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INSS pode fazer importante mudança nas perícias

Fique por dentro das importantes mudanças que serão realizadas pelo INSS. Saiba o motivo da rejeição dos médicos para esse novo sistema.

Marya Klara CorreaPor Marya Klara Correa2 min de leitura
Imagem fachada do edifício sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em que se lê "Previdência Social"

As perícias médicas do INSS vêm aumentando bastante. Apenas no início deste ano, o volume chegou a mais de 1 milhão de pedidos, passando pelo aumento de 13% a mais do que os 930.579 constatados em dezembro de 2022.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é essencial para pedidos de benefícios como o auxílio-doença e Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS). Então, nessa situação de alto volume, o governo planeja certas medidas para solucionar esse caso.

O que o INSS planeja fazer

A fila para chegar ao procedimento pericial vem aumentando em ritmo acelerado. Essa situação causa uma longa espera para as pessoas que precisam do laudo para conseguir o benefício. Por isso, o governo federal planeja voltar com o uso de telemedicina, por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Porém, essa iniciativa enfrenta muita resistência por parcela dos médicos peritos. Afinal, eles não são a favor de aderir ao uso da telemedicina. Essa que é uma prestação remota de serviços de saúde através de recursos tecnológicos para a comunicação entre paciente e médico.

Porém, o INSS visa a longa demora. Já que o tempo médio de espera pelo procedimento é de 58 até 67 dias, segundo os dados de abril. Portanto, alguns estados levam mais de quatro meses para a realização da consulta.

Esses dados se baseiam em locais da região Norte e Nordeste. Principalmente nas cidades de Sergipe (176,33), Amazonas (187,65), e Tocantins (198,89).

Além disso, no mês de março e abril registraram-se falhas no sistema da Dataprev, usado pelos médicos peritos. O sistema parou por mais de 20 dias e atrapalhou o fluxo, tendo como consequência a remarcação de diversas consultas.

Médicos discordam da telemedicina

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Apesar do desejo do governo em implantar esse recurso para diminuir as filas, os médicos estão resistindo quanto a esse sistema.

Assim, a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) afirma que esse serviço ficaria restrito a uma parcela da população que tem acesso ao celular e internet. Pontuou Francisco Cardoso, vice-presidente da associação.

“O INSS não conseguiu um sistema efetivo de tele-perícia, mesmo com o suporte da empresa contratada. A própria secretaria da Perícia no ano passado declarou que o projeto, da forma como estava desenhado, era inviável. Nem todo segurado do INSS tem um bom celular e banda larga de internet. É impossível fazer uma análise crível de capacidade laborativa à distância”.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

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