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INSS: salário-maternidade passa a ter prazo previsto em lei

Nova lei publicada no Diário Oficial altera regras do salário-maternidade e define prazo para análise do benefício pelo INSS.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
Salario-maternidade

O governo federal publicou nesta terça-feira (26) uma nova mudança nas regras do salário-maternidade pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A alteração foi oficializada no Diário Oficial da União por meio da Lei nº 15.415/2026 e promete impactar diretamente a análise e concessão do benefício previdenciário para milhões de seguradas.

A medida modifica dispositivos da Lei nº 8.213/1991, conhecida como Lei de Benefícios da Previdência Social, e estabelece parâmetros ligados ao prazo de concessão administrativa do salário-maternidade quando o pagamento é feito diretamente pela Previdência Social.

A publicação acontece em meio à pressão sobre o INSS devido ao aumento das filas de análise de benefícios e às críticas envolvendo demora na liberação de pagamentos previdenciários.

Especialistas avaliam que a mudança pode representar um avanço importante para seguradas que enfrentam longos períodos de espera para receber o benefício após o nascimento do filho ou adoção.

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Erros no pedido podem travar salário-maternidade

O que muda com a nova lei do salário-maternidade

A principal novidade da legislação é a criação de regras mais claras para o processamento administrativo do salário-maternidade no INSS.

Até então, muitos casos acabavam enfrentando demora excessiva na análise por ausência de critérios mais objetivos relacionados aos prazos internos da administração previdenciária.

Agora, a nova legislação busca padronizar os procedimentos e reduzir inseguranças no processo de concessão.

A mudança vale especialmente para situações em que o pagamento do benefício é realizado diretamente pelo INSS.

Quem recebe o salário-maternidade pelo INSS

O benefício pode ser pago diretamente pela Previdência Social para diferentes categorias de seguradas.

Entre elas:

• contribuintes individuais
• MEIs
• trabalhadoras avulsas
• empregadas domésticas
• seguradas especiais
• desempregadas em período de graça previdenciária

No caso das trabalhadoras com carteira assinada em empresas privadas, normalmente o pagamento inicial é feito pela empresa, com posterior compensação tributária.

Por que a mudança foi criada

Nos últimos anos, o INSS passou a enfrentar forte aumento no volume de requerimentos previdenciários.

O crescimento das filas gerou:

• atrasos na análise
• judicialização de pedidos
• aumento de reclamações administrativas
• ações por danos morais contra o INSS

Em muitos casos, mães aguardavam meses pela análise do salário-maternidade.

A nova lei surge justamente em meio às discussões sobre modernização administrativa e necessidade de acelerar a concessão de benefícios sociais e previdenciários.

O que é o salário-maternidade

O salário-maternidade é um benefício previdenciário garantido às seguradas do Regime Geral de Previdência Social.

Ele funciona como substituição da renda durante o afastamento relacionado à maternidade.

O benefício pode ser concedido em casos de:

• nascimento de filho
• adoção
• guarda judicial para fins de adoção
• natimorto
• aborto legal previsto em lei

O período de pagamento normalmente é de 120 dias.

Quem tem direito ao benefício

As regras variam conforme a categoria da segurada.

Empregadas com carteira assinada

Possuem direito automático, desde que mantenham vínculo formal de trabalho.

MEIs e contribuintes individuais

Precisam cumprir carência mínima de contribuições previdenciárias.

Seguradas especiais

Trabalhadoras rurais podem receber mediante comprovação da atividade rural.

Desempregadas

Também podem ter direito caso ainda estejam no chamado período de graça do INSS.

Como solicitar o salário-maternidade

O pedido pode ser feito pelos canais oficiais do INSS.

Aplicativo Meu INSS

O aplicativo permite:

• protocolar requerimento
• anexar documentos
• acompanhar análise
• consultar resultado

Site Meu INSS

A solicitação também pode ser feita pela plataforma online.

Telefone 135

O atendimento telefônico fornece orientações gerais sobre documentação e andamento do pedido.

Documentos normalmente exigidos

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Os documentos podem variar conforme a situação da segurada.

Entre os mais comuns estão:

• documento de identidade
• CPF
• certidão de nascimento da criança
• documentos médicos
• comprovantes de contribuição ao INSS
• documentos da adoção, quando aplicável

Especialistas recomendam manter toda a documentação atualizada para evitar exigências adicionais.

Mudança pode reduzir ações judiciais contra o INSS

Advogados previdenciaristas afirmam que a definição mais clara de prazos pode ajudar a reduzir disputas judiciais envolvendo demora excessiva na análise do benefício.

Nos últimos anos, milhares de seguradas recorreram à Justiça para conseguir:

• liberação mais rápida do salário-maternidade
• pagamento retroativo
• indenizações por atraso excessivo

A expectativa é de que regras administrativas mais objetivas tragam maior previsibilidade ao processo.

INSS tenta acelerar análise de benefícios em 2026

A nova lei também aparece em um momento em que o governo federal tenta reduzir o estoque de requerimentos acumulados no instituto.

Nos últimos meses, o INSS lançou medidas como:

• automação de análises
• mutirões previdenciários
• reforço de servidores
• integração de dados digitais

O objetivo é diminuir o tempo médio de espera para benefícios previdenciários e assistenciais.

Especialistas alertam para golpes

Com mudanças nas regras e aumento da procura pelo benefício, especialistas alertam para golpes envolvendo falsas promessas de liberação rápida do salário-maternidade.

As fraudes mais comuns incluem:

• mensagens falsas no WhatsApp
• links fraudulentos
• pedidos de pagamento antecipado
• supostas “taxas de liberação”

O INSS reforça que:

• não cobra valores para análise
• não solicita senha bancária
• não envia links por aplicativos de mensagens

Toda solicitação deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais.

Nova lei pode impactar milhares de seguradas

A expectativa é de que a nova legislação tenha impacto relevante principalmente entre trabalhadoras autônomas, MEIs e seguradas que dependem diretamente da análise administrativa do INSS.

Especialistas afirmam que qualquer redução no tempo de concessão pode representar diferença significativa para famílias que dependem do benefício logo após o nascimento da criança.

O tema também deve continuar em debate nos próximos meses, principalmente diante das discussões sobre modernização da Previdência Social e redução das filas do INSS.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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