O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a adotar uma nova etapa de segurança para a concessão de alguns benefícios previdenciários e assistenciais: a comprovação de cadastro biométrico do cidadão.
INSS atualiza regras da biometria para aposentadoria, pensão e BPC
INSS exige cadastro biométrico para novos benefícios. Veja quem precisa, documentos aceitos, prazos e quem está dispensado.
A medida determina que pedidos de benefícios como aposentadoria, Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) e auxílio-reclusão poderão exigir a identificação por biometria antes da conclusão da análise.
A regra foi regulamentada por portaria publicada no Diário Oficial da União e estabelece que o segurado que não possuir registro biométrico em bases oficiais terá prazo de 30 dias para regularizar a situação, salvo nos casos de dispensa previstos.
O objetivo da mudança é aumentar a segurança do sistema previdenciário, reduzir tentativas de fraude e impedir que terceiros consigam acessar benefícios utilizando dados de outras pessoas.
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Por que o INSS passou a exigir biometria?
A biometria funciona como uma ferramenta de confirmação de identidade.
O sistema utiliza informações como:
- impressão digital;
- reconhecimento facial;
- dados vinculados a documentos oficiais.
A ideia é garantir que o próprio cidadão seja identificado durante o processo de solicitação do benefício.
Segundo a lógica adotada pelo governo, a medida ajuda a combater situações em que benefícios são solicitados ou movimentados de forma irregular por pessoas que não são os verdadeiros titulares.
A exigência faz parte de um movimento de modernização dos serviços públicos, com maior integração entre bases de dados oficiais.
Quais benefícios exigem cadastro biométrico?
A obrigatoriedade vale para novos pedidos de alguns benefícios do INSS.
Entre eles estão:
Aposentadorias
Quem solicitar aposentadoria poderá precisar comprovar a existência de biometria registrada em bases oficiais.
Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas)
O BPC já possuía exigência de biometria desde setembro de 2024.
O benefício é destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que atendem aos critérios previstos na legislação.
Auxílio-reclusão
Novos pedidos do benefício também passam a seguir a regra de identificação biométrica.
Para outros benefícios previdenciários e assistenciais, a exigência passou a valer para solicitações realizadas a partir de novembro de 2025.
Onde o cidadão pode ter biometria cadastrada?
O INSS considera válidos registros biométricos existentes em determinadas bases oficiais do governo.
O segurado pode comprovar a biometria por meio de:
- Carteira de Identidade Nacional (CIN);
- Título de Eleitor;
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Esses documentos possuem mecanismos de identificação que permitem a confirmação da identidade do cidadão.
Quem já possui cadastro em uma dessas bases, em geral, não precisa realizar um novo procedimento específico apenas para solicitar o benefício.
O que acontece se o segurado não tiver biometria?
Caso o cidadão faça um pedido de benefício e não possua biometria cadastrada, o INSS poderá abrir uma exigência.
A partir desse momento, o requerente terá 30 dias para providenciar a regularização.
Se o prazo terminar sem atendimento da exigência e a pessoa não estiver dentro das situações de dispensa, o pedido poderá ser encerrado.
Nessa situação, o INSS poderá considerar que houve desistência da solicitação.
Por isso, é importante acompanhar o andamento do requerimento pelos canais oficiais.
Quem está dispensado da biometria do INSS?
A regulamentação prevê exceções para pessoas que podem enfrentar dificuldades para realizar o cadastro.
Estão dispensados da exigência:
- pessoas com mais de 80 anos;
- migrantes, refugiados e apátridas com documentação específica;
- brasileiros residentes no exterior;
- pessoas impossibilitadas de locomoção por mais de 30 dias por motivo de saúde ou deficiência;
- moradores de regiões de difícil acesso;
- solicitantes de salário-maternidade;
- beneficiários de auxílio por incapacidade;
- requerentes de pensão por morte.
As exceções existem para evitar que dificuldades de deslocamento ou condições pessoais impeçam o acesso aos benefícios.
Como funciona a dispensa para idosos acima de 80 anos?
No caso dos idosos com mais de 80 anos, a comprovação pode ocorrer por meio de informações disponíveis no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
Também pode ser utilizada documentação oficial com foto.
A medida busca reduzir a necessidade de deslocamento dessa faixa etária para cumprir exigências burocráticas.
Biometria será exigida para pensão por morte?
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A regra geral prevê dispensa para solicitantes de pensão por morte.
Isso significa que dependentes que entrarem com pedido desse benefício não precisarão cumprir a exigência biométrica nas situações previstas pela regulamentação.
A exceção considera que muitos pedidos envolvem familiares em momentos delicados, como após o falecimento do segurado.
Como fazer o cadastro biométrico?
O cadastro depende do documento que o cidadão possui.
Algumas formas comuns de registro são:
Pela Carteira de Identidade Nacional
A nova identidade nacional utiliza dados biométricos para identificação do cidadão.
Pela CNH
A habilitação já possui informações biométricas cadastradas no processo de emissão.
Pelo título eleitoral
A Justiça Eleitoral também possui cadastro biométrico para eleitores que realizaram o procedimento.
O ideal é verificar se o cidadão já possui registro antes de iniciar um pedido de benefício.
Como acompanhar uma solicitação no INSS?
O acompanhamento pode ser feito pelos canais digitais oficiais.
O segurado pode acessar:
- aplicativo Meu INSS;
- site Meu INSS;
- Central 135.
É importante verificar se existe alguma exigência pendente, principalmente após o envio do pedido.
Muitos requerimentos acabam atrasados porque o cidadão não acompanha solicitações feitas pelo instituto.
Mudança busca reduzir fraudes no sistema previdenciário

O INSS administra milhões de benefícios pagos mensalmente a aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais.
Com o volume elevado de pagamentos, o governo busca ampliar mecanismos de controle para evitar irregularidades.
A biometria funciona como uma camada adicional de proteção, especialmente em processos digitais, nos quais a identificação precisa ser mais rigorosa.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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