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Receita abre temporada do IR 2026: veja quais documentos reunir

Veja quais documentos separar para o IRPF 2026 e como se organizar para receber a restituição mais cedo.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Receita Federal 10

Com o fim do Carnaval, começa oficialmente a temporada de organização para a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026. Embora a Receita Federal do Brasil ainda não tenha divulgado o calendário oficial, a expectativa — com base nos anos anteriores — é que o prazo de entrega comece por volta de 16 de março, na terceira semana do mês.

Quem entrega a declaração nos primeiros dias costuma ter mais chances de receber a restituição nos primeiros lotes, caso tenha valores a restituir. Por isso, a organização antecipada é fundamental.

Além disso, reunir documentos com antecedência reduz o risco de erros que podem levar à malha fina.

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Por que organizar os documentos com antecedência?

As informações mais importantes da declaração são:

  • Rendimentos tributáveis;
  • Imposto retido na fonte;
  • Pagamentos dedutíveis;
  • Bens e direitos.

Esses dados influenciam diretamente no resultado final: restituição ou imposto a pagar.

Mesmo que nenhum documento precise ser enviado no momento da transmissão, o contribuinte deve guardá-los por pelo menos cinco anos, prazo em que a Receita pode solicitar comprovação.

Lista de documentos essenciais para o IRPF 2026

CPF do titular e dos dependentes

É obrigatório informar o CPF do contribuinte e de todos os dependentes, independentemente da idade. Caso o número seja desconhecido, é possível consultar no site da Receita.

Declaração do ano anterior

A declaração de 2025 é importante para:

  • Conferir bens declarados;
  • Manter histórico patrimonial;
  • Evitar omissão de informações.

Se o contribuinte usar o mesmo computador, o sistema costuma importar automaticamente os dados. Caso contrário, o documento pode ser recuperado pelo portal e-CAC ou pelo sistema Meu Imposto de Renda.

Informe de rendimentos de empresas

Empresas e fontes pagadoras devem fornecer o informe até 28 de fevereiro.

O documento traz:

  • Salários;
  • 13º salário;
  • Participação nos lucros;
  • Imposto retido na fonte;
  • Contribuição previdenciária.

Aposentados e pensionistas encontram o informe no portal Meu INSS, do Instituto Nacional do Seguro Social.

Profissionais que atuam como pessoa jurídica devem solicitar o documento ao contador.

Informes de bancos e corretoras

Instituições financeiras também devem disponibilizar os informes até o fim de fevereiro.

Eles incluem:

  • Rendimentos de aplicações em renda fixa;
  • Juros sobre capital próprio;
  • Dividendos;
  • Operações em bolsa;
  • Saldos de contas.

Esses dados são fundamentais para evitar inconsistências.

Comprovantes de aluguel

Aluguéis recebidos são rendimentos tributáveis. Já aluguéis pagos devem ser informados, principalmente se houver dedução ou obrigação contratual.

O documento pode ser obtido:

  • Com a imobiliária;
  • Por meio de recibos;
  • Via extratos bancários.

Compra e venda de bens

Quem comprou ou vendeu:

  • Imóveis;
  • Veículos;
  • Embarcações;
  • Participações societárias;

Precisa informar:

  • Nome e CPF/CNPJ da outra parte;
  • Valor da transação;
  • Forma de pagamento;
  • Se houve financiamento.

Ganhos de capital podem gerar imposto adicional.

Recibos de saúde

Despesas médicas são dedutíveis sem limite legal, desde que comprovadas.

Incluem:

  • Plano de saúde;
  • Consultas médicas;
  • Exames;
  • Cirurgias;
  • Psicólogos e dentistas.

A Receita cruza dados com operadoras, então é essencial que os valores coincidam.

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Despesas com educação

São dedutíveis dentro do limite anual definido pela legislação.

Incluem:

  • Ensino infantil;
  • Fundamental;
  • Médio;
  • Superior;
  • Pós-graduação.

Cursos livres e idiomas não são dedutíveis.

Quem pode ser dependente no IRPF 2026?

A legislação permite incluir como dependentes:

  • Cônjuge ou companheiro(a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de cinco anos;
  • Filho(a) ou enteado(a) até 21 anos;
  • Até 24 anos se estiver cursando ensino superior ou escola técnica;
  • De qualquer idade, se incapacitado física ou mentalmente;
  • Filho(a) com deficiência, independentemente da idade, dentro dos limites legais;
  • Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a) sem arrimo dos pais, sob guarda judicial.

Incluir dependentes pode aumentar deduções, mas também obriga declarar todos os rendimentos deles.

Como aumentar as chances de receber restituição cedo?

A restituição segue ordem de:

  1. Prioridade legal (idosos, pessoas com deficiência e professores);
  2. Data de envio da declaração;
  3. Uso de declaração pré-preenchida e opção por Pix para recebimento.

Quanto antes enviar, maiores as chances de estar nos primeiros lotes.

Atenção à malha fina

Erros comuns incluem:

  • Omissão de rendimentos;
  • Divergência entre informes e valores declarados;
  • Despesas médicas incompatíveis;
  • Inclusão indevida de dependentes.

A Receita cruza informações com empresas, bancos e planos de saúde. Por isso, revisar antes de enviar é essencial.

Planejamento é a melhor estratégia

Organizar documentos agora evita correria em março e reduz o risco de problemas futuros.

Além disso, quem já sabe que terá imposto a pagar pode planejar o parcelamento e evitar impacto no orçamento.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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