O Governo Federal anunciou uma mudança que vai pesar no bolso de quem costuma fazer compras internacionais com cartão de crédito. A partir de agora, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicado a essas transações será de 3,5%, acima dos atuais 3,38%.
Cartão de crédito internacional vai ficar mais caro com novo IOF; veja como
Governo anuncia aumento do IOF para 3,5% em cartões internacionais. Entenda aqui como isso afeta suas compras no exterior e veja alternativas!!
A medida tem como objetivo aumentar a arrecadação e ajudar a fechar as contas públicas em 2025. No entanto, ela representa um retrocesso na trajetória de redução do IOF, que vinha sendo aplicada nos últimos anos como parte dos compromissos do Brasil para ingressar na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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Entenda o que muda com o novo IOF no cartão internacional
A decisão afeta diretamente quem utiliza cartão de crédito internacional, cartões pré-pagos, débito internacional e até a compra de moeda estrangeira.
Como era antes
- IOF sobre cartão de crédito internacional: 3,38%
- IOF sobre compra de moeda estrangeira em espécie: 1,1%
Como fica agora
- IOF sobre cartão de crédito internacional: 3,5%
- IOF sobre compra de moeda estrangeira em espécie: 3,5%
Quem será impactado?
- Usuários de cartões internacionais
- Pessoas que fazem compras no exterior
- Quem paga por serviços de streaming internacionais
- Assinantes de softwares, cursos ou produtos digitais estrangeiros
- Viajantes que compram moeda estrangeira
Por que o governo decidiu aumentar o IOF?
Objetivo fiscal
O aumento do IOF é uma das estratégias do governo para aumentar a arrecadação e tentar equilibrar as contas públicas. Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é arrecadar bilhões de reais adicionais em 2025 com essa mudança.
Retrocesso em relação à OCDE
O governo anterior, em alinhamento com as exigências da OCDE, havia iniciado um cronograma de redução gradual do imposto. A expectativa era que a taxa fosse zerada até 2029, como forma de facilitar a entrada do Brasil na organização.
Pressão econômica
Com a necessidade de cumprir as metas fiscais, o governo optou por interromper esse processo de redução, priorizando a sustentabilidade fiscal interna.
Quais são os impactos diretos no bolso do consumidor?
Compras no exterior vão ficar mais caras
Toda vez que você usar o seu cartão de crédito internacional, haverá um custo adicional de 3,5% sobre o valor da transação, além do próprio câmbio, que geralmente inclui o spread bancário.
Exemplo prático
- Uma compra de US$ 1.000 terá, além da conversão cambial, um IOF de aproximadamente US$ 35.
Serviços de streaming e aplicativos
Assinaturas como Netflix, Spotify, Adobe, e outros serviços contratados de empresas estrangeiras também entram nessa cobrança, tornando o custo mensal mais elevado.
Viagens internacionais
Além das compras realizadas no exterior, quem adquire moeda estrangeira em espécie verá um aumento considerável no valor final, já que o IOF saltou de 1,1% para 3,5%.
Quais são as alternativas para fugir do IOF mais caro?
Conta internacional digital
Abrir uma conta digital internacional em bancos como Wise, Nomad ou C6 Global pode ser uma saída. Essas contas permitem manter saldo em dólares, euros ou outras moedas, pagando IOF muito menor (1,1% sobre envio de recursos).
Usar dinheiro em espécie
Apesar do IOF sobre a compra de moeda em espécie ter subido para 3,5%, ainda pode ser mais vantajoso para pequenos valores, já que evita o spread e as taxas dos cartões.
Cartões de débito internacional
Alguns cartões internacionais vinculados a contas no exterior oferecem IOF reduzido ou benefícios no câmbio. Vale avaliar as opções no mercado.
Evitar compras desnecessárias no exterior
Reavaliar as assinaturas e compras feitas em sites internacionais, priorizando fornecedores nacionais quando possível, pode ajudar a driblar os impactos.
Entenda a relação do Brasil com a OCDE
O que é a OCDE?
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é composta por 38 países e funciona como um fórum para políticas públicas e desenvolvimento econômico. Ser membro é visto como um selo de boas práticas econômicas.
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Por que zerar o IOF era importante?
A isenção do imposto em operações internacionais é uma exigência da OCDE para garantir a livre circulação de capitais. O aumento atual representa um passo atrás nesse processo de integração.
Histórico do Brasil com a OCDE
- 2017: Pedido formal de ingresso na OCDE (governo Michel Temer)
- 2019: Governo Bolsonaro reforça o pedido e inicia medidas para alinhar o Brasil às exigências
- 2022: OCDE aceita a candidatura do Brasil
- 2023-2024: Governo planejava zerar IOF até 2029
- 2025: Aumento do IOF interrompe o cronograma
Como o mercado reagiu ao aumento do IOF?
Reação dos economistas
Especialistas veem a decisão como um retrocesso, já que desestimula transações internacionais, encarece investimentos externos e prejudica o setor de turismo.
Impacto nas empresas
Empresas que oferecem serviços para brasileiros no exterior, como agências de viagem, fintechs e plataformas digitais, deverão revisar seus preços ou perder competitividade.
Avaliação dos consumidores
Nas redes sociais, muitos usuários criticaram a medida, afirmando que ela pesa especialmente na classe média e nos profissionais que trabalham com tecnologia e precisam contratar serviços estrangeiros.
O que esperar do futuro?
O IOF pode subir mais?
Embora o governo não tenha sinalizado novos aumentos no curto prazo, a medida abre precedentes para manter o imposto elevado por mais tempo, caso a situação fiscal não melhore.
Existe chance de redução?
Se houver uma melhora significativa na arrecadação e nas contas públicas, o governo pode retomar a agenda de redução do IOF, especialmente se decidir priorizar novamente o ingresso na OCDE.

Como se proteger desse aumento?
O aumento do IOF sobre operações internacionais traz um impacto direto no bolso do consumidor, especialmente daqueles que usam cartões de crédito no exterior, fazem viagens ou contratam serviços digitais internacionais.
Diante desse cenário, a melhor estratégia é buscar alternativas, como contas internacionais digitais, analisar o real custo-benefício das compras no exterior e planejar melhor os gastos internacionais.
Ficar atento às movimentações do governo e se informar sobre futuras mudanças será essencial para quem não quer ser pego de surpresa por novas medidas que afetam diretamente o consumo e as finanças pessoais.
