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INSS vai suspender auxílios de beneficiários que não fizeram biometria, entenda

A partir de novembro, a biometria passa a ser obrigatória para novos benefícios do INSS e do Bolsa Família. Saiba quem deve fazer o cadastro.

Bruna MachadoPor Bruna Machado7 min de leitura
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A partir de novembro de 2025, a biometria do INSS passa a ser obrigatória para concessão, renovação e manutenção de determinados benefícios sociais no país. A medida, estabelecida por decreto do governo federal, visa reforçar a segurança, combater fraudes e garantir que os recursos públicos cheguem aos verdadeiros beneficiários.

O prazo de 120 dias determinado pelo Decreto nº 12.017/2025, publicado em 23 de julho, encerra-se neste mês. Assim, a partir de 21 de novembro de 2025, novos requerentes do BPC/Loas (Benefício de Prestação Continuada) e do Bolsa Família que não tiverem cadastro biométrico precisarão realizar a coleta de dados antes da liberação dos valores.

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O que muda com a biometria do INSS em novembro

Medida atinge novos beneficiários

O novo procedimento de segurança será aplicado inicialmente a novos cadastros de pessoas que solicitarem benefícios assistenciais ou previdenciários a partir de novembro.

Ou seja, idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda que pedirem o BPC/Loas, além de famílias que ingressarem no Bolsa Família, deverão ter seus dados biométricos coletados nos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) das prefeituras.

Objetivo é aumentar a segurança e reduzir fraudes

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável pela implementação da medida, o objetivo é assegurar a identidade do beneficiário e evitar que valores sejam pagos de forma indevida.

A biometria será utilizada como verificação complementar nas bases de dados do Cadastro Único (CadÚnico), do INSS e de outros sistemas federais, permitindo o cruzamento de informações e o bloqueio de cadastros fraudulentos.

“O cadastramento biométrico garante maior segurança ao processo e evita que benefícios sejam desviados por meio de fraudes ou falsificações de identidade”, informou o MGI em nota.


Nem todos precisam se preocupar agora

Beneficiários antigos continuam recebendo normalmente

Quem já recebe Bolsa Família, aposentadoria, pensão ou BPC não precisa realizar o cadastro imediatamente. O decreto prevê que a exigência será gradual, acompanhando cronogramas a serem definidos pelo MGI e pelo INSS.

A prioridade inicial é incluir novos solicitantes e atualizar casos em que não exista registro biométrico em nenhuma base oficial.

Biometria aproveita cadastros existentes

Outro ponto importante é que quem já tem biometria registrada em outras bases do governo não precisará refazer o processo. O sistema utilizará cadastros já existentes, como:

  • CNH (Carteira Nacional de Habilitação);
  • Identificação civil da Polícia Federal;
  • Registros biométricos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral);
  • Conta digital Caixa Tem, que já usa reconhecimento facial e impressão digital.

Atualmente, estima-se que cerca de 150 milhões de brasileiros já tenham algum tipo de biometria registrada em órgãos públicos — o que garante ampla cobertura para os beneficiários de programas sociais.


Quais benefícios exigem biometria a partir de novembro

A obrigatoriedade, neste primeiro momento, atinge:

  • BPC/Loas (Benefício de Prestação Continuada) — pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda;
  • Bolsa Família — voltado a famílias em situação de vulnerabilidade social.

Com o avanço da digitalização dos cadastros, o governo pretende expandir o uso da biometria para outros benefícios administrados pelo INSS, incluindo auxílio-doença, pensão por morte, aposentadorias e seguro-defeso.

O cronograma dessa ampliação será definido em portarias específicas ao longo de 2026.


Como fazer o cadastro biométrico do INSS

O cadastramento será implementado de forma gradual e descentralizada, permitindo que os cidadãos escolham o formato mais acessível.

1. Pela internet — via Meu INSS

Quem já possui acesso à conta gov.br poderá realizar o cadastro online:

  1. Acesse o site ou o aplicativo Meu INSS;
  2. Faça login com seu CPF e senha;
  3. Escolha a opção “Prova de vida e biometria facial”;
  4. Siga as instruções para tirar fotos e capturar a biometria facial;
  5. Finalize o processo e aguarde a confirmação.

O sistema usará reconhecimento facial cruzado com os registros oficiais do Denatran, TSE e INSS, validando a identidade em tempo real.

2. Presencialmente nas agências do INSS

Quem preferir pode agendar atendimento presencial:

  1. Acesse o Meu INSS e clique em “Agendar atendimento”;
  2. Escolha o serviço “Cadastramento biométrico”;
  3. Vá até a agência no dia marcado com documento oficial com foto e CPF.

A coleta é rápida e feita com scanner de impressões digitais e captura facial.

3. Em unidades do CRAS ou mutirões municipais

Nos municípios menores, o governo disponibilizará postos itinerantes e mutirões nos CRAS, especialmente em regiões rurais e periferias.

Os servidores municipais auxiliarão na coleta e no envio das informações para a base nacional, garantindo que todos os beneficiários tenham acesso ao processo sem precisar se deslocar grandes distâncias.


O que acontece se o beneficiário não fizer a biometria

A partir de novembro, novos pedidos de benefícios que não contenham dados biométricos não serão liberados até que a coleta seja concluída.

Nos casos de manutenção ou renovação, o governo poderá solicitar o cadastro dentro de prazos específicos. O descumprimento resultará em bloqueio temporário do pagamento, até a regularização da situação.

O INSS recomenda que os beneficiários acompanhem notificações enviadas pelo aplicativo Meu INSS, pela Caixa Econômica Federal ou pelos CRAS de sua cidade.


Por que o governo está implementando a biometria

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Combate a fraudes e cadastros fantasmas

A decisão faz parte de um pacote de medidas de modernização da gestão pública. De acordo com o MGI, a biometria vai ajudar a eliminar cadastros duplicados, falsos ou irregulares, que geram prejuízos bilionários aos cofres públicos.

Entre 2023 e 2024, auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) identificaram milhares de pagamentos indevidos em programas sociais, incluindo benefícios previdenciários.

Com a biometria, o governo espera aumentar a transparência e reduzir fraudes sistêmicas, especialmente em municípios com histórico de irregularidades no Cadastro Único.

Integração de sistemas públicos

A medida também permite integrar diferentes bases de dados — INSS, Receita Federal, MGI, Caixa e TSE — criando uma plataforma unificada de identificação civil.

Esse avanço facilitará futuras políticas públicas e ampliará a eficiência na concessão de benefícios, evitando atrasos e exigências duplicadas de documentação.


Biometria e privacidade de dados

A coleta de dados biométricos está sujeita à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Segundo o MGI, todas as informações serão armazenadas de forma criptografada, com acesso restrito e uso exclusivo para verificação de identidade.

Os beneficiários poderão consultar suas informações no portal gov.br e solicitar a exclusão de dados em caso de encerramento de vínculo com o benefício.


Dicas importantes para beneficiários

Verifique se sua biometria já está cadastrada

Antes de agendar um novo registro, confira se você já possui biometria registrada em algum órgão público (como CNH ou título de eleitor).

Mantenha o CadÚnico atualizado

A atualização do Cadastro Único é essencial para evitar bloqueios. Caso o sistema detecte divergências entre dados pessoais e biometria, o benefício pode ser suspenso.

Acompanhe notificações oficiais

Evite golpes. O INSS e o MGI não enviam links por WhatsApp para coleta de biometria. As comunicações oficiais são feitas pelos aplicativos Meu INSS e gov.br, além dos CRAS municipais.


Considerações finais

A obrigatoriedade da biometria do INSS marca um novo passo na digitalização dos programas sociais brasileiros. A medida busca garantir mais segurança, reduzir fraudes e modernizar a gestão pública, sem deixar de lado a inclusão social.

Embora o processo comece com os novos beneficiários do BPC e do Bolsa Família, o governo planeja estender a medida a todos os benefícios previdenciários em 2026.

Com mais de 150 milhões de brasileiros já cadastrados, o sistema biométrico promete trazer mais agilidade e confiança à concessão de auxílios, aposentadorias e pensões, consolidando uma rede de proteção social mais segura e eficiente.

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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