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Investimentos em orelhões: equipe de Lula negocia permanência de verba com Bolsonaro

A equipe de Lula negocia com Bolsonaro investimentos em orelhões. Confira como isso pode refletir no setor de telecomunicações

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Foto de orelhões da Oi na rua

O ministro das Comunicações do atual governo, Fábio Faria, estuda o corte dos investimentos em orelhões. Contudo, a equipe de transição do novo presidente veta decreto.

De maneira sucinta, a decisão do ministro é baseada na troca de investir em orelhões para fazê-lo na rede fibras ópticas, já que a maior parte da população utiliza o telefone celular para se comunicar.

Orelhões podem estar com dias contados

Entretanto, o pedido da equipe de transição de não realizar a mudança agora não significa que o veto será definitivo. O ponto é que os integrantes querem analisar com mais calma os desdobramentos resultantes dessa mudança de foco de investimentos.

As obrigações para com operadoras de telefonias fixas giram em torno de R$ 190 milhões, que, segundo o ministro Faria, seriam um investimento mais eficiente nas fibras ópticas, as quais melhorariam os serviços de telefonia móvel.

O decreto afeta quem?

Apenas contratos de concessão a Oi, Vivo, Sercomtel e Algar estão prestes a vencer, e, ainda que os pedidos das concessionárias já estejam com o ministro, o mesmo se comprometeu a deixar pronta a minuta do decreto que acaba com o investimento em orelhões.

Consequentemente, as concessionárias podem passar por problemas. Em especial a Oi, que gasta R$ 142 milhões com os orelhões e já se encontra em recuperação judicial.

Você pode realizar chamadas gratuitas em orelhões

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Com orelhões caindo em desuso, as teles acabaram com o esquema de cartões magnéticos, que podia se comprar em padarias ou jornaleiros. Agora, basta ter acesso a um orelhão funcional e qualquer cidadão pode realizar ligações completamente gratuitas.

Na pauta, o ministro das Comunicações sugere manter orelhões em todas as regiões com pouca ou nenhuma cobertura de telefonia móvel, além de garantir a sua instalação em escolas, hospitais e centros públicos.

Ainda assim, o desuso e a baixa necessidade dos orelhões podem fazer com que não compense o investimento milionário do governo do setor.

Imagem: Alf Ribeiro / shutterstock

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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