O governo da China anunciou a prorrogação da política de isenção de vistos para cidadãos brasileiros que viajam ao país por até 30 dias. A medida, inicialmente válida até maio de 2026, foi estendida para até 31 de dezembro de 2026, conforme comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores chinês.
Como funciona a nova isenção de vistos de 30 dias para brasileiros?
Governo chinês prorroga até 31 de dezembro de 2026 a isenção de vistos de 30 dias para brasileiros. Entenda como funciona a medida e mais!
A iniciativa faz parte dos esforços do país para estimular o turismo e facilitar o intercâmbio internacional após a forte retração do setor causada pela pandemia de covid-19.
Como funciona a isenção de vistos

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Duração e condições de entrada
Brasileiros portadores de passaporte comum podem entrar na China sem necessidade de visto para viagens de até 30 dias. O benefício cobre deslocamentos por motivos de turismo, negócios, visitas familiares, intercâmbio e trânsito internacional.
A medida não autoriza a realização de atividades remuneradas, estudo prolongado ou residência permanente. Em casos de estadias superiores a 30 dias, continua sendo necessário solicitar o visto tradicional junto às representações diplomáticas chinesas.
Período de validade
A política de isenção vale até às 00h do dia 31 de dezembro de 2026, com possibilidade de revisão ou nova prorrogação conforme decisão futura do governo chinês.
Impacto no turismo e nas relações bilaterais
Recuperação do turismo chinês
A isenção de vistos tem se mostrado um instrumento eficaz para atrair visitantes estrangeiros e reaquecer o turismo na China. De acordo com dados da Administração Nacional de Imigração (NIA), o país recebeu 7,3 milhões de visitantes de nações beneficiadas pela política apenas no terceiro trimestre de 2025, um crescimento de 48,3% em relação ao mesmo período de 2024.
Após três anos de restrições sanitárias severas entre 2020 e 2022, o turismo chinês passou por uma das maiores quedas da história recente, com uma retração de aproximadamente 80% em relação a 2019.
Com a retomada, o governo chinês tem apostado em políticas de facilitação de entrada para reconstruir o setor e incentivar o comércio e a cooperação internacional.
Fortalecimento das relações Brasil-China
A ampliação da isenção também representa um avanço nas relações diplomáticas entre Brasil e China, que têm se intensificado nos últimos anos em diversas áreas, incluindo comércio, educação e tecnologia.
O fluxo de turistas e empresários entre os dois países vem crescendo, e a medida tende a estimular ainda mais a cooperação econômica e o turismo bilateral.
Outros países beneficiados
Além do Brasil, a extensão do programa de isenção contempla outros 44 países. A lista inclui grandes parceiros econômicos da China na Europa, América do Sul, Oceania e Oriente Médio.
Entre eles estão:
- França, Alemanha, Itália, Espanha, Portugal e Holanda;
- Argentina, Chile, Peru e Uruguai;
- Austrália e Nova Zelândia;
- Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita;
- Países nórdicos como Noruega, Finlândia, Dinamarca e Islândia;
- Nações do Leste Europeu, como Polônia, Romênia, Croácia e Bulgária.
A ampliação reforça a estratégia chinesa de tornar o país mais acessível a turistas e investidores, buscando equilibrar as relações internacionais e atrair novas oportunidades comerciais.
Benefícios econômicos esperados
Estímulo ao setor de turismo
Com o aumento do número de visitantes estrangeiros, hotéis, companhias aéreas, restaurantes e atrações turísticas devem registrar crescimento significativo nos próximos meses.
O governo chinês espera que a medida impulsione o consumo e gere empregos em cidades que dependem do turismo internacional, como Pequim, Xangai e Guangzhou.
Como se preparar para viajar à China sem visto
Passaporte válido e documentos exigidos
Mesmo com a isenção, o viajante brasileiro deve portar passaporte com validade mínima de seis meses a partir da data de entrada. Também é recomendável manter em mãos comprovantes de passagem de retorno, reservas de hospedagem e meios de sustento durante a estadia.
Regras durante a permanência
A estadia sem visto é estritamente limitada a 30 dias consecutivos. Quem ultrapassar esse prazo estará sujeito a multas, deportação ou proibição de entrada futura no país.
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Viajantes devem ainda respeitar as normas locais, comunicar-se com as autoridades em caso de incidentes e não exercer atividades profissionais sem autorização.
Entrada e saída
A entrada sem visto pode ser feita por aeroportos internacionais autorizados, portos marítimos e postos de fronteira terrestre. Ao deixar o país, é necessário seguir o mesmo canal de imigração utilizado para entrada.
Projeções e perspectivas futuras

O sucesso da política de isenção poderá levar a novas medidas de flexibilização migratória em 2027. Especialistas em relações internacionais consideram que o aumento do fluxo turístico tem efeito positivo na imagem global da China e reforça o papel do país como um dos principais polos de negócios e cultura no mundo.
Para o Brasil, a continuidade do benefício é vista como uma oportunidade de fortalecer a presença de turistas e investidores brasileiros no mercado asiático, especialmente nas áreas de energia, agronegócio, tecnologia e educação.
FAQ – Perguntas frequentes
1. Brasileiros precisam de visto para viajar à China em 2025?
Não, viagens de até 30 dias estão isentas de visto até 31 de dezembro de 2026.
2. A isenção vale para qualquer tipo de viagem?
Sim, para turismo, negócios, visitas familiares, intercâmbio e trânsito, desde que não ultrapasse 30 dias.
3. É possível trabalhar na China com essa isenção?
Não. A medida não cobre atividades remuneradas, estudo prolongado ou residência.
4. Quais países também foram beneficiados?
Além do Brasil, outros 44 países, como França, Alemanha, Portugal, Japão, Austrália e Argentina.
5. O que acontece se o viajante ultrapassar o prazo de 30 dias?
Ultrapassar o limite pode resultar em multa, deportação ou restrições futuras de entrada.
Considerações finais
A prorrogação da isenção de vistos para brasileiros até o final de 2026 confirma a intenção chinesa de consolidar a retomada do turismo e estreitar laços internacionais. Com regras claras e benefícios amplos, a medida deve gerar impactos econômicos e diplomáticos positivos tanto para a China quanto para o Brasil.
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