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Inteligência artificial afetará 40% dos empregos do mundo, diz FMI

A inteligência artificial impactará 40% dos empregos globais, alerta o FMI. Descubra as tendências enfrentadas pelo mercado de trabalho.

Helena SerpaPor Helena Serpa3 min de leitura
Montagem de duas fotos ao lado da outra: à esquerda, a imagem de robô de perfil com a mão no que seria seu queixo; à direita, um funcionário demitido segurando uma caixa de papelão com seus pertences.

A aproximação da era da Inteligência Artificial (IA) tem gerado preocupação em diferentes setores do mercado de trabalho. De acordo com um recente estudo divulgado pela diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, cerca de 40% dos empregos a nível global serão significativamente afetados por avanços na IA.

Em princípio, os países desenvolvidos são os mais propensos a sentir os efeitos dessa transformação. O estudo revela que cerca de 60% dos empregos dessas nações correm o risco de ser impactados pela IA. Além disso, metade desses empregos pode se beneficiar da integração com a tecnologia para incrementar a produtividade, enquanto a outra metade pode enfrentar a substituição por IA em tarefas essenciais.

Os impactos da IA para países desenvolvidos e emergentes

Curiosamente, consta do estudo que os impactos do avanço da IA não serão igualmente distribuídos entre os diferentes países. Para os países emergentes, tais como o Brasil, e os de baixa renda, estima-se que a exposição à IA será de 40% e 26%, respectivamente. Estas conclusões sugerem que tais mercados enfrentarão impactos mais reduzidos em termos imediatos causados pela IA.

Ilustração de um chip com um cérebro no centro representando a Inteligência Artificial.
Imagem: Alexander Supertramp / shutterstock.com

Contudo, é importante ressaltar que muitos desses países não possuem infraestruturas adequadas ou mão de obra suficientemente qualificada para absorver os benefícios potenciais da IA. Assim, com o avanço da tecnologia, estes países podem enfrentar um aumento de desigualdade.

Desigualdade de rendimentos

Segundo o FMI, é bem provável que a IA afete a desigualdade de rendimentos dentro dos próprios países. Os trabalhadores poderão se dividir entre aqueles que conseguem aproveitar a IA para aumentar a produtividade e salários e aqueles que, ao contrário, veem os seus empregos serem substituídos ou reduzidos devido à automatização. Este cenário pode resultar num aumento da desigualdade salarial e é crucial para os governos se prepararem para este panorama.

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Em última instância, a chave para enfrentar a introdução do IA no mercado reside na preparação. Além dos trabalhadores e do governo, as empresas devem desempenhar um papel importante na formação e na reciclagem dos seus funcionários para enfrentar esta nova realidade. Outro fator importante é a necessidade de se criar uma regulação sólida e adaptada à realidade do mercado de IA, para garantir que o progresso tecnológico seja benéfico para o maior número de pessoas possível.

Imagem: FOTOGRIN e Phonlamai Photo / Shutterstock – Edição: SeuCréditoDigital

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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