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Imposto de Renda 2026: confira como ficou a tabela!

Confira a nova tabela do IR 2026: isenção para salários de até R$ 5 mil, redução de alíquotas para quem ganha até R$ 7.350.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
IR

O Imposto de Renda (IR) passará por mudanças significativas a partir de 2026. Com a aprovação do projeto que aumenta a faixa de isenção, contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês não precisarão mais pagar o tributo. Além disso, haverá redução da alíquota para salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Para quem recebe acima desse valor, não há alterações previstas.

Receita Federal libera consulta

Leia mais: Imposto de Renda: confira a tabela para 2026

A Receita Federal já permite que contribuintes consultem o lote residual de restituição do imposto nesta sexta-feira. A regularização das declarações retidas na malha fina também avançou: mais de 66% das pendências foram solucionadas.

Como fica a tabela?

O projeto aprovado prevê:

  • Isenção total para quem ganha até cinco mil por mês;
  • Redução de alíquotas para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350;
  • Sem mudanças para salários acima de R$ 7.350.

Na prática, a medida cria duas tabelas paralelas: uma para pessoas com rendimentos de até R$ 7.350 e outra para quem ultrapassa esse valor.

Quem é isento hoje?

Atualmente, o teto de isenção do IR é de R$ 2.428,80. Com a nova regra, entra em vigor uma faixa de isenção que atinge R$ 3.036 por mês, equivalente a dois salários mínimos. Isso ocorre devido a um desconto simplificado de R$ 607,20 aplicado automaticamente pela Receita Federal.

O Imposto de Renda é progressivo. Assim, a parcela até R$ 3.036 de quem ganha R$ 10 mil mensais fica isenta. Sobre o restante, incidem as alíquotas da tabela vigente.

Novidade: dedução automática

Para evitar que contribuintes com salários ligeiramente acima de cinco mil tenham redução no salário líquido, o projeto prevê uma dedução automática. Assim, pessoas com rendimentos entre R$ 5.000 e R$ 7.350 pagarão menos IR.

Entrada em vigor

A nova tabela será válida a partir de 1º de janeiro de 2026, após sanção presidencial.

Quantos brasileiros serão beneficiados?

Estima-se que 16 milhões de pessoas sejam contempladas, incluindo aqueles que passam a ter isenção e os que terão redução no imposto.

Previsão de impacto na arrecadação

O custo da medida é calculado em R$ 31,2 bilhões no ano seguinte. Para compensar, o governo criará um imposto mínimo para alta renda e tributará remessas de dividendos ao exterior, com arrecadação estimada em R$ 34,1 bilhões.

Tributação de alta renda

O imposto mínimo incidirá sobre rendimentos acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil anuais, com alíquotas progressivas de 0% a 10%. O topo da alíquota afetará quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano. A estimativa é atingir 141 mil contribuintes.

Cálculo da renda tributável

Inclui todos os rendimentos da pessoa física, como lucros e dividendos de empresas. Alguns ganhos são excluídos:

  • Ganhos de capital na venda de imóveis, exceto Bolsa;
  • Valores recebidos acumuladamente, como ações judiciais e aluguéis atrasados;
  • Rendimentos da poupança e indenizações;
  • Aposentadoria e benefícios isentos por doenças graves.

Investimentos em LCI, LCA e títulos de infraestrutura também ficam fora do cálculo. Heranças e doações recebidas não são tributadas.

Profissionais liberais

Autônomos com rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais podem ser tributados pelo imposto mínimo. A proposta prevê um redutor de imposto para evitar dupla tributação de lucros distribuídos por empresas individuais.

Limites de tributação para empresas

  • Empresas comuns: soma da alíquota efetiva + imposto mínimo não pode exceder 34%;
  • Bancos: limite de 45%;
  • Outras instituições financeiras: limite de 40%.

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Dividendos e investimentos

A proposta estabelece retenção de 10% do IR sobre lucros e dividendos que excedam R$ 50 mil mensais e sobre valores enviados ao exterior. Atualmente, dividendos são isentos.

Estados e municípios

Estados e municípios não perderão receita com o novo IR. O projeto prevê repasse automático de recursos da União via Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

FAQ – Imposto de Renda 2026

Quem será isento do imposto a partir de 2026?
Contribuintes com salário mensal de até R$ 5.000.

Haverá mudanças para quem ganha acima de R$ 7.350?
Não, essas pessoas continuam com a tabela atual.

Quando a nova tabela passa a valer?
A partir de 1º de janeiro de 2026, após sanção presidencial.

Quantas pessoas serão beneficiadas?
Cerca de 16 milhões de brasileiros.

Como será a tributação de alta renda?
Rendimentos acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil anuais terão imposto mínimo de 0% a 10%.

Os dividendos continuarão isentos?
Não. Dividendos acima de R$ 50 mil mensais e enviados para o exterior terão 10% de IR retido na fonte.

Profissionais liberais serão afetados?
Sim, especialmente autônomos com rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais, mas haverá mecanismos de redução para evitar dupla tributação.

Considerações finais

O Imposto de Renda 2026 trará mudanças significativas para milhões de brasileiros, ampliando a faixa de isenção e reduzindo a carga tributária para aqueles com rendimentos intermediários. Ao mesmo tempo, a criação de imposto mínimo para alta renda e a tributação de dividendos buscam equilibrar a arrecadação e manter o sistema progressivo.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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