Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Inteligências artificiais viram peça central de reclamações trabalhistas

É crescente o uso das inteligências artificiais em reclamações trabalhistas. Siga na leitura para saber mais sobre o tema!

Hannah AragãoPor Hannah Aragão3 min de leitura
Homem de terno e gravata sentado ao lado de um robô com inteligência artificial. O homem segura um copo de café e o robô, uma bolsa de de executivo dividem os empregos do futuro.

De acordo com levantamento feito pela plataforma de jurimetria Data Lawyer, foi registrado um aumento de 800% no número de processos de reclamações trabalhistas que citam inteligências artificiais. O crescimento se dá como uma consequência da aceleração no contato com novas tecnologias durante o período pandêmico.

As ferramentas de inteligência artificial estão cada vez mais frequentes em petições para embasar pedidos ou requerer provas. Assim, siga na leitura para saber mais sobre o tema.

Cresce a presença do termo “inteligências artificiais” em ações trabalhistas

Segundo dados do levantamento realizado a pedido do escritório Trench Rossi Watanabe, entre os anos de 2017 e 2022, foram processadas 7.032 ações trabalhistas citando IAs. Cabe destacar que, do total de processos, 6,2 mil são referentes ao período de 2020 a 2022, durante a pandemia da Covid-19.

As ações que citam as inteligências artificiais, em sua maioria, envolvem a utilização de ferramentas de geolocalização para apoiar pedidos de horas extras em trabalhos externos, ou mesmo a produção de provas. Em um processo em que o ChatGPT foi citado, a tecnologia foi usada como um dicionário.

Por enquanto, o que se observa é a aparição das IAs nos processos trabalhistas como suporte. No entanto, é possível que passem a aparecer casos em que a tecnologia terá sido usada na elaboração de documentos para empregados, sem que o empregador tenha conhecimento.

O alto volume de ações que envolvem as inteligências artificiais durante o período pandêmico é explicado, segundo advogada sócia do escritório Trench Rossi Watanabe, Letícia Ribeiro, pela notória aceleração no contato com as tecnologias durante o isolamento demandado pela pandemia.

Uso da tecnologia

Por se tratar de um fenômeno novo, o uso das inteligências artificiais não conta com uma jurisprudência própria já formada. Enquanto isso, a utilização da tecnologia esbarra na Lei Geral de Proteção de Dados. 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Assim, os tribunais avaliam individualmente os casos para entender se houve ou não a violação da intimidade e privacidade do empregado.

Apesar disso, a tendência é de que se torne cada vez mais comum a utilização das inteligências artificiais, como ChatGPT, entre departamentos de recursos humanos das empresas no processo de recrutamento para coleta de dados. 

Enquanto as companhias passam a adotar as tecnologias, o assunto segue sem regulamentação no país. Atualmente, pelo menos cinco projetos correm no Congresso sobre o tema. Desse modo, o Brasil deve seguir os passos da Europa. Essa, em breve, aprovará o pacote de leis que limitam a utilização da tecnologia.

Imagem: Stokkete / shutterstock.com

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

Topicos relacionados