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Sem perícia, adicional de 25% do INSS não é liberado

Saiba quem pode receber o adicional de 25% do INSS, como funciona a perícia obrigatória e quais documentos aumentam as chances de aprovação.

Julia FernandesPor Julia Fernandes6 min de leitura
Sem perícia, adicional de 25% do INSS não é liberado

Milhares de aposentados brasileiros podem ter direito ao adicional de 25% pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O benefício extra é destinado principalmente a segurados que necessitam de assistência permanente de outra pessoa para realizar atividades básicas do dia a dia.

Apesar disso, muitos beneficiários desconhecem que o valor não é liberado automaticamente. Em 2026, o INSS reforçou que o pagamento depende do cumprimento de uma etapa obrigatória: a comprovação da necessidade de cuidados permanentes por meio de perícia médica oficial.

A medida ganhou destaque após o aumento de pedidos relacionados ao benefício e ao crescimento do número de aposentados que enfrentam doenças incapacitantes, limitações físicas e perda de autonomia.

Neste artigo, você vai entender quem pode receber o adicional de 25%, quais são as regras atualizadas, como solicitar o pagamento e o que fazer caso o pedido seja negado.

O que é o adicional de 25% do INSS?

O adicional de 25% é um acréscimo previsto na legislação previdenciária brasileira para aposentados por incapacidade permanente que necessitam de ajuda constante de terceiros.

O benefício está previsto no artigo 45 da Lei nº 8.213/1991.

Na prática, o segurado recebe um aumento no valor mensal da aposentadoria para auxiliar nas despesas com:

  • cuidadores;
  • acompanhantes;
  • assistência permanente;
  • tratamentos contínuos;
  • necessidades especiais decorrentes da incapacidade.

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Quem tem direito ao adicional?

Segundo as regras atuais do INSS, o benefício é concedido prioritariamente para aposentados por incapacidade permanente, antiga aposentadoria por invalidez.

O adicional pode ser autorizado quando o segurado comprova que depende permanentemente de outra pessoa para atividades básicas.

Situações que podem justificar o adicional

O INSS avalia individualmente cada caso, mas algumas condições costumam aparecer com frequência nos pedidos aprovados.

Doenças neurológicas graves

Como Alzheimer avançado, Parkinson severo e demências.

Limitações motoras severas

Pacientes acamados ou com perda significativa de mobilidade.

Deficiência visual total

Quando o segurado perde autonomia para atividades cotidianas.

Doenças incapacitantes permanentes

Casos graves de AVC, esclerose múltipla e outras enfermidades degenerativas.

Dependência contínua de terceiros

Quando o aposentado necessita de ajuda para:

  • alimentação;
  • higiene pessoal;
  • locomoção;
  • medicação;
  • segurança diária.

O pagamento não é automático

Um dos principais pontos de dúvida entre segurados é justamente o fato de que o adicional não é concedido automaticamente.

Mesmo quem possui doenças graves precisa passar pela análise do INSS.

O órgão exige:

  • solicitação formal;
  • perícia médica;
  • apresentação de documentos;
  • comprovação da necessidade permanente de assistência.

A perícia médica é obrigatória

A principal etapa para liberar o adicional de 25% é a perícia médica previdenciária.

O médico perito do INSS avalia:

  • gravidade da doença;
  • nível de dependência;
  • limitações funcionais;
  • necessidade de cuidados contínuos;
  • impacto na autonomia do segurado.

Sem aprovação nessa análise, o pagamento normalmente é negado.

Quais documentos ajudam na aprovação?

A documentação médica faz grande diferença no processo.

Especialistas recomendam reunir:

  • laudos atualizados;
  • exames recentes;
  • relatórios médicos detalhados;
  • receitas;
  • prontuários;
  • documentos hospitalares;
  • declaração sobre necessidade de cuidador.

Quanto mais detalhadas forem as informações, maiores as chances de aprovação.

Como pedir o adicional de 25%?

O pedido pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS, pelo site oficial ou pela central telefônica 135.

Passo a passo no Meu INSS

Acesso à plataforma

Entrar com login Gov.br.

Solicitação do benefício

Buscar o serviço relacionado à revisão ou adicional.

Envio de documentos

Anexar laudos médicos e exames.

Agendamento da perícia

O INSS marcará a avaliação médica.

Acompanhamento do processo

O segurado pode verificar o andamento digitalmente.

O adicional pode ultrapassar o teto do INSS?

Sim.

Uma característica importante desse benefício é que ele pode elevar o valor da aposentadoria acima do teto previdenciário.

Mesmo aposentados que já recebem o valor máximo do INSS podem ter direito ao acréscimo de 25%.

O valor continua após a morte?

Não.

O adicional é pessoal e vinculado exclusivamente à necessidade de assistência permanente do aposentado.

Por isso:

  • não é incorporado à pensão por morte;
  • não é transferido a dependentes;
  • termina com o falecimento do segurado.

Quem recebe outros tipos de aposentadoria pode pedir?

Esse é um tema que ainda gera debates judiciais.

Oficialmente, o INSS limita o pagamento aos aposentados por incapacidade permanente.

Porém, decisões judiciais em diferentes regiões do Brasil já reconheceram o direito ao adicional para aposentados de outras modalidades, incluindo:

  • aposentadoria por idade;
  • aposentadoria por tempo de contribuição;
  • aposentadoria especial.

O entendimento favorável costuma ocorrer quando existe comprovação de necessidade permanente de cuidados.

O STF já decidiu sobre o tema?

O Supremo Tribunal Federal (STF) já analisou discussões relacionadas à ampliação do benefício.

Em decisões recentes, prevaleceu o entendimento de que a extensão automática para todas as aposentadorias depende de previsão legal específica.

Mesmo assim, ações individuais continuam sendo propostas na Justiça.

O que fazer se o pedido for negado?

Negativas são relativamente comuns.

Nesses casos, o segurado pode:

Apresentar recurso administrativo

Dentro do próprio INSS.

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Entrar com ação judicial

Especialmente quando há forte documentação médica.

Solicitar nova perícia

Se houver agravamento da doença.

A Justiça costuma conceder o adicional?

Em muitos casos, sim.

Principalmente quando:

  • existe laudo médico robusto;
  • há comprovação de dependência permanente;
  • a negativa administrativa foi considerada inadequada.

Advogados previdenciaristas frequentemente atuam nesse tipo de demanda.

O adicional ajuda famílias em situação vulnerável

O custo com cuidadores e assistência médica aumentou significativamente nos últimos anos.

Famílias de aposentados incapazes frequentemente enfrentam despesas elevadas com:

  • enfermagem;
  • medicamentos;
  • adaptações residenciais;
  • transporte;
  • alimentação especial;
  • cuidadores particulares.

Por isso, o adicional de 25% tornou-se importante ferramenta de proteção social.

O envelhecimento da população aumenta pedidos

O Brasil vive um rápido processo de envelhecimento populacional.

Segundo projeções do IBGE, a população idosa continuará crescendo nas próximas décadas, aumentando também a demanda por benefícios relacionados à incapacidade e dependência funcional.

Isso pressiona o sistema previdenciário e amplia o número de solicitações de assistência permanente.

Cuidados para evitar problemas no pedido

Especialistas recomendam algumas medidas importantes.

Manter documentação atualizada

Laudos antigos podem enfraquecer o pedido.

Comparecer à perícia

Faltas podem gerar arquivamento do processo.

Descrever limitações reais

O segurado deve explicar claramente as dificuldades enfrentadas.

Buscar orientação especializada

Casos complexos podem exigir apoio jurídico.

O INSS pode revisar o benefício futuramente?

Sim.

Mesmo após concessão, o INSS pode convocar o segurado para novas perícias e revisões periódicas.

O objetivo é verificar se a condição incapacitante permanece.

Como funciona a análise do perito?

O médico avalia diversos fatores práticos do cotidiano do aposentado.

Entre eles:

  • capacidade de locomoção;
  • autonomia pessoal;
  • necessidade de supervisão;
  • risco à própria segurança;
  • dependência física ou mental.

A análise costuma ser bastante técnica e detalhada.

Conclusão

O adicional de 25% do INSS representa um importante auxílio financeiro para aposentados que dependem de cuidados permanentes de terceiros. No entanto, o pagamento não ocorre automaticamente.

A principal etapa obrigatória continua sendo a perícia médica previdenciária, responsável por avaliar o grau de dependência e a real necessidade de assistência contínua.

Com documentação médica consistente, acompanhamento do processo e atenção às exigências do INSS, muitos segurados conseguem garantir o direito ao benefício e aliviar parte dos custos gerados pela incapacidade permanente.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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