No último domingo (7), o ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, anunciou um aumento de 125% na faixa de isenção do Imposto de Renda. Com a medida, estima-se que 250 mil trabalhadores não precisarão pagar pelos tributos. O motivo por trás da decisão é a alta inflação que acomete o país.
Para se ter uma ideia, de acordo com as projeções do Banco Central da Argentina (BCRA), a taxa inflacionária deve chegar aos 126,4% neste ano. No acumulado de 12 meses, a alíquota está em 104,3% neste momento.
O ministro da pasta econômica ressaltou, ainda, que a desoneração dos impostos é uma forma de não impactar os reajustes salariais dos argentinos e de melhorar o poder de compra da população.
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Sérgio Massa usou seu perfil no Twitter para tratar sobre o aumento na faixa de isenção do Imposto de Renda. Veja a publicação.
Agora, apenas os argentinos com rendimentos superiores a 506.230 pesos precisam pagar pelos tributos. A quantia corresponde a cerca de R$ 11.443 ou US$ 2.312.
Situação econômica da Argentina
A Argentina passa por mais um período turbulento na economia. Com uma inflação que ultrapassa a casa dos 100%, a situação começou a piorar em 2018, quando a taxa inflacionária atingiu a metade da atual. Com o passar dos anos, chegou a pandemia da Covid-19, responsável pela piora no cenário global.
Desde então, o país latino-americano vive diante de uma escassez de dólares, altas dívidas externas e déficits fiscais. Assim, o peso, moeda local, vem se desvalorizando cada vez mais, ao passo que o índice de pobreza cresce. Em outubro do ano passado, quase 40% dos argentinos viviam em situação de vulnerabilidade econômica.
Vale ressaltar que a Argentina já passou mais tempo em recessão do que qualquer outro país do mundo. Isso ocorre desde a década de 1950, conforme aponta o Banco Mundial. No início dos anos 90, inclusive, a nação viveu uma realidade de hiperinflação.
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