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Isenção fiscal para líderes religiosos está SUSPENSA; entenda a decisão

O governo brasileiro decidiu interromper a isenção fiscal para líderes religiosos. A decisão gerou controvérsias. Confira mais detalhes.

Gustavo MoreiraPor Gustavo Moreira2 min de leitura
pastor segura uma bíblia sagrada enquanto prega com microfone em igreja

O governo brasileiro tomou a decisão de suspender a isenção fiscal para líderes religiosos, como pastores. A medida havia sido implementada pela administração do governo Bolsonaro (PL) sob a justificativa de que esses valores “não são considerados como remuneração direta ou indireta”. A decisão, considerada atípica e polêmica, foi suspensa por Robinson Barreirinhas, Secretário da Receita Federal.

Essa isenção tributária para ministros de confissão religiosa teve sua confirmação às vésperas das eleições de 2022. No entanto, o ato declaratório interpretativo, que concedeu o benefício, não passou pelo crivo da subsecretaria de tributação da Receita, o que gerou questionamentos.

Além disso, o Tribunal de Contas da União estava investigando o processo de implementação da isenção. Continue por aqui para entender melhor sobre o assunto.

Suspensão de isenção fiscal para líderes religiosos gera repercussão

Imagem ilustrativa de pastores de igreja com bíblia e microfone na mão
Imagem: MVolodymyr / Shutterstock.com

A suspensão da isenção fiscal para líderes religiosos gerou controvérsias. O deputado da Frente Evangélica, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), classificou o fim da isenção de IR para pastores como um “prato cheio” para realizar campanhas contra o governo, alegando que existe uma perseguição em curso.

Também destacou que a decisão irá impactar negativamente a relação entre o governo e os evangélicos. Nesse sentido, o político, que também é o 2º vice-presidente da Câmara dos Deputados, prometeu fazer campanha contra o governo Lula (PT) e alertar os evangélicos sobre a perseguição ao segmento religioso.

Impactos da suspensão

A suspensão da isenção tributária sobre salários de ministros de confissão religiosa poderá ter um impacto significativo na vida dos líderes religiosos. Além disso, acredita-se que a medida pode alimentar o sentimento de perseguição entre os evangélicos.

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Com a suspensão da medida, os valores que entidades religiosas e instituições de ensino vocacional pagam para ministros de confissão serão considerados como remuneração direta. Portanto, essa alteração implica que sejam novamente sujeitos à contribuição.

Imagem: MVolodymyr / Shutterstock.com

Gustavo Moreira

Autor

Gustavo Moreira

Alagoano, graduando em Letras (Português) e pesquisador em Linguística Aplicada.

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