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BPC e auxílio-doença entram em mutirão do INSS com 10 mil vagas disponíveis

INSS promoveu mutirão com 10,3 mil vagas para perícias e avaliações sociais e reforça atendimento para BPC e benefícios por incapacidade.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes··5 min de leitura
BPC e auxílio-doença entram em mutirão do INSS com 10 mil vagas disponíveis

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério da Previdência Social realizaram uma nova força-tarefa para ampliar o atendimento a segurados e pessoas que aguardam a análise de benefícios. A ação ocorreu nos dias 15 e 16 de agosto de 2026, com 10,3 mil vagas distribuídas em agências de diferentes estados.

A iniciativa concentrou atendimentos para perícias médicas e avaliações sociais, procedimentos que podem ser decisivos para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. O agendamento precisou ser feito previamente pelo Meu INSS ou pela Central 135.

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Imagem gerada por IA/ Seu Crédito Digital

Mutirão do INSS amplia atendimento no fim de semana

A abertura excepcional de unidades aos sábados e domingos faz parte de uma estratégia para aumentar a capacidade de atendimento da Previdência e enfrentar o volume de requerimentos que dependem de perícia ou avaliação social.

Na ação de agosto, as vagas foram distribuídas entre várias regiões do país. A programação incluiu municípios do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, contemplando tanto capitais quanto cidades do interior.

Dos atendimentos previstos, 6.591 vagas foram destinadas a perícias médicas, segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência. O restante foi direcionado às avaliações sociais.

O calendário de mutirões não é uma medida isolada. No início de agosto, por exemplo, o governo já havia disponibilizado mais de 12 mil vagas para perícias e avaliações sociais em agências do INSS.

BPC está entre os benefícios beneficiados pela força-tarefa

Um dos públicos diretamente atendidos pelas avaliações sociais e perícias é o de requerentes do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O BPC garante um salário mínimo mensal ao idoso com 65 anos ou mais ou à pessoa com deficiência que cumpra os critérios previstos na legislação, incluindo a condição de baixa renda. Em 2026, o salário mínimo nacional passou a ser de R$ 1.621, valor que também serve de referência para o benefício.

No caso da pessoa com deficiência, a análise não se limita ao diagnóstico médico. A avaliação considera os impedimentos e seus efeitos na vida do requerente, enquanto a avaliação social verifica aspectos relacionados à realidade socioeconômica e familiar.

Por isso, quando há necessidade dessas etapas, a realização do atendimento pode representar um avanço importante para quem está aguardando uma decisão do INSS.

Dados do próprio instituto mostram que ainda existe um estoque expressivo de processos relacionados ao BPC. No levantamento de maio de 2026, havia centenas de milhares de requerimentos de BPC para pessoa com deficiência aguardando há mais de 45 dias.

Auxílio por incapacidade temporária também depende de avaliação

Outro grupo importante alcançado pelas perícias é formado por trabalhadores que solicitaram o auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença.

O benefício é destinado ao segurado que comprove incapacidade temporária para exercer seu trabalho ou sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos, observados os demais requisitos previdenciários. Em regra, também é exigida carência de 12 contribuições mensais.

A perícia pode ser presencial, mas existem situações em que o pedido pode ser analisado por meio de documentos médicos. O procedimento conhecido como Atestmed permite a análise documental quando os requisitos estabelecidos pelo INSS são atendidos.

De acordo com as regras atualmente divulgadas pelo instituto, o requerimento por análise documental é feito pelo Meu INSS e exige o envio dos documentos médicos digitalizados.

Essa alternativa é especialmente relevante para reduzir a dependência de vagas presenciais em determinadas situações.

O que levar para a perícia do INSS

Quem possui perícia médica agendada deve reunir documentos capazes de demonstrar a situação de saúde e sua relação com a incapacidade para o trabalho.

Entre os documentos recomendados estão documentos pessoais com foto, CPF, exames, laudos, relatórios médicos e receitas. Os documentos médicos originais devem ser apresentados no atendimento presencial.

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Um exemplo prático é o trabalhador afastado por uma doença ortopédica. Além do documento de identificação, pode ser importante apresentar exames de imagem, relatório do especialista e informações sobre tratamentos realizados. Quanto mais clara estiver a documentação, mais elementos o perito terá para avaliar o caso.

Isso, porém, não significa que a apresentação de determinado documento garanta a aprovação. A decisão depende da análise dos requisitos legais e da avaliação realizada pelo INSS.

Como consultar o resultado do atendimento

auxílio doença
Imagem: Canva

Depois da perícia ou avaliação, o segurado deve acompanhar o processo pelos canais oficiais. O Meu INSS permite consultar requerimentos e acompanhar a evolução dos pedidos.

A plataforma também pode apresentar solicitações de documentos ou outras providências necessárias para a conclusão da análise.

Por isso, não basta realizar o atendimento e deixar de acompanhar o processo. Uma exigência não atendida pode atrasar a conclusão do pedido.

O INSS mantém ainda a Central 135 como canal oficial de atendimento. O cidadão deve evitar intermediários que prometam acelerar a concessão mediante pagamento.

O que acontece se a pessoa perder a perícia

O segurado que não puder comparecer deve solicitar a remarcação. Segundo as orientações atuais do INSS, a perícia médica pode ser remarcada uma única vez pelo Meu INSS ou pela Central 135, dentro do prazo estabelecido.

Quem simplesmente deixa de comparecer pode enfrentar consequências no requerimento. Por isso, diante de um imprevisto, a recomendação é agir rapidamente em vez de aguardar o cancelamento do pedido.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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