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Apple adiciona ao iOS 27 recurso que protege usuários de golpes no iPhone

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 8 min de leitura
iOS 27

O iOS 27 ganhou uma ferramenta criada para ajudar a identificar situações em que o próprio usuário pode estar sendo enganado por criminosos. A Detecção de Risco de Falsificação de Identidade analisa sinais relacionados ao aparelho e à Conta Apple quando um aplicativo compatível inicia uma operação considerada sensível, como um pagamento ou uma mudança de senha.

A tecnologia foi desenvolvida para enfrentar um tipo de golpe particularmente difícil de detectar: a engenharia social. Nesses casos, o criminoso convence a vítima a realizar voluntariamente uma ação legítima, muitas vezes enquanto mantém contato por telefone, mensagens ou outros canais.

A seguir, entenda como o recurso funciona, quais informações são analisadas, o que acontece quando existe suspeita de fraude e como ativar a proteção no iPhone.

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O que é a Detecção de Risco de Falsificação de Identidade do iOS 27?

iOS 27
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A Detecção de Risco de Falsificação de Identidade, chamada de Impersonation Risk Detection pela Apple, é uma camada adicional de segurança introduzida no iOS 27 e no iPadOS 27.

O recurso foi pensado para situações de engenharia social nas quais um criminoso se passa por uma instituição financeira, órgão público, empresa ou pessoa conhecida para convencer a vítima a fazer um pagamento, alterar uma senha ou modificar informações importantes da conta.

O problema é que mecanismos tradicionais de segurança podem não identificar esse tipo de fraude. Se a própria pessoa está usando o aparelho e autorizando a operação depois de ser enganada, uma autenticação em dois fatores, por exemplo, pode confirmar que foi realmente ela quem realizou a ação.

A nova tecnologia tenta acrescentar outra informação à análise: há sinais de que essa ação pode estar acontecendo sob influência de um golpe ativo?

Como o iPhone identifica o risco de um golpe?

Quando um aplicativo compatível inicia uma operação que pode representar um risco elevado, ele pode solicitar ao sistema uma avaliação. Entre os exemplos citados pela Apple estão pagamentos e alterações de informações críticas, como senhas.

O iPhone analisa determinados sinais relacionados ao uso do dispositivo e à Conta Apple para produzir uma avaliação de risco. Entre os elementos considerados estão padrões de interação, contexto, tempo e dados básicos de sensores.

A Apple afirma que essa análise é feita com foco na privacidade e que os dados utilizados para gerar os sinais não são simplesmente entregues ao aplicativo. O app recebe o resultado da avaliação, e não todas as informações que levaram a ele.

A avaliação pode resultar em três níveis:

  • Desconhecido: não foram identificados indícios de atividade suspeita. Isso não significa que a operação esteja garantidamente segura;
  • Médio: foram encontrados alguns sinais de atividade suspeita;
  • Alto: foram identificados sinais significativos de possível atividade suspeita.

O iPhone lê minhas mensagens e fotos?

Não. A Apple informa que o sistema não analisa o conteúdo de Fotos, Mensagens ou Mail para gerar essa avaliação de risco. A companhia afirma que os sinais utilizados são processados de maneira voltada à preservação da privacidade.

A política de privacidade da Apple, porém, explica que determinados sinais sobre o uso do aparelho e da Conta Apple podem ser utilizados para produzir a avaliação. A empresa também pode saber a categoria da atividade que motivou a solicitação, como uma tentativa de fazer um pagamento ou iniciar uma sessão, sem receber o conteúdo da atividade dentro do aplicativo.

O que acontece quando o iPhone detecta um risco?

A Apple não bloqueia automaticamente a operação.

O resultado da avaliação é enviado ao aplicativo compatível, que decide como responder ao nível de risco identificado. Dependendo da implementação, o app pode apresentar um alerta, solicitar uma confirmação adicional de identidade ou criar uma espera antes de permitir que a ação continue.

Isso significa que a proteção funciona como uma camada adicional de segurança, e não como um bloqueio universal contra golpes.

Por exemplo, imagine que uma pessoa receba uma ligação de alguém que afirma ser funcionário do banco e a convença a fazer uma transferência. Durante a operação, o aplicativo bancário compatível pode solicitar a avaliação de risco. Se forem identificados sinais considerados suspeitos, o banco pode aumentar as etapas de confirmação antes de concluir a transação.

O comportamento exato, entretanto, depende do aplicativo. A Apple deixa claro que não determina qual medida será tomada pelo desenvolvedor.

Como ativar a proteção contra golpes no iPhone?

A função precisa ser habilitada nos ajustes de privacidade do aparelho. O caminho indicado pela Apple é:

  1. Abra Ajustes;
  2. Toque em Privacidade e Segurança;
  3. Role a tela e entre em Detecção de Risco de Falsificação de Identidade;
  4. Ative Compartilhar com Desenvolvedores de Apps.

Pode ser necessário iniciar sessão na App Store com a Conta Apple para concluir a ativação.

Depois de habilitado, o recurso só poderá ser utilizado por aplicativos de terceiros que tenham suporte à tecnologia. Portanto, ativar a função não significa que todos os aplicativos instalados no iPhone passarão a realizar esse tipo de avaliação.

É possível saber quais aplicativos usaram a proteção?

Sim. O próprio menu da Detecção de Risco de Falsificação de Identidade permite consultar a atividade recente.

O usuário pode verificar quais aplicativos solicitaram uma avaliação de risco e quais ações motivaram o pedido. Também é possível ajustar o acesso individualmente para aplicativos compatíveis.

Essa opção pode ser útil para entender quando a tecnologia está sendo acionada e por qual motivo.

O que acontece se alguém pedir para desativar a função?

A Apple chama atenção para uma situação específica: se alguém orientar o usuário a desativar a Detecção de Risco de Falsificação de Identidade, isso pode ser um sinal de que ele está diante de um golpe.

Para dificultar esse tipo de manipulação, alterações na configuração podem levar até 24 horas para entrar em vigor. O mesmo prazo pode se aplicar a mudanças relacionadas ao acesso individual de determinados aplicativos.

A medida é particularmente relevante em golpes nos quais o criminoso permanece em contato com a vítima e fornece instruções passo a passo. Em vez de simplesmente pedir dinheiro ou dados, o fraudador pode tentar convencer a pessoa a enfraquecer as próprias proteções do aparelho.

A proteção contra golpes funciona em qualquer aplicativo?

Não.

O recurso depende da adoção da tecnologia pelos desenvolvedores. A Apple informa que a Detecção de Risco de Falsificação de Identidade está disponível apenas em aplicativos que oferecem suporte à funcionalidade.

Por isso, a ausência de um alerta não deve ser interpretada como garantia de que uma operação é segura. O próprio nível “Desconhecido” significa apenas que não foram detectados sinais de atividade suspeita, e não que a transação foi considerada definitivamente legítima.

O recurso substitui outras proteções do iPhone?

Não. A ferramenta foi projetada para complementar mecanismos de segurança existentes.

A engenharia social explora justamente situações em que a vítima, convencida pelo criminoso, realiza a operação de forma legítima. Por isso, recursos como autenticação em dois fatores e biometria continuam tendo funções diferentes e permanecem relevantes para a proteção das contas. A própria Apple explica que essas medidas tradicionais não conseguem necessariamente identificar quando uma pessoa está sendo manipulada para realizar uma ação.

Também existem outras ferramentas de proteção no iPhone voltadas a cenários diferentes. A Proteção de Dispositivo Roubado, por exemplo, adiciona requisitos de segurança para determinadas alterações quando o aparelho está longe de locais conhecidos.

Como se proteger de golpes mesmo com o iOS 27?

iOS 27
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

A nova ferramenta pode ajudar, mas não elimina a necessidade de cautela. Alguns sinais devem ser tratados com atenção:

  • alguém pede urgência para realizar uma transferência;
  • uma pessoa afirma ser do banco e solicita procedimentos pelo telefone;
  • o suposto funcionário pede senha, código de autenticação ou outras credenciais;
  • alguém orienta a desativar recursos de segurança;
  • há pressão para alterar dados da conta imediatamente;
  • a pessoa insiste para que você siga instruções enquanto permanece em uma ligação.

Em situações desse tipo, uma medida simples é interromper o contato e procurar a instituição pelos canais oficiais, sem utilizar números ou links fornecidos pelo possível golpista.

Conclusão

A Detecção de Risco de Falsificação de Identidade amplia a estratégia de segurança do iOS 27 ao tentar identificar situações em que o usuário pode estar sendo manipulado para realizar uma operação legítima.

O recurso analisa sinais do dispositivo e da Conta Apple, produz um nível de risco e permite que aplicativos compatíveis adotem medidas adicionais, como alertas, verificações ou períodos de espera. A Apple afirma que o conteúdo de Fotos, Mensagens e Mail não é analisado para produzir essa avaliação.

Para ativá-lo, basta acessar Ajustes > Privacidade e Segurança > Detecção de Risco de Falsificação de Identidade e habilitar o compartilhamento com desenvolvedores de apps. Como a ferramenta depende do suporte dos aplicativos, ela deve ser encarada como uma camada complementar, e não como garantia contra fraudes.

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