O Brasil desponta como um dos países com maior adesão às ferramentas de segurança oferecidas pela Apple. Lançada no início de 2024, a função “Proteção de Dispositivo Roubado” já foi ativada por 60% dos usuários brasileiros com aparelhos compatíveis — um índice acima da média global, que está em 50%.
Brasil: 60% dos donos de iPhone adotam proteção antirroubo da Apple
Nova proteção antirroubo da Apple já foi ativada por 60% dos brasileiros com iPhone compatível. Saiba mais detalhes.
A funcionalidade, introduzida com a atualização do iOS 17.3, adiciona camadas extras de segurança aos smartphones da Apple, dificultando ações comuns após o roubo, como mudanças em senhas, redefinições de sistema ou desativação de recursos como o rastreamento por GPS. O recurso ganhou o apelido informal de “modo ladrão” por limitar drasticamente a usabilidade do aparelho quando ele é retirado de ambientes familiares como casa ou trabalho.
Durante evento para a imprensa na sede da empresa em São Paulo, executivos da Apple explicaram os detalhes técnicos e as motivações por trás da ferramenta, reafirmando o compromisso da empresa com a privacidade dos usuários e a prevenção de crimes digitais.
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Como funciona a Proteção de Dispositivo Roubado

A proposta é clara: impedir que criminosos, mesmo de posse do código do iPhone, consigam realizar alterações críticas na conta do usuário. A funcionalidade só permite modificações sensíveis mediante autenticação biométrica (Face ID ou Touch ID), e algumas ações são deliberadamente adiadas por um período de tempo, o que frustra tentativas rápidas de invasão.
Entre as ações bloqueadas ou restringidas estão:
- Alteração da senha da Apple ID
- Modificação ou remoção de métodos de pagamento salvos
- Adição ou remoção de impressões digitais ou rostos reconhecidos
- Desativação do recurso “Buscar iPhone”
- Restauração de fábrica do dispositivo
A proteção se torna ainda mais rígida quando o usuário está fora de locais considerados familiares, que são previamente identificados pelo sistema com base na rotina e localização. Isso impede que ladrões atuem rapidamente com o aparelho em mãos, mesmo que tentem agir em zonas neutras como ruas, transportes ou locais públicos.
Adesão acima da média global
A estatística que revela que 60% dos usuários brasileiros elegíveis já ativaram a função mostra um comportamento diferenciado no país — reflexo direto da percepção de insegurança urbana e do histórico elevado de furtos de celulares.
Como ativar a função de segurança no iPhone
A ativação é simples, mas exige atenção do usuário, pois a funcionalidade não vem habilitada por padrão. Veja o passo a passo para ativar a Proteção de Dispositivo Roubado no iPhone:
- Abra o menu Ajustes do aparelho
- Vá até a opção Face ID e Código
- Insira sua senha
- Ative a opção Proteção de Dispositivo Roubado
- Escolha se a proteção estará ativa o tempo todo ou apenas fora de locais familiares
É importante lembrar que a função exige iOS 17.3 ou superior e está disponível para a maioria dos modelos recentes do iPhone.
Discussão sobre bloqueio por IMEI gera polêmica
Uma das sugestões debatidas entre especialistas e autoridades é o bloqueio dos aparelhos roubados por meio do número IMEI — uma espécie de “identidade” única do celular. Em teoria, esse tipo de bloqueio tornaria o dispositivo permanentemente inutilizável, mesmo após tentativas de redefinição de fábrica.
Essa abordagem conta com apoio de órgãos como a Polícia Metropolitana de Londres, mas encontra resistência dentro da própria Apple. Durante o encontro em São Paulo, os engenheiros da companhia disseram que essa solução não é infalível e pode gerar problemas para usuários legítimos, como bloqueios acidentais realizados por engano ou por familiares.
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Segundo a Apple, a alternativa escolhida — baseada em biometria, retardo de tempo e reconhecimento de ambiente — é mais eficaz por dificultar o uso do aparelho de forma furtiva, sem afetar negativamente os clientes reais da marca.
Apple aposta na segurança como diferencial

A companhia tem reforçado seu discurso em torno da privacidade e da segurança como pilares de sua estratégia.
Com atualizações constantes em seus sistemas e funcionalidades como esta, a Apple busca manter a confiança de seus consumidores e se distanciar de concorrentes que oferecem menos camadas de proteção.
Futuro da segurança móvel: mais IA e menos invasões
O cenário digital caminha para uma convergência entre inteligência artificial, biometria comportamental e tecnologia de localização para criar mecanismos de segurança ainda mais robustos.
Especialistas apostam que, no futuro próximo, os smartphones serão capazes de identificar padrões incomuns de uso — como movimentações estranhas, tentativas de login repetidas ou mudanças repentinas de localização — e ativar protocolos de bloqueio inteligentes sem a necessidade de intervenção do usuário.
A Proteção de Dispositivo Roubado é, portanto, um primeiro passo rumo a esse ecossistema inteligente, em que o próprio aparelho age para se proteger diante de comportamentos suspeitos.
Com informações de: Tecnoblog
