileiros que trabalharam por conta própria ou de forma informal se deparam com uma dúvida ao planejar a aposentadoria: é possível pagar contribuições atrasadas ao INSS e regularizar o tempo de serviço?

A resposta é sim — em determinados casos. O Instituto Nacional do Seguro Social permite a quitação de períodos em atraso, desde que o segurado comprove que exerceu atividade remunerada em épocas em que deveria ter contribuído ou que pode indenizar o período conforme a legislação.

Essa possibilidade é importante porque pode significar a diferença entre ter o benefício aprovado ou não, especialmente em aposentadorias por tempo de contribuição.

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Quem pode pagar contribuições atrasadas do INSS

INSS
Imagem: Freepik e Canva

Contribuinte individual

O caso mais comum é o do contribuinte individual, como autônomos e prestadores de serviço. Se a pessoa exerceu atividade remunerada e não recolheu as contribuições na época, pode regularizar apresentando documentos que comprovem o trabalho.

Outras situações aceitas

Além do contribuinte individual, a lei prevê hipóteses específicas:

  • Empregado doméstico: pode pagar períodos anteriores a 08/04/1973, quando a atividade ainda não era de filiação obrigatória.
  • Trabalhador rural: pode indenizar atividades realizadas antes de novembro de 1991, mas apenas se o tempo for usado em outro regime de previdência, mediante emissão de Certidão de Tempo de Contribuição (CTC).
  • Segurado especial: desde novembro de 1991, pode regularizar períodos em que trabalhou na agricultura familiar sem recolhimento facultativo, se quiser contar o tempo para aposentadoria ou certidão.

O que é período decadente no INSS

Definição

O período decadente são contribuições em atraso com mais de cinco anos. Nesses casos, a análise é mais rigorosa, e o segurado precisa solicitar um cálculo específico ao INSS.

Em 2025, por exemplo, são considerados decadentes os períodos anteriores a dezembro de 2019.

Como calcular

Segundo especialistas em cálculos previdenciários, o procedimento é:

  1. Ligar para a Central 135 e solicitar o serviço “Calcular Período Decadente”.
  2. Informar o motivo do cálculo: se será usado no Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ou para emissão de Certidão de Tempo de Contribuição (CTC).
  3. Aguardar análise do INSS.
  4. Após aprovação, o instituto emite a Guia da Previdência Social (GPS) para pagamento.

Indenização de períodos não contributivos

Nem sempre se trata de débito. Em algumas situações, a lei permite que o segurado indenize o INSS para incluir o tempo de trabalho no cálculo do benefício.

Isso pode ocorrer em casos de trabalhador rural ou segurado especial, que não tinham a obrigação de contribuir em determinados períodos. Nesses casos, o valor pago não servirá para carência, mas contará como tempo de serviço.


Documentos exigidos para comprovação de atividade

Exemplos de provas aceitas

O INSS não aceita pagamento sem comprovação. O segurado deve apresentar documentos que demonstrem que realmente trabalhou no período, como:

  • Contratos de prestação de serviço.
  • Recibos de pagamento a autônomo (RPA).
  • Declarações de Imposto de Renda.
  • Notas fiscais de serviços.
  • Comprovantes de inscrição municipal ou estadual.

Risco de negativa

Caso não haja comprovação suficiente, ou se o pagamento for feito de forma equivocada, o INSS pode não reconhecer o tempo. Isso pode gerar prejuízo, já que o valor pago não seria devolvido facilmente.


Limites e restrições importantes

Não conta para carência

Pagamentos de períodos anteriores ao início da filiação ao INSS não valem para carência, apenas para tempo de serviço. Isso significa que podem ajudar a completar o tempo mínimo exigido para aposentadoria por contribuição, mas não para benefícios como auxílio-doença ou salário-maternidade.

Declaração de interesse

O segurado pode incluir uma declaração no pedido de cálculo, informando que só deseja pagar caso o tempo seja efetivamente reconhecido. Essa medida evita prejuízos com contribuições que não trarão resultado.


Como pagar contribuições atrasadas: passo a passo

1. Identificar o tipo de atraso

  • Até cinco anos: basta comprovar atividade e solicitar a emissão da GPS pelo Meu INSS ou presencialmente.
  • Mais de cinco anos: é necessário pedir o cálculo do período decadente via Central 135.

2. Comprovar atividade

Reúna documentos que demonstrem o exercício da atividade remunerada no período em questão.

3. Solicitar o cálculo

No caso de período decadente, faça o pedido específico e aguarde análise.

4. Emitir a GPS

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Após aprovação, o INSS emite a guia de pagamento com os valores corrigidos.

5. Pagar a guia

O pagamento deve ser feito dentro do prazo estipulado.

6. Acompanhar o processo

O segurado pode acompanhar a análise e inclusão do período pelo Meu INSS (site ou aplicativo).


Valores e juros aplicados

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Imagem: Freepik e Canva

Correção do débito

As contribuições em atraso são corrigidas com juros e multa, conforme a legislação previdenciária. Quanto maior o tempo de atraso, maior será o valor final a ser pago.

Exemplo prático

Um autônomo que deixou de recolher contribuições entre 2018 e 2019, por exemplo, pagará valores corrigidos com base no salário de contribuição da época, mais encargos legais.


Impacto na aposentadoria

Completar tempo de contribuição

Para quem está prestes a se aposentar, pagar contribuições atrasadas pode ser decisivo para alcançar o tempo mínimo exigido.

Estratégia de planejamento

Contadores e advogados previdenciários recomendam avaliar com cuidado se o custo do pagamento compensa em relação ao benefício futuro. Em alguns casos, o valor da indenização pode ser alto, exigindo cálculo detalhado.


Dicas para evitar erros

  • Sempre confirme se o período realmente contará para o benefício.
  • Guarde todos os documentos comprobatórios.
  • Use a Central 135 e o Meu INSS para confirmar informações oficiais.
  • Desconfie de promessas de “facilitação” sem documentação: o risco de fraude é grande.

Considerações finais

Regularizar contribuições atrasadas do INSS pode ser uma oportunidade valiosa para trabalhadores que desejam garantir a aposentadoria ou outros benefícios previdenciários.

Embora o processo envolva regras específicas, principalmente no caso de períodos decadentes, a possibilidade de pagar atrasados e indenizar o tempo de serviço traz mais segurança para quem ficou períodos sem contribuir.

O segredo está em comprovar a atividade, seguir os trâmites oficiais e planejar o pagamento de acordo com a estratégia previdenciária de cada segurado.

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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