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IR: quem ganha mais de R$ 7.500 terá mudança; confira

Conheça as novas regras de isenção do Imposto de Renda propostas pelo governo Lula, com impacto fiscal de R$ 35 bilhões por ano e a desoneração para quem ganha até R$ 5.000

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins5 min de leitura
IR R$7500

A principal novidade anunciada pelo Ministério da Fazenda, na noite de quarta-feira (27 de novembro de 2024), é a isenção total do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês. Isso significa que os brasileiros nessa faixa de renda não precisarão pagar o IRPF, uma medida que visa aliviar a carga tributária sobre a classe média e os trabalhadores de menor renda.

Entretanto, o que muitos não perceberam inicialmente foi que essa isenção não se estende a todos os que ganham acima de R$ 7.500. Para esses contribuintes, a isenção só será válida até o limite de dois salários mínimos, ou seja, até R$ 2.824.

Leia mais: Nova isenção no Imposto de Renda: veja se você será beneficiado

Impacto da medida na arrecadação

De acordo com Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, essa restrição tem o objetivo de reduzir o impacto da medida sobre a arrecadação do governo, o que era uma grande preocupação dos analistas e do mercado financeiro. 

A perda estimada com as isenções será de aproximadamente R$ 35 bilhões por ano. Embora a medida busque beneficiar uma parcela significativa da população, o governo tem clareza sobre a necessidade de compensar essa renúncia fiscal.

O impacto do aumento na faixa de isenção seria sentido principalmente pelos contribuintes que ganham até R$ 5.000 mensais, um número significativo da população que pode se beneficiar da desoneração. Mas a medida também afetará as faixas de renda superiores, embora de forma mais limitada.

Arrecadação bets
Imagem: rafapress / shutterstock.com

Detalhamento da desoneração do Imposto de Renda

Para quem ganha até R$ 5.000

A desoneração será completa para os brasileiros que recebem até R$ 5.000 mensais. Essa faixa salarial representa uma parcela importante da população de classe média e trabalhadores, especialmente os empregados com salário mínimo ou pouco acima dele. 

A isenção integral para essa faixa significa que esses cidadãos não precisarão pagar Imposto de Renda, o que garante mais poder de compra e alívio nas finanças pessoais.

Para quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.500

Já para aqueles que recebem entre R$ 5.000 e R$ 7.500, haverá uma espécie de “abatimento” ou redução no valor do imposto devido, mas não uma isenção total. 

O governo está projetando uma fórmula para que os contribuintes dessa faixa recebam um desconto no imposto a ser pago, de maneira a suavizar a transição e evitar que esses brasileiros sejam sobrecarregados com altos valores de imposto, ao mesmo tempo em que se preserva parte da arrecadação necessária para o orçamento público.

Para quem ganha acima de R$ 7.500

Como mencionado, para os contribuintes que recebem mais de R$ 7.500 mensais, a isenção será válida apenas até o limite de dois salários mínimos, ou seja, até R$ 2.824. Essa limitação busca garantir que a medida não impacte de forma significativa os orçamentos públicos, reduzindo a perda de arrecadação e mantendo uma progressividade no sistema tributário.

Compensações para a perda de arrecadação

A criação de um imposto mínimo para milionários

Uma das formas de compensar a renúncia de arrecadação com a isenção do Imposto de Renda será a criação de um imposto mínimo para os milionários. Essa medida foi destacada pelo governo como essencial para equilibrar o impacto fiscal da reforma tributária. 

Essa mudança visa taxar mais fortemente os brasileiros que têm uma renda muito alta, ajudando a compensar a desoneração concedida a uma grande parcela da população.

Durigan reforçou que, embora o foco esteja em reduzir os gastos públicos, a criação desse imposto mínimo para os mais ricos será uma das formas de garantir que o impacto da reforma não prejudique as contas do governo.

O impacto fiscal da reforma tributária

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O impacto fiscal da medida, de R$ 35 bilhões por ano, será um ponto chave nas discussões futuras, principalmente no Congresso Nacional. A compensação desse valor será exigida pelo governo durante a tramitação do pacote fiscal, e é uma forma de garantir que a reforma não resulte em um desajuste nas finanças públicas. 

A ideia é, ao mesmo tempo, aliviar a carga tributária da classe média e dos trabalhadores de menor renda, sem comprometer o equilíbrio fiscal do país.

Reforma tributária
Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Desafios e reações no Congresso

A dificuldade de implementar mudanças no Imposto de Renda

A reforma tributária, incluindo a mudança nas faixas de isenção do Imposto de Renda, terá um caminho difícil no Congresso. Desde que o pacote foi apresentado, diversas discussões sobre a compensação fiscal, a viabilidade das mudanças e os efeitos econômicos vêm sendo levantadas por analistas, parlamentares e o mercado financeiro.

Durigan alertou que o governo não abrirá mão da compensação pela renúncia fiscal, e o Congresso precisará se comprometer com a ideia de que qualquer perda de arrecadação precisa ser compensada de alguma forma. 

O Congresso frequentemente busca aprovar medidas populares sem levar em conta as implicações fiscais de longo prazo, o que poderia levar a uma piora na situação fiscal do Brasil.

A reação do mercado financeiro

O pacote de reforma do Imposto de Renda gerou reações mistas no mercado financeiro. Alguns analistas apontam que a medida pode levar a uma pressão inflacionária ou mesmo a um aumento da dívida pública, caso o governo não consiga equilibrar suas contas após a renúncia fiscal. 

No entanto, outros especialistas acreditam que, ao gerar mais renda disponível para os trabalhadores, a reforma pode estimular o consumo e ajudar a estabilizar o crescimento econômico no médio e longo prazo.

Imagem: Alison Nunes Calazans / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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