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Lançamento do iPhone Duo provoca reação de Samsung e Motorola nas redes

A entrada da Apple no mercado de celulares dobráveis não passou despercebida pelas concorrentes. Pouco depois da apresentação do iPhone Duo, Samsung e Motorola recorreram às redes sociais para lembrar que já trabalham com aparelhos flexíveis há anos — e fizeram isso com provocações diretas. A Samsung sugeriu que a Apple estaria repetindo uma fórmula […]

Avatar de Bruna Cassana Machado Bruna Cassana Machado · · 12 min de leitura
iphone duo

A entrada da Apple no mercado de celulares dobráveis não passou despercebida pelas concorrentes. Pouco depois da apresentação do iPhone Duo, Samsung e Motorola recorreram às redes sociais para lembrar que já trabalham com aparelhos flexíveis há anos — e fizeram isso com provocações diretas.

A Samsung sugeriu que a Apple estaria repetindo uma fórmula já explorada pela linha Galaxy Z Fold. A Motorola, por sua vez, resgatou a história do Razr e aproveitou a atenção sobre o lançamento para indicar que prepara novidades em sua própria família de dobráveis.

As publicações foram além de uma simples disputa entre marcas. Elas mostram como o segmento amadureceu, por que o formato adotado pela Apple já é conhecido no universo Android e quais diferenças realmente podem influenciar o consumidor brasileiro.

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O que aconteceu após o lançamento do iPhone Duo?

iphones
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A Apple apresentou o iPhone Duo como seu primeiro celular com tela dobrável. Quando fechado, o aparelho funciona como um smartphone convencional. Aberto lateralmente, oferece uma área de visualização semelhante à de um pequeno tablet.

O formato é popularmente chamado de “livro” ou “passaporte”. A Samsung utiliza esse conceito na família Galaxy Z Fold desde 2019, o que deu à empresa sul-coreana espaço para explorar a chegada tardia da concorrente.

No Instagram, a Samsung Canadá publicou um vídeo com o Galaxy Z Fold 8 e afirmou que a imitação seria uma forma de elogio. No X, o perfil da fabricante ironizou a Apple ao sugerir que ela estaria “requentando as sobras” da rival.

A Motorola adotou um tom semelhante. Em sua publicação, a fabricante lembrou modelos importantes de sua trajetória e afirmou, em tradução livre, que aquilo que outras empresas chamam de novidade representa um legado para a marca.

Por que a Samsung diz que a Apple chegou atrasada?

A primeira geração comercial da linha Galaxy Fold chegou ao mercado em 2019. Desde então, a Samsung lançou atualizações anuais, alterou mecanismos de dobradiça, reduziu peso e espessura e trabalhou para tornar a tela interna mais resistente.

Em julho de 2026, a empresa apresentou a oitava geração de sua linha dobrável. A própria Samsung Newsroom classifica os novos aparelhos como parte da oitava geração da família Galaxy Z.

Esse histórico sustenta o discurso publicitário da fabricante. Enquanto a Apple estreia na categoria, a Samsung já passou por problemas e ajustes que costumam surgir durante o desenvolvimento de uma tecnologia nova.

As primeiras gerações de dobráveis enfrentaram críticas relacionadas à proteção da tela, ao vinco visível, à entrada de poeira, ao peso e à durabilidade da dobradiça. A evolução desses componentes transformou aparelhos experimentais em produtos disponíveis em diferentes mercados.

Isso não significa que o iPhone Duo seja simplesmente uma cópia. A adoção do mesmo formato básico não revela, por si só, como a Apple desenvolveu a dobradiça, o sistema operacional, os aplicativos ou a integração entre as duas áreas da tela.

Como é o formato “passaporte” citado nas provocações?

O celular dobrável no estilo “passaporte” abre lateralmente. Fechado, ele possui uma tela externa; aberto, revela um painel interno maior.

O formato é diferente dos aparelhos conhecidos como “flip”, que dobram verticalmente para ocupar menos espaço no bolso. A família Motorola Razr ficou conhecida principalmente por essa segunda proposta.

Nos modelos em formato de livro, o objetivo não é apenas reduzir o tamanho do celular. A tela interna permite visualizar documentos, editar fotografias, assistir a vídeos e utilizar mais de um aplicativo ao mesmo tempo.

A experiência depende tanto do hardware quanto do software. Uma tela grande perde parte da utilidade se os aplicativos não forem adaptados ou se o sistema não aproveitar adequadamente o espaço disponível.

Foi justamente nesse ponto que a Apple concentrou parte de sua apresentação. Na página oficial do iPhone Duo, a empresa destaca experiências do iOS desenvolvidas para diferentes posições e modos de uso do dispositivo.

O que a Motorola quis dizer ao falar em legado?

A Motorola associa sua imagem no mercado de dobráveis ao Razr V3, lançado nos anos 2000. O modelo não tinha tela flexível, mas ficou conhecido pelo mecanismo de abrir e fechar e por seu desenho fino para a época.

A marca recuperou o nome Razr na era dos smartphones e passou a oferecer aparelhos com telas dobráveis. A estratégia combina nostalgia com tecnologia atual, aproveitando a familiaridade do público com um dos celulares mais lembrados da empresa.

Na campanha divulgada após o lançamento da Apple, a Motorola reuniu referências à sua história e indicou que novos produtos estão a caminho. Uma silhueta exibida no fim do vídeo foi interpretada como sinal de um dobrável mais amplo.

Como a fabricante não apresentou todos os detalhes técnicos nessa publicação, o trecho deve ser tratado como uma prévia. O vídeo não substitui um anúncio formal com nome, ficha técnica, preço e data de lançamento.

A loja internacional da Motorola já organiza seus dobráveis nas famílias Razr Flip e Fold, reforçando que a empresa pretende atuar em mais de uma configuração.

A provocação significa que os aparelhos são iguais?

Não. Samsung, Motorola e Apple podem vender celulares que dobram de forma semelhante, mas existem diferenças importantes na construção e na experiência de uso.

O consumidor deve observar:

  • tamanho e proporção das telas;
  • espessura com o aparelho fechado;
  • peso;
  • resistência da dobradiça;
  • intensidade do vinco no painel;
  • proteção contra água e poeira;
  • duração da bateria;
  • desempenho das câmeras;
  • qualidade do software para multitarefa;
  • garantia e assistência técnica;
  • preço de reparo da tela dobrável.

Duas bicicletas podem usar a mesma estrutura básica e oferecer experiências muito diferentes. Com os dobráveis acontece algo parecido: o formato externo é apenas o começo da comparação.

O que a Apple pode fazer de diferente?

A Apple costuma entrar em determinadas categorias depois de outras fabricantes. Sua estratégia geralmente não depende de ser a primeira, mas de integrar hardware, sistema operacional, aplicativos e serviços dentro de seu ecossistema.

No caso do iPhone Duo, um dos pontos decisivos será a adaptação do iOS. O aparelho precisa alternar de forma fluida entre a tela externa e a interna, preservar o conteúdo aberto e aproveitar o painel maior sem simplesmente ampliar interfaces existentes.

A integração com Mac, iPad, Apple Watch e AirPods também pode pesar para quem já utiliza produtos da empresa. Esse ecossistema ajuda a explicar por que consumidores podem escolher o iPhone dobrável mesmo depois de anos de oferta de aparelhos Android semelhantes.

Por outro lado, a primeira geração representa um desafio. Samsung e Motorola acumularam experiência prática com dobradiças, telas flexíveis, manutenção e comportamento desses aparelhos no uso diário.

As provocações ajudam Samsung e Motorola?

Sim. O lançamento da Apple aumenta a atenção sobre toda a categoria, inclusive sobre produtos concorrentes.

Quando uma marca com grande alcance entra em um novo segmento, mais consumidores começam a pesquisar como a tecnologia funciona. Samsung e Motorola aproveitam esse momento para apresentar seus anos de experiência como uma vantagem.

As provocações também geram interação nas redes sociais. Comentários, respostas e compartilhamentos mantêm as marcas no centro da conversa mesmo quando o principal evento foi organizado por uma concorrente.

Essa estratégia é conhecida como marketing de oportunidade. A empresa reage rapidamente a um acontecimento relevante para obter visibilidade sem precisar criar um evento próprio.

A rivalidade entre Apple e Samsung é novidade?

Não. As duas fabricantes utilizam comparações e ironias há anos.

A Samsung já provocou a Apple por retirar acessórios da embalagem, adotar determinados recursos depois dos aparelhos Galaxy e manter características consideradas ultrapassadas. Em alguns casos, porém, a própria Samsung acabou seguindo decisões que havia criticado.

A Apple costuma responder menos diretamente. Sua comunicação privilegia apresentações próprias, publicidade centrada nos produtos e comparações técnicas selecionadas.

No mercado de tecnologia, a provocação nem sempre representa uma crítica permanente. Ela funciona como uma ferramenta de comunicação dentro de um período específico.

O que muda para o mercado de celulares dobráveis?

A chegada da Apple pode ampliar o interesse pela categoria e estimular desenvolvedores a adaptar aplicativos para telas flexíveis. Também pode aumentar a procura por componentes como painéis dobráveis, dobradiças e vidros ultrafinos.

Para Samsung e Motorola, isso cria uma situação dupla. As marcas ganham visibilidade porque o formato passa a despertar mais curiosidade, mas também recebem uma concorrente com forte fidelidade de clientes.

O aumento da competição tende a acelerar melhorias em:

  • durabilidade;
  • peso e espessura;
  • autonomia de bateria;
  • aproveitamento da tela interna;
  • recursos de produtividade;
  • qualidade das câmeras;
  • disponibilidade de aplicativos adaptados.

A redução de preços, no entanto, não é automática. Produtos dobráveis ainda exigem componentes mais complexos e podem permanecer concentrados nas faixas superiores do mercado.

O consumidor brasileiro deve comprar a primeira geração?

A resposta depende do orçamento e do perfil de uso. Quem gosta de novidades, utiliza intensamente o ecossistema da Apple e pretende explorar a tela maior pode encontrar vantagens no iPhone Duo.

Para a maioria das pessoas, vale esperar avaliações independentes sobre resistência, bateria, câmeras e desempenho no uso diário. A primeira geração de uma categoria também pode apresentar pontos que serão corrigidos em modelos futuros.

Antes da compra, é importante verificar:

  • preço oficial no Brasil;
  • custo da garantia estendida;
  • valor de troca da tela interna;
  • disponibilidade de assistência técnica;
  • compatibilidade dos aplicativos mais usados;
  • espessura e peso no bolso;
  • autonomia em uso real;
  • condições de troca e seguro.

O preço também precisa ser comparado com alternativas. Um dobrável pode custar o equivalente a um smartphone tradicional de alto desempenho mais um tablet, combinação que pode ser mais conveniente para alguns consumidores.

Samsung ou Motorola pode impedir a Apple de usar o formato?

Não. O conceito geral de um celular que se abre como um livro não pertence exclusivamente a uma única fabricante.

As empresas podem registrar patentes relacionadas a mecanismos específicos, dobradiças, materiais, sistemas de tela e soluções técnicas. Isso não significa que uma marca detenha o direito sobre qualquer aparelho dobrável lateralmente.

Para existir uma disputa jurídica, seria necessário demonstrar uma possível violação de propriedade intelectual específica. As postagens divulgadas até agora fazem parte de campanhas publicitárias e não representam, por si só, uma acusação formal de infração.

O que realmente importa além das alfinetadas?

As provocações chamam atenção, mas não dizem qual produto é melhor para cada usuário. Samsung possui experiência mais longa no formato de livro, Motorola carrega a força histórica do Razr e Apple aposta na integração com seu sistema e seus serviços.

O consumidor deve separar entretenimento publicitário de informação técnica. Uma frase bem-humorada pode render milhares de comentários, mas não mede resistência, duração de bateria ou qualidade da assistência.

A comparação mais útil será possível quando os aparelhos estiverem disponíveis e forem submetidos aos mesmos testes. Até lá, as campanhas ajudam a movimentar a disputa, mas não substituem avaliações práticas.

Perguntas frequentes

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O que é o iPhone Duo?

O iPhone Duo é o primeiro celular dobrável apresentado pela Apple. O aparelho abre lateralmente e oferece uma tela interna maior, semelhante à de um pequeno tablet.

Por que a Samsung provocou a Apple?

A Samsung trabalha com celulares dobráveis no formato de livro desde 2019. A empresa aproveitou a chegada tardia da Apple para afirmar que a concorrente adotou uma ideia já consolidada na linha Galaxy Z Fold.

O que a Motorola publicou?

A Motorola divulgou um vídeo que resgata sua história no segmento de aparelhos dobráveis e sugere novidades para a linha Razr. Os detalhes do futuro produto ainda dependem de anúncio formal.

O que significa celular dobrável em formato de passaporte?

É um aparelho que se abre lateralmente, como um livro ou passaporte, revelando uma tela interna maior. Fechado, ele pode ser utilizado pela tela externa.

O iPhone Duo é uma cópia do Galaxy Z Fold?

Os aparelhos compartilham o conceito de dobrável lateral, mas isso não significa que tenham construção, sistema e recursos idênticos. Uma comparação precisa depende das especificações e de testes práticos.

Celular dobrável quebra com facilidade?

Telas flexíveis e dobradiças exigem mais cuidados que componentes tradicionais. A resistência varia entre modelos e gerações, por isso é importante consultar testes, garantia e preço de reparo.

Vale a pena comprar um celular dobrável?

Pode valer para quem utiliza multitarefa, leitura, vídeos e produtividade em uma tela maior. Quem prioriza preço, leveza e reparo simples pode encontrar melhor custo-benefício em um celular convencional.

Samsung e Motorola podem lançar novos dobráveis?

As duas empresas continuam investindo na categoria. A Motorola indicou novidades em sua campanha, mas preço, ficha técnica e disponibilidade precisam ser confirmados em anúncios oficiais.

Quem venceu a provocação?

Nas redes sociais, Samsung e Motorola conseguiram usar o lançamento da rival para reforçar sua própria experiência. A Apple, porém, ampliou a atenção sobre um mercado que as concorrentes tentam popularizar há anos.

A disputa real começará quando consumidores e especialistas puderem comparar os aparelhos fora das apresentações. Até lá, a melhor atitude é acompanhar especificações, testes de durabilidade, preços no Brasil e condições de garantia — sem decidir apenas pelo humor das campanhas.

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