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Saiba como ficam os cartões de crédito após queda do decreto do IOF

Após o Congresso derrubar o decreto que aumentava o IOF, entenda como ficam as alíquotas para cartões internacionais, transferências ao exterior e empréstimos.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
IOF

Após o Congresso Nacional derrubar o decreto do governo federal que elevava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o mercado financeiro e os consumidores têm uma grande dúvida: como ficam as operações financeiras que envolvem compras no cartão de crédito internacional, transferências para contas no exterior via serviços como Nomad e Wise, além dos empréstimos para pequenas empresas? Este artigo esclarece essas questões, detalhando as mudanças e os impactos da decisão legislativa.

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Histórico da alta do IOF

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Imagem: Freepik e Canva

Em 22 de maio, o governo federal publicou um decreto aumentando o IOF com o objetivo de arrecadar R$ 61 bilhões em dois anos — sendo R$ 20 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026. O aumento atingia diversas operações financeiras, como transações com cartões internacionais e empréstimos. No entanto, a medida gerou forte reação no Congresso e no setor empresarial.

Reação e recuo do governo

No mesmo dia da publicação, diante da pressão dos parlamentares e dos empresários, o governo recuou parcialmente. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), concederam prazo para revisão do texto, que resultou em um novo decreto publicado em 11 de junho, com alterações na redação e nas alíquotas do IOF.

Quais eram as alíquotas previstas?

O decreto original e o posterior revisto traziam as seguintes alíquotas para operações financeiras:

OperaçãoDecreto original (%)Decreto revisto (%)
Cartões internacionais (crédito, débito, pré-pago)3,53,38
Cartão de conta internacional (Wise, Nomad)3,51,1
Remessa para conta no exterior (gastos pessoais)3,51,1
Remessa para conta no exterior (investimentos)3,5 (antes recuo) / 1,1 (após recuo)0,38
Compra de moeda estrangeira em espécie3,51,1
Empréstimos de curto prazo (até 364 dias)3,5zero
Transferência de fundos ao exterior (fundos brasileiros)zerozero
Crédito para empresas (PJ)0,38 + 0,0082% ao dia0,38 + 0,0041% ao dia
Crédito para empresas do Simples Nacional0,38 + 0,00274% ao dia0,38 + 0,00137% ao dia
Crédito para MEI0,38 + 0,00274% ao dia0,38 + 0,00137% ao dia
Operações de risco sacado0,0082% ao diaIsento
Aportes em VGBL e similares (2025)5% sobre excedente a R$ 300 milIsento
Aportes em VGBL e similares (2026)5% sobre excedente a R$ 600 milIsento

Fonte: decreto do IOF

Como fica o IOF após a derrubada do decreto?

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Imagem: Freepik e Canva

Com a aprovação do projeto de decreto legislativo (PDL) para sustar o aumento do IOF, as alíquotas voltam ao patamar anterior ao decreto do governo. Em outras palavras, é como se o vaivém no IOF nunca tivesse acontecido.

O que significa essa derrubada?

A derrubada do decreto presidencial foi um fato inédito desde 1992, marcando um claro momento de tensão entre Executivo e Legislativo. A votação para sustar o decreto foi expressiva, com 383 votos a favor contra 98 contrários.

Impactos para o governo e o mercado

Perda de receita e ajuste fiscal

O segundo decreto do governo previa uma receita adicional de R$ 20 bilhões em dois anos, que agora deixa de existir. Com isso, o governo terá que buscar outras fontes de receita ou adotar medidas para conter gastos, a fim de evitar novos congelamentos orçamentários.

Reação do Ministério da Fazenda

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, manifestou discordância com a decisão, defendendo a judicialização do tema. Segundo ele, a derrubada do IOF seria “flagrantemente inconstitucional”, mas reconheceu a tensão natural entre poderes quando uma medida é contestada.

Operações afetadas com mais detalhes

Cartões internacionais

Antes do decreto, o IOF para cartões internacionais era de 3,38%. Com a tentativa do governo de aumentar para 3,5%, houve aumento mínimo, porém significativo para o consumidor. Agora, com a derrubada, retorna o percentual menor.

Cartões de conta internacional (Wise, Nomad, Avenue)

O IOF para operações via esses cartões voltará a ser de 1,1%, muito inferior aos 3,5% previstos inicialmente.

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Transferências e remessas ao exterior

As remessas para conta no exterior com finalidade pessoal retornam a 1,1%, enquanto para investimentos mantêm-se 0,38%.

Empréstimos para empresas e MEI

O IOF para operações de crédito para pessoas jurídicas e microempreendedores individuais (MEI) segue com as alíquotas anteriores, que são menores e mais favoráveis ao desenvolvimento das pequenas empresas.

O que esperar daqui para frente?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

A busca por alternativas fiscais

Sem a receita esperada do aumento do IOF, o governo precisa revisar seu planejamento financeiro, possivelmente alterando outras alíquotas, aumentando impostos ou promovendo cortes de despesas.

Impacto político e econômico

A derrubada evidencia o poder do Legislativo de frear medidas do Executivo, o que pode aumentar a insegurança jurídica em relação a mudanças tributárias.

Conclusão

A derrubada do decreto que aumentava o IOF representa uma vitória do Congresso sobre o Executivo e revela a força da pressão política e empresarial diante de medidas que impactam diretamente o bolso dos brasileiros. Com a decisão, as alíquotas retornam aos patamares anteriores, beneficiando consumidores, empresas e investidores. No entanto, o impasse acende um alerta sobre a instabilidade nas políticas fiscais e a necessidade de diálogo entre os Poderes para garantir equilíbrio econômico sem comprometer a previsibilidade do ambiente financeiro.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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