No começo de dezembro, foi anunciado que os pagamentos e atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estavam ameaçados. Contudo, uma medida provisória (MP) assinada por Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (15) liberou um crédito extraordinário de R$ 7.564.496.198 para o Ministério do Trabalho e Previdência.
INSS: medida provisória libera R$ 7,5 bi para pagar benefícios
Uma medida provisória assinada por Bolsonaro liberou um crédito extraordinário para Ministério do Trabalho e Previdência.
Assim, segundo a MP 1.144/2022, R$ 1,7 bilhão será destinado para compensação previdenciária. Já para o repasse de benefícios do INSS (aposentadorias, pensões e auxílios), serão destinados cerca de R$ 5,7 bilhões.
Compensação previdenciária
Em síntese, a compensação previdenciária acontece nos casos em que o servidor público averba para a sua aposentadoria períodos de atuação com recolhimento previdenciário ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), mediante certidão emitida pelo INSS. Além disso, é quando o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) certifica o servidor por meio da Certidão de Tempo de Contribuição (CTC) os períodos em que ele trabalhou. E, assim, ele utiliza na aposentadoria do INSS, excluindo o período concomitante.
O que diz o Ministério da Economia
“A MP observa requisitos de urgência e imprevisibilidade exigidos pela Constituição, já que houve crescimento com essas características na despesa, ocasionado, entre outros fatores, pelo recente desrepresamento da fila de requerimentos (de benefícios ao INSS)”, comunicou o Ministério da Economia.
Ademais, segundo a pasta chefiada por Paulo Guedes, a liberação de recursos vai ao encontro com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), “que aponta como requisito a imprevisibilidade da despesa, quando a insuficiência de dotação pode acarretar a interrupção de uma despesa obrigatória. A despesa previdenciária tem esse caráter, e sua descontinuidade poderia gerar prejuízos aos beneficiários”.
Decisão do TCU
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Na semana passada, o TCU aprovou a consulta da Casa Civil para que o governo abra crédito extraordinário (fora do teto de gastos). E assim, não haja a interrupção do pagamento de benefícios sociais e trabalhistas.
De acordo com a Constituição, os créditos extraordinários, previstos para despesas imprevistas e urgentes, estão fora do teto federal de gastos.
Imagem: rafastockbr/shutterstock.com
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