O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implementou uma importante mudança na concessão de empréstimos consignados: a partir de agora, os beneficiários precisam realizar o desbloqueio do crédito por meio de biometria. A decisão foi tomada como resposta a um escândalo de fraudes que envolveu o desvio de bilhões de reais em descontos indevidos nos benefícios previdenciários. A nova exigência busca fortalecer os mecanismos de segurança e impedir que aposentados e pensionistas sejam lesados por esquemas fraudulentos.
INSS passa a exigir biometria para empréstimo consignado: entenda como funciona
INSS agora exige biometria para liberar empréstimos consignados e reforça segurança contra fraudes.
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Aplicativo Meu INSS centraliza o processo

O aplicativo Meu INSS se torna agora peça-chave para os aposentados e pensionistas que desejam contratar crédito consignado. Por meio dele, será possível não só realizar o desbloqueio biométrico, mas também consultar taxas de juros das instituições cadastradas e registrar pedidos de reembolso em casos de descontos indevidos.
Ainda não foram divulgadas todas as instruções detalhadas sobre como realizar esses procedimentos dentro da plataforma, mas o INSS informou que está atualizando o sistema para facilitar o acesso e garantir a segurança dos usuários
Operação Sem Desconto: a fraude bilionária que levou à mudança
A exigência da biometria foi motivada pela descoberta de um esquema de fraudes que operava a partir de descontos indevidos aplicados por entidades associativas nos benefícios de segurados. A “Operação Sem Desconto”, conduzida pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revelou desvios que somam aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
O caso teve repercussões políticas: o então ministro da Previdência, Carlos Lupi, foi exonerado, assim como o presidente do INSS da época, Alessandro Stefanutto. Além deles, quatro dirigentes da autarquia e um policial federal também foram afastados por envolvimento ou omissão nas irregularidades.
Quase 2 milhões de vítimas já pediram reembolso
Como resultado das investigações, o governo federal registrou quase dois milhões de solicitações de reembolso feitas por beneficiários que identificaram descontos não autorizados em seus benefícios.
A recomendação oficial é que os segurados usem exclusivamente os canais digitais do INSS para registrar suas reclamações e evitar cair em golpes, como falsas promessas de ressarcimento oferecidas por criminosos.
Golpistas aproveitam a situação para aplicar novos golpes
Após a deflagração da operação, diversos relatos de tentativas de golpes começaram a circular, especialmente por telefone e redes sociais. Os criminosos se aproveitam da fragilidade das vítimas para solicitar dados pessoais ou bancários sob o pretexto de auxiliar na devolução dos valores descontados.
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O INSS reforça que não entra em contato por telefone ou aplicativos de mensagens para tratar de reembolsos e que toda comunicação oficial deve ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS.
O que o segurado precisa fazer agora

- Acesse o aplicativo Meu INSS — disponível para Android e iOS, ou pelo site oficial;
- Realize o login com sua conta gov.br — se ainda não tiver, será necessário criar;
- Utilize a biometria — o sistema irá solicitar a verificação facial por meio da câmera do celular;
- Desbloqueie a margem consignável — isso permitirá que instituições possam oferecer o crédito;
- Contrate o empréstimo com atenção — confira taxas de juros e condições antes de autorizar.
Transparência e tecnologia para reconstruir a confiança
O escândalo das fraudes no consignado abalou a confiança de milhões de segurados no sistema previdenciário brasileiro. Ao exigir a identificação biométrica, o INSS pretende tornar o processo mais transparente e menos vulnerável a abusos. Embora a adaptação exija maior familiaridade com tecnologias digitais por parte dos usuários, o ganho em segurança é visto como essencial.
Como afirmou Gilberto Waller, presidente do INSS, o objetivo da medida é proteger os cidadãos que mais precisam e restaurar a credibilidade do sistema.
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