Enquanto o mercado financeiro se retrai diante dos juros elevados e da volatilidade econômica, o Inter &Co seguiu na contramão no segundo trimestre de 2025. O banco digital acelerou a concessão de crédito e entregou resultados históricos, com recordes no retorno sobre patrimônio líquido (ROE), margem financeira líquida (NIM) e lucro. Ao mesmo tempo, conseguiu controlar a inadimplência e reduzir custos operacionais, consolidando uma trajetória sólida de crescimento.
Inter acelera crédito mesmo com juros altos e atinge ROE e margem históricas
Banco Inter acelera crédito, reduz inadimplência e atinge margens e rentabilidade históricas no 2º trimestre de 2025.
Segundo o CFO do banco, Santiago Stel, “nossa carteira está crescendo duas vezes acima do mercado”, reforçando o posicionamento da instituição em ritmo superior à concorrência.
Leia mais: Inter&Co registra lucro recorde de R$ 315 mi no 2º tri
Crescimento agressivo da carteira de crédito

A carteira de crédito do Inter, desconsiderando antecipações de recebíveis de cartões, alcançou R$ 40,2 bilhões, o que representa um crescimento de 8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 22% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre anterior, essas taxas haviam sido de 5% e 21%, respectivamente.
O avanço foi impulsionado por modalidades consolidadas, como home equity e crédito com garantia do FGTS, e também por linhas em expansão, como o crédito imobiliário tradicional — mesmo em um cenário em que outras instituições têm recuado nesse segmento — e o cartão de crédito, que cresceu 24% em um ano.
A estratégia de expansão do cartão, segundo Stel, tem sido ajustada com maior precisão após um período mais desafiador em 2023. “Temos focado na expansão dentro da nossa base de clientes e com uma estratégia que hoje está bem azeitada”, afirmou o executivo.
Redução da inadimplência e avanço no crédito consignado
Mesmo com a expansão agressiva da carteira, a inadimplência acima de 90 dias permaneceu estável em 4,6% no trimestre, com melhora de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024. A performance positiva reforça o acerto na política de crédito do banco.
Um dos grandes destaques foi o avanço do crédito consignado privado. A modalidade, ainda recente no portfólio do Inter, cresceu de R$ 200 milhões no fim de março para R$ 730 milhões em junho. “Agora, já estamos ultrapassando a barreira de R$ 1 bilhão”, revelou Stel.
ROE e margem financeira líquida batem recordes
O banco registrou lucro líquido de R$ 315 milhões no segundo trimestre de 2025 — o maior valor de sua história — com alta de 53% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número ficou próximo do consenso do mercado, que projetava lucro de R$ 320 milhões.
Com isso, o Inter alcançou um retorno sobre patrimônio líquido (ROE) recorde de 13,9%, um ponto percentual acima do primeiro trimestre. “Apesar de muita variabilidade de Selic e de IPCA, estamos numa trajetória consistente de crescimento de ambos os indicadores”, destacou Stel.
A margem financeira líquida (NIM) também atingiu patamar inédito, passando de 8,8% para 9,1% no trimestre. O NIM ajustado ao risco subiu de 5,5% para 5,6%.
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Monetização de clientes e maior eficiência operacional

O banco digital também vem aprimorando a monetização da sua base. A receita média por cliente (ARPAC) subiu de R$ 50 para R$ 53,70, enquanto o custo de atendimento (cost-to-serve) caiu de R$ 13,10 para R$ 12,25.
Esses ganhos se refletiram diretamente na eficiência operacional. O índice de eficiência — que mostra quanto da receita é consumido pelos custos — caiu 1,7 ponto percentual, atingindo 47,1%, o menor nível já registrado pela instituição.
Base de clientes cresce acima do previsto
Outro marco importante foi a base de usuários. O Inter adicionou 1,1 milhão de clientes no segundo trimestre, superando a média de 1 milhão por trimestre. O total chegou a 39,3 milhões em junho e ultrapassou a marca de 40 milhões no início de agosto.
Esse avanço reforça o compromisso do banco com a meta quinquenal estabelecida em 2023 no plano “60/30/30”: atingir 60 milhões de clientes, com índice de eficiência e ROE em 30% até o fim de 2028.
Com informações de: Exame INSIGHT
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