A energia solar ganha cada vez mais destaque no cenário mundial e brasileiro, com a instalação de tetos solares crescendo de forma significativa nos últimos anos. De acordo com um relatório recente da Solarpower Europe, em 2022, o mundo adicionou um total de 240 Gigawatts (GW) de capacidade solar. Esse é um aumento expressivo de 39% em relação ao ano anterior.
Instalação de tetos solares EXPLODE no Brasil e vira negócio bilionário
Confira, neste artigo, no que consiste a prática e porque a instalação de tetos solares disparou no Brasil!
No Brasil, o crescimento foi ainda mais surpreendente, com a adição de 5,3 GW em sistemas instalados em telhados. Isso configura um acréscimo de 193% em comparação com 2021. Continue lendo para entender melhor sobre o assunto!
Compreenda a prática e porque ela cresceu
A geração distribuída de energia solar consiste na produção e distribuição de eletricidade para consumo próprio a partir de painéis fotovoltaicos. Em suma, essas estruturas recebem luz do sol direta e a transforma em energia.
Vários fatores podem ser atribuídos ao incremento da capacidade. No Brasil, os principais são o aumento do custo da energia elétrica, a alta disponibilidade de luz do sol e as condições favoráveis oferecidas pelo governo – em forma de subsídio – para a instalação de tetos solares.
No que se refere à geração distribuída, o volume de financiamento destinado à energia solar no Brasil, tanto para grandes usinas centralizadas quanto para painéis fotovoltaicos em telhados, ultrapassou R$ 35 bilhões em 2022, um aumento de 79% em relação ao ano anterior.
Perspectivas futuras da energia solar
As projeções da Solarpower Europe para o futuro continuam otimistas. Para 2023, a associação prevê uma expansão de até 341 GW na capacidade solar mundial, um aumento de 43% em relação a 2022. Em um cenário mais positivo, esse volume pode chegar a 40 GW.
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Ademais, o relatório aponta que, mesmo com a elevação do LCOE (Custo Nivelado de Energia) devido a problemas na cadeia produtiva e inflação, a energia solar ainda é uma opção mais barata para produção de eletricidade quando comparada à nuclear e aos combustíveis fósseis.
Por fim, o Brasil aparece na sexta posição no ranking dos 20 países com maior adição em energia solar entre 2023 e 2027, com uma projeção de crescimento de 23% para esse período. Assim, se essa tendência se confirmar, o mercado brasileiro poderá alcançar a marca de até 68 GW em potência fotovoltaica instalada até 2027.
Imagem: PeopleImages.com – Yuri A / shutterstock.com
