No dia 13 de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou a resolução da “Revisão da Vida Toda” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), garantindo aos aposentados do órgão o direito de ter o benefício recalculado com base em todas as contribuições previdenciárias que fez ao longo da vida, inclusive aquelas que foram feitas antes de 1994, contanto que seja mais vantajoso.
INSS quer suspender Revisão da Vida Toda; entenda
O INSS entrou com uma ação para que todos os processos que tramitam na Justiça referentes à Revisão da Vida Toda sejam suspensos. Entenda!
No entanto, pela segunda vez, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação no STF para que todos os processos referentes à Revisão da Vida Toda do INSS que tramitam na Justiça atualmente sejam suspensos, a fim de evitar que o pagamento seja realizado.
Como funciona o pagamento da Revisão da Vida Toda do INSS
Quando o aposentado obtém vitória na Justiça e não há possibilidade de recurso, o INSS deve pagar dois valores, sendo eles:
- Pagamento mensal com atualização do valor da aposentadoria;
- Valor deixado de ganhar nos últimos cinco anos, alguns atrasados podem se tornar precatórios, já que podem chegar a mais de 60 salários mínimos (R$ 79.200,00).
Ação do INSS
Para o governo, é necessário que a suspensão dessas ações aconteça, para que os aposentados que ganharem a ação judicial tenham “maior estabilidade jurídica”. No entanto, não há previsão de quando o STF irá julgar o recurso do AGU.
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Contudo, a ação ainda está tramitando no STF, assim, como o acórdão ainda não foi oficializado para o INSS, o órgão pode adiar o pagamento dos reajustes e dos atrasados. Dessa forma, a Corte Suprema será responsável por determinar se a Previdência deve pagar a todos os segurados, somente àqueles que entraram na Justiça ou para nenhum aposentado, se não houver recurso disponível para isso.
O STF também deve definir se o INSS deverá pagar somente as aposentadorias futuras ou também os atrasados, que se referem a diferença que não foi paga nos últimos cinco anos. Embora o ministro do STF, Alexandre de Moraes tenha determinado que um cronograma da Revisão da Vida Toda fosse apresentado pelo INSS, o órgão não cumpriu o prazo.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
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