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Celulares ganham internet grátis sem precisar de Wi-Fi ou 4G; veja os compatíveis

Starlink começa a oferecer internet gratuita via satélite para celulares compatíveis no Brasil. Veja os aparelhos e como funciona o novo serviço.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
starlink

A Starlink, empresa do bilionário Elon Musk, inicia nesta quinta-feira (31) a oferta de internet gratuita via satélite para celulares compatíveis em vários países, incluindo o Brasil. O lançamento marca um passo importante no avanço da conectividade móvel, especialmente para áreas remotas e fora da cobertura tradicional das operadoras.

A promessa é ambiciosa: permitir que usuários enviem mensagens de texto, façam chamadas de emergência e compartilhem localização mesmo quando estiverem completamente fora de sinal de rede móvel. E o melhor — tudo isso gratuitamente, ao menos neste estágio inicial.

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Lista oficial de aparelhos compatíveis já foi divulgada

Starlink
Imagem: Freepik e Canva

Apple

  • iPhone 13
  • iPhone 14, 14 Plus, 14 Pro, 14 Pro Max
  • iPhone 15, 15 Plus, 15 Pro, 15 Pro Max
  • iPhone 16, 16 Plus, 16 Pro, 16 Pro Max

Google

  • Pixel 9, Pixel 9a
  • Pixel 9 Pro, 9 Pro XL, 9 Pro Fold

Motorola (modelos de 2024 e 2025)

  • Razr 2024, Razr+ 2024
  • Razr 2025, Razr+ 2025, Razr Ultra 2025
  • Moto Edge 2025
  • Moto G 5G 2025, G Power 5G 2025, G Stylus 5G 2024, G Power 5G 2024

Samsung

Série Galaxy A

  • A14, A15 5G, A16 5G SE, A25 SE
  • A35, A36 SE, A53, A54, A56 5G SE

Série Galaxy S

  • S21, S21+, S21 Ultra
  • S22, S22+, S22 Ultra
  • S23, S23+, S23 Ultra
  • S24, S24+, S24 Ultra
  • S25, S25+, S25 Ultra

Linha dobrável Galaxy Z

  • Z Flip 3, 4, 5, 6, 7
  • Z Fold 3, 4, 5, 6, 7

Outros modelos

  • Galaxy XCover6 Pro e XCover7 Pro (algumas variantes)

T-Mobile

  • REVVL 7 5G
  • REVVL 7 Pro 5G

Conectividade automática e sem operadora

O funcionamento do serviço será simples: ao sair de uma área com cobertura convencional e entrar em região remota, o celular compatível detectará automaticamente os sinais da constelação de satélites da Starlink.

O usuário verá um símbolo de satélite na barra de status do celular, junto ao nome da operadora, indicando a conexão direta com a rede da T-Mobile/Starlink.

Primeira fase: mensagens e chamadas de emergência

Nesta fase inicial, o serviço funcionará com limitações. As funcionalidades liberadas incluem:

  • Envio e recebimento de mensagens SMS
  • Compartilhamento de localização
  • Chamadas de emergência

A navegação na internet, uso de aplicativos como WhatsApp ou Google Maps e chamadas VoIP ainda não estarão disponíveis. Segundo a Starlink, esses recursos devem ser gradualmente ativados até o fim de 2025.

Brasil segue cronograma dos Estados Unidos

O Brasil está entre os países contemplados nesta primeira fase. Por aqui, o cronograma seguirá o mesmo dos EUA, mas a liberação do sinal será feita de forma gradual. Inicialmente, áreas rurais e de difícil acesso serão priorizadas, especialmente regiões da Amazônia Legal, sertão nordestino e partes do Centro-Oeste.

Um salto tecnológico para a conectividade nacional

Starlink
Imagem: Anggalih Prasetya / Shutterstock

Especialistas em telecomunicações apontam que o avanço pode representar uma revolução na cobertura móvel no Brasil. Hoje, milhões de brasileiros vivem em zonas sem qualquer acesso à internet. Com a nova tecnologia, essa exclusão digital poderá ser reduzida drasticamente.

Segundo a Anatel, mais de 15% do território nacional ainda não possui cobertura de dados móveis. Com a constelação de satélites da Starlink, esse cenário começa a mudar.

O que esperar das próximas fases do projeto?

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A expectativa da empresa é que, com a ampliação da infraestrutura e o amadurecimento dos testes, o serviço passe a oferecer:

  • Acesso à internet móvel com velocidades médias de 10 a 50 Mbps
  • Suporte a aplicativos de mensagens e navegação GPS
  • Funcionalidade VoIP (voz sobre IP)
  • Chamadas convencionais sem operadora

A segunda fase deve começar ainda no primeiro semestre de 2026, com testes em regiões rurais dos Estados Unidos e América Latina.

Os desafios que ainda precisam ser superados

Apesar do otimismo, especialistas lembram que existem desafios técnicos e regulatórios importantes. No Brasil, a Starlink já atua com autorização da Anatel, mas o uso direto de satélites para celulares exigirá adaptações legais, inclusive em relação à faixa de frequência utilizada.

Outro ponto é a latência. Embora os satélites da Starlink estejam em órbita baixa (LEO), ainda existe um pequeno atraso na transmissão de dados — o que pode afetar chamadas em tempo real ou streaming, por exemplo.

Elon Musk aposta alto na conectividade remota

Desde a criação da Starlink, Musk tem afirmado que um de seus principais objetivos é democratizar o acesso à internet em escala global, com foco em regiões rurais e desassistidas. Com o novo serviço para celulares, essa visão se aproxima da realidade.

A parceria com a T-Mobile, maior operadora móvel dos EUA, viabiliza a integração entre redes convencionais e sinal via satélite, sem necessidade de torres terrestres adicionais. A proposta é transformar qualquer celular compatível em um aparelho híbrido: móvel e satelital.

Truque extra: como salvar seu celular molhado de verdade

Abandone o arroz: use sílica-gel

Dica bônus: se seu celular sofreu um acidente com água, esqueça o truque do arroz. A técnica é popular, mas pouco eficaz — e pode até agravar o problema.

O melhor aliado nesse caso é a sílica-gel — aqueles pequenos sachês que vêm em embalagens de sapatos e eletrônicos. Colocar o aparelho em um pote hermético com sílica por pelo menos 24 horas pode realmente salvar o dispositivo.

O futuro da comunicação pode estar acima de nós

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Imagem: Saulo Angelo/Thenews2/Folhapress

Com a expansão da Starlink e o início dos testes em celulares, o céu literalmente passa a ser o limite. A conectividade por satélite deixa de ser um recurso exclusivo de equipamentos específicos e começa a fazer parte da rotina de usuários comuns.

Se tudo correr como planejado, em poucos anos, qualquer pessoa poderá usar internet, aplicativos e até fazer ligações em locais onde antes só havia silêncio digital.

Conclusão

A chegada da internet via satélite da Starlink diretamente aos celulares representa um marco na conectividade global. Com início no Brasil e outros territórios, o serviço promete reduzir desigualdades digitais e oferecer soluções reais para quem vive longe dos grandes centros urbanos. Ainda em fase inicial, a tecnologia tem grande potencial de transformação — e, ao que tudo indica, é apenas o começo de uma nova era na comunicação móvel.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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