O ministro das Comunicações do atual governo, Fábio Faria, estuda o corte dos investimentos em orelhões. Contudo, a equipe de transição do novo presidente veta decreto.
Investimentos em orelhões: equipe de Lula negocia permanência de verba com Bolsonaro
A equipe de Lula negocia com Bolsonaro investimentos em orelhões. Confira como isso pode refletir no setor de telecomunicações
De maneira sucinta, a decisão do ministro é baseada na troca de investir em orelhões para fazê-lo na rede fibras ópticas, já que a maior parte da população utiliza o telefone celular para se comunicar.
Orelhões podem estar com dias contados
Entretanto, o pedido da equipe de transição de não realizar a mudança agora não significa que o veto será definitivo. O ponto é que os integrantes querem analisar com mais calma os desdobramentos resultantes dessa mudança de foco de investimentos.
As obrigações para com operadoras de telefonias fixas giram em torno de R$ 190 milhões, que, segundo o ministro Faria, seriam um investimento mais eficiente nas fibras ópticas, as quais melhorariam os serviços de telefonia móvel.
O decreto afeta quem?
Apenas contratos de concessão a Oi, Vivo, Sercomtel e Algar estão prestes a vencer, e, ainda que os pedidos das concessionárias já estejam com o ministro, o mesmo se comprometeu a deixar pronta a minuta do decreto que acaba com o investimento em orelhões.
Consequentemente, as concessionárias podem passar por problemas. Em especial a Oi, que gasta R$ 142 milhões com os orelhões e já se encontra em recuperação judicial.
Você pode realizar chamadas gratuitas em orelhões
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Com orelhões caindo em desuso, as teles acabaram com o esquema de cartões magnéticos, que podia se comprar em padarias ou jornaleiros. Agora, basta ter acesso a um orelhão funcional e qualquer cidadão pode realizar ligações completamente gratuitas.
Na pauta, o ministro das Comunicações sugere manter orelhões em todas as regiões com pouca ou nenhuma cobertura de telefonia móvel, além de garantir a sua instalação em escolas, hospitais e centros públicos.
Ainda assim, o desuso e a baixa necessidade dos orelhões podem fazer com que não compense o investimento milionário do governo do setor.
Imagem: Alf Ribeiro / shutterstock
