A Starlink, empresa do bilionário Elon Musk, inicia nesta quinta-feira (31) a oferta de internet gratuita via satélite para celulares compatíveis em vários países, incluindo o Brasil. O lançamento marca um passo importante no avanço da conectividade móvel, especialmente para áreas remotas e fora da cobertura tradicional das operadoras.
Celulares ganham internet grátis sem precisar de Wi-Fi ou 4G; veja os compatíveis
Starlink começa a oferecer internet gratuita via satélite para celulares compatíveis no Brasil. Veja os aparelhos e como funciona o novo serviço.
A promessa é ambiciosa: permitir que usuários enviem mensagens de texto, façam chamadas de emergência e compartilhem localização mesmo quando estiverem completamente fora de sinal de rede móvel. E o melhor — tudo isso gratuitamente, ao menos neste estágio inicial.
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Lista oficial de aparelhos compatíveis já foi divulgada

Apple
- iPhone 13
- iPhone 14, 14 Plus, 14 Pro, 14 Pro Max
- iPhone 15, 15 Plus, 15 Pro, 15 Pro Max
- iPhone 16, 16 Plus, 16 Pro, 16 Pro Max
- Pixel 9, Pixel 9a
- Pixel 9 Pro, 9 Pro XL, 9 Pro Fold
Motorola (modelos de 2024 e 2025)
- Razr 2024, Razr+ 2024
- Razr 2025, Razr+ 2025, Razr Ultra 2025
- Moto Edge 2025
- Moto G 5G 2025, G Power 5G 2025, G Stylus 5G 2024, G Power 5G 2024
Samsung
Série Galaxy A
- A14, A15 5G, A16 5G SE, A25 SE
- A35, A36 SE, A53, A54, A56 5G SE
Série Galaxy S
- S21, S21+, S21 Ultra
- S22, S22+, S22 Ultra
- S23, S23+, S23 Ultra
- S24, S24+, S24 Ultra
- S25, S25+, S25 Ultra
Linha dobrável Galaxy Z
- Z Flip 3, 4, 5, 6, 7
- Z Fold 3, 4, 5, 6, 7
Outros modelos
- Galaxy XCover6 Pro e XCover7 Pro (algumas variantes)
T-Mobile
- REVVL 7 5G
- REVVL 7 Pro 5G
Conectividade automática e sem operadora
O funcionamento do serviço será simples: ao sair de uma área com cobertura convencional e entrar em região remota, o celular compatível detectará automaticamente os sinais da constelação de satélites da Starlink.
O usuário verá um símbolo de satélite na barra de status do celular, junto ao nome da operadora, indicando a conexão direta com a rede da T-Mobile/Starlink.
Primeira fase: mensagens e chamadas de emergência
Nesta fase inicial, o serviço funcionará com limitações. As funcionalidades liberadas incluem:
- Envio e recebimento de mensagens SMS
- Compartilhamento de localização
- Chamadas de emergência
A navegação na internet, uso de aplicativos como WhatsApp ou Google Maps e chamadas VoIP ainda não estarão disponíveis. Segundo a Starlink, esses recursos devem ser gradualmente ativados até o fim de 2025.
Brasil segue cronograma dos Estados Unidos
O Brasil está entre os países contemplados nesta primeira fase. Por aqui, o cronograma seguirá o mesmo dos EUA, mas a liberação do sinal será feita de forma gradual. Inicialmente, áreas rurais e de difícil acesso serão priorizadas, especialmente regiões da Amazônia Legal, sertão nordestino e partes do Centro-Oeste.
Um salto tecnológico para a conectividade nacional

Especialistas em telecomunicações apontam que o avanço pode representar uma revolução na cobertura móvel no Brasil. Hoje, milhões de brasileiros vivem em zonas sem qualquer acesso à internet. Com a nova tecnologia, essa exclusão digital poderá ser reduzida drasticamente.
Segundo a Anatel, mais de 15% do território nacional ainda não possui cobertura de dados móveis. Com a constelação de satélites da Starlink, esse cenário começa a mudar.
O que esperar das próximas fases do projeto?
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A expectativa da empresa é que, com a ampliação da infraestrutura e o amadurecimento dos testes, o serviço passe a oferecer:
- Acesso à internet móvel com velocidades médias de 10 a 50 Mbps
- Suporte a aplicativos de mensagens e navegação GPS
- Funcionalidade VoIP (voz sobre IP)
- Chamadas convencionais sem operadora
A segunda fase deve começar ainda no primeiro semestre de 2026, com testes em regiões rurais dos Estados Unidos e América Latina.
Os desafios que ainda precisam ser superados
Apesar do otimismo, especialistas lembram que existem desafios técnicos e regulatórios importantes. No Brasil, a Starlink já atua com autorização da Anatel, mas o uso direto de satélites para celulares exigirá adaptações legais, inclusive em relação à faixa de frequência utilizada.
Outro ponto é a latência. Embora os satélites da Starlink estejam em órbita baixa (LEO), ainda existe um pequeno atraso na transmissão de dados — o que pode afetar chamadas em tempo real ou streaming, por exemplo.
Elon Musk aposta alto na conectividade remota
Desde a criação da Starlink, Musk tem afirmado que um de seus principais objetivos é democratizar o acesso à internet em escala global, com foco em regiões rurais e desassistidas. Com o novo serviço para celulares, essa visão se aproxima da realidade.
A parceria com a T-Mobile, maior operadora móvel dos EUA, viabiliza a integração entre redes convencionais e sinal via satélite, sem necessidade de torres terrestres adicionais. A proposta é transformar qualquer celular compatível em um aparelho híbrido: móvel e satelital.
Truque extra: como salvar seu celular molhado de verdade
Abandone o arroz: use sílica-gel
Dica bônus: se seu celular sofreu um acidente com água, esqueça o truque do arroz. A técnica é popular, mas pouco eficaz — e pode até agravar o problema.
O melhor aliado nesse caso é a sílica-gel — aqueles pequenos sachês que vêm em embalagens de sapatos e eletrônicos. Colocar o aparelho em um pote hermético com sílica por pelo menos 24 horas pode realmente salvar o dispositivo.
O futuro da comunicação pode estar acima de nós

Com a expansão da Starlink e o início dos testes em celulares, o céu literalmente passa a ser o limite. A conectividade por satélite deixa de ser um recurso exclusivo de equipamentos específicos e começa a fazer parte da rotina de usuários comuns.
Se tudo correr como planejado, em poucos anos, qualquer pessoa poderá usar internet, aplicativos e até fazer ligações em locais onde antes só havia silêncio digital.
Conclusão
A chegada da internet via satélite da Starlink diretamente aos celulares representa um marco na conectividade global. Com início no Brasil e outros territórios, o serviço promete reduzir desigualdades digitais e oferecer soluções reais para quem vive longe dos grandes centros urbanos. Ainda em fase inicial, a tecnologia tem grande potencial de transformação — e, ao que tudo indica, é apenas o começo de uma nova era na comunicação móvel.
