Milhares de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda têm valores a receber referentes ao ressarcimento de descontos associativos realizados sem autorização entre março de 2020 e março de 2025.
INSS realiza depósitos em até 72 horas após conclusão do processo
Aposentados do INSS ainda podem receber valores de descontos indevidos. Veja como aderir ao acordo e liberar o pagamento.
O pagamento faz parte do acordo criado pelo governo federal para devolver valores cobrados de forma irregular de beneficiários da Previdência Social. Apesar de milhões de segurados já terem recebido, uma parcela ainda aguarda a conclusão de uma etapa fundamental: a adesão ao acordo de ressarcimento.
Segundo dados oficiais, cerca de 656 mil beneficiários tiveram o pedido de devolução aprovado, mas ainda não receberam porque não finalizaram o procedimento necessário para liberar o crédito.
A adesão é gratuita e pode ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS, pelo portal Gov.br ou presencialmente nas agências dos Correios.
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Como funciona o pagamento extra do INSS?
O ressarcimento foi criado para devolver valores descontados diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas sem autorização válida.
Entre março de 2020 e março de 2025, diversos segurados identificaram cobranças relacionadas a entidades associativas que não haviam sido autorizadas.
O processo de devolução segue algumas etapas:
- O beneficiário identifica o desconto considerado indevido;
- Realiza a contestação;
- A entidade responsável apresenta ou não documentos que comprovem a autorização;
- Caso a cobrança seja considerada irregular, o segurado pode aderir ao acordo;
- Após a adesão, o pagamento é liberado.
O depósito ocorre em até três dias úteis depois da conclusão do procedimento.
Quem ainda tem direito ao ressarcimento?
Podem receber os valores os aposentados e pensionistas que:
- tiveram descontos associativos considerados indevidos;
- contestaram a cobrança;
- tiveram a contestação aprovada;
- ainda não concluíram a adesão ao acordo.
Mesmo após o encerramento do prazo inicial de contestação, quem já teve o pedido reconhecido continua podendo aderir ao acordo para receber os valores.
Ou seja, o beneficiário que aparece como aprovado no sistema, mas ainda não assinou o termo de adesão, pode estar deixando de receber um valor já liberado.
Governo já devolveu bilhões aos segurados
O acordo extrajudicial foi homologado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo que o INSS começasse os pagamentos em julho de 2025.
Desde então, segundo informações do Ministério da Previdência Social, mais de R$ 3,2 bilhões já foram devolvidos para aproximadamente 4,7 milhões de pessoas prejudicadas pelos descontos irregulares.
Os valores são depositados diretamente na conta bancária informada pelo beneficiário no cadastro do INSS.
Como fazer a adesão ao acordo pelo Meu INSS?
O procedimento pode ser realizado de forma digital, sem necessidade de contratar terceiros.
O segurado deve:
- acessar o aplicativo ou site Meu INSS;
- entrar com a conta Gov.br;
- localizar a opção relacionada ao ressarcimento;
- conferir as informações disponíveis;
- confirmar a adesão ao acordo.
Depois da confirmação, o pagamento é autorizado e pode ser depositado em até três dias úteis.
Também é possível realizar o procedimento presencialmente nas unidades dos Correios participantes.
Quem recebe automaticamente sem precisar aderir?
Alguns grupos possuem tratamento diferenciado e recebem o ressarcimento automaticamente na folha de pagamento, sem precisar realizar a adesão manual.
Entre eles estão:
- indígenas;
- quilombolas;
- aposentados com mais de 80 anos contemplados pelo acordo.
A medida busca facilitar o acesso ao dinheiro por pessoas que podem ter maior dificuldade com procedimentos digitais.
INSS alerta para golpes envolvendo ressarcimento
Com a liberação dos pagamentos, aumentaram as tentativas de fraude envolvendo aposentados e pensionistas.
O Ministério da Previdência Social reforça que todo o processo é gratuito e que o INSS não solicita pagamentos para liberar valores.
Os beneficiários devem ficar atentos a mensagens falsas enviadas por criminosos.
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O órgão informa que:
- não envia links por SMS, WhatsApp ou e-mail pedindo dados pessoais;
- não cobra taxas para liberar o ressarcimento;
- não utiliza intermediários para realizar pagamentos;
- não solicita depósitos antecipados.
Os canais oficiais são:
- aplicativo Meu INSS;
- portal Gov.br;
- Central 135;
- agências dos Correios.
Como identificar se existe valor disponível?
O segurado pode consultar a situação diretamente pelos canais oficiais.
No Meu INSS, é possível verificar informações sobre descontos realizados no benefício e acompanhar o andamento da contestação e do ressarcimento.
A recomendação é evitar buscar ajuda de desconhecidos que prometem acelerar pagamentos ou liberar valores mediante cobrança.
Por que o ressarcimento é importante para aposentados?
Para muitos beneficiários, pequenos descontos mensais podem representar uma perda significativa ao longo dos anos.
Como aposentadorias e pensões muitas vezes são a principal fonte de renda das famílias, a devolução desses valores busca reparar cobranças feitas sem autorização.
Além disso, o processo reforça a necessidade de maior fiscalização sobre entidades que realizam descontos diretamente nos benefícios previdenciários.
O que o aposentado deve fazer agora?

Quem teve desconto contestado e já recebeu aprovação do pedido deve verificar se a adesão ao acordo foi concluída.
A etapa final é essencial para que o pagamento seja liberado.
O caminho mais seguro é acessar os canais oficiais do INSS, conferir a situação e finalizar o procedimento sem pagar qualquer valor.
Com bilhões já devolvidos e centenas de milhares de segurados ainda aguardando a adesão, o ressarcimento representa uma oportunidade para recuperar valores que foram retirados indevidamente dos benefícios previdenciários.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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