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Invasões do MST disparam no novo governo Lula

Um relatório divulgado nesta segunda-feira (8) mostrou que o número de invasões de terra pelo MST disparou. Entenda!

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
bandeira do MST

Um relatório divulgado nesta segunda-feira (8) mostrou que o número de invasões de terra pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) disparou nos primeiros meses do governo Lula. Essa é mais uma dor de cabeça para a gestão petista, que agora deve enfrentar a CPI do MST no Congresso Nacional. Além disso, o próprio governo federal criticou algumas dessas invasões.

Desde sua criação, o MST tem atuado em diversas frentes, como a invasão de terras improdutivas, a pressão política pela reforma agrária e o desenvolvimento da agricultura agroecológica. Apesar disso, o MST é alvo de críticas pelos seus métodos, além de enfrentar muita resistência de grandes fazendeiros e grupos contrários à reforma agrária.

Número de invasões cresceu

O relatório é do Observatório da Oposição, grupo criado no começo do ano pelo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Partido Liberal. O objetivo é embasar as ações e críticas da oposição por meio dos relatórios.

Segundo os dados apresentados pelo grupo, o MST teria invadido 56 propriedades de terra só entre janeiro e abril de 2023. O número representa um aumento de 143% em relação ao ano passado. Os dados apresentados pelo relatório são da Frente Parlamentar da Agricultura, que representa os fazendeiros e empresários do agronegócio no Congresso.

O relatório vem no momento em que a bancada ruralista se articula para criar a CPI do MST. A ideia da CPI foi criada depois que o movimento sem-terra anunciou a “Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária”, no dia 11 de abril.

MST contesta relatório

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De acordo com o MST, a pandemia foi responsável pelo baixo número de invasões nos últimos anos. Além disso, o movimento também afirmou que, ao contrário do que diz o relatório, 191 propriedades foram ocupadas durante o governo anterior.

Com a diminuição da doença, o movimento deve retomar as suas atividades. Além das invasões, o MST pretende continuar a distribuição de alimentos para as famílias empobrecidas. Até 2022, o movimento já havia doado cerca de 8 mil toneladas desde o começo da pandemia.  

Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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