As perícias médicas do INSS vêm aumentando bastante. Apenas no início deste ano, o volume chegou a mais de 1 milhão de pedidos, passando pelo aumento de 13% a mais do que os 930.579 constatados em dezembro de 2022.
INSS pode fazer importante mudança nas perícias
Fique por dentro das importantes mudanças que serão realizadas pelo INSS. Saiba o motivo da rejeição dos médicos para esse novo sistema.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é essencial para pedidos de benefícios como o auxílio-doença e Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS). Então, nessa situação de alto volume, o governo planeja certas medidas para solucionar esse caso.
O que o INSS planeja fazer
A fila para chegar ao procedimento pericial vem aumentando em ritmo acelerado. Essa situação causa uma longa espera para as pessoas que precisam do laudo para conseguir o benefício. Por isso, o governo federal planeja voltar com o uso de telemedicina, por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Porém, essa iniciativa enfrenta muita resistência por parcela dos médicos peritos. Afinal, eles não são a favor de aderir ao uso da telemedicina. Essa que é uma prestação remota de serviços de saúde através de recursos tecnológicos para a comunicação entre paciente e médico.
Porém, o INSS visa a longa demora. Já que o tempo médio de espera pelo procedimento é de 58 até 67 dias, segundo os dados de abril. Portanto, alguns estados levam mais de quatro meses para a realização da consulta.
Esses dados se baseiam em locais da região Norte e Nordeste. Principalmente nas cidades de Sergipe (176,33), Amazonas (187,65), e Tocantins (198,89).
Além disso, no mês de março e abril registraram-se falhas no sistema da Dataprev, usado pelos médicos peritos. O sistema parou por mais de 20 dias e atrapalhou o fluxo, tendo como consequência a remarcação de diversas consultas.
Médicos discordam da telemedicina
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Apesar do desejo do governo em implantar esse recurso para diminuir as filas, os médicos estão resistindo quanto a esse sistema.
Assim, a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) afirma que esse serviço ficaria restrito a uma parcela da população que tem acesso ao celular e internet. Pontuou Francisco Cardoso, vice-presidente da associação.
“O INSS não conseguiu um sistema efetivo de tele-perícia, mesmo com o suporte da empresa contratada. A própria secretaria da Perícia no ano passado declarou que o projeto, da forma como estava desenhado, era inviável. Nem todo segurado do INSS tem um bom celular e banda larga de internet. É impossível fazer uma análise crível de capacidade laborativa à distância”.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
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