Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Salário até R$ 5 mil: como fica o desconto do Imposto de Renda

Nova tabela do Imposto de Renda 2026 isenta salários até R$ 5 mil e reduz imposto até R$ 7.350. Veja quem ganha, como funciona e impactos.

Jessica CassanaPor Jessica Cassana5 min de leitura
Imposto de Renda 6 ir

Os efeitos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026 já começaram a ser sentidos no bolso dos trabalhadores brasileiros. A partir dos salários pagos desde janeiro, com reflexo nos contracheques de fevereiro, quem ganha até R$ 5 mil brutos por mês passou a ficar totalmente isento do imposto.

Além disso, trabalhadores com renda mensal entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte. A medida, segundo estimativas do Ministério da Fazenda, beneficia cerca de 16 milhões de pessoas em todo o país.

Leia mais:

Isenção de IR impacta contracheque agora, milhões vão receber mais na conta

Quem está isento do Imposto de Renda em 2026

A nova regra contempla diferentes perfis de contribuintes, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil. Estão totalmente isentos do IRPF:

  • trabalhadores com carteira assinada
  • servidores públicos
  • aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios

A isenção também se aplica ao décimo terceiro salário, o que amplia o impacto positivo ao longo do ano.

Na prática, valores que antes eram descontados diretamente na folha agora permanecem com o trabalhador, aumentando a renda líquida disponível.

Redução gradual para quem ganha até R$ 7.350

Para rendimentos acima de R$ 5 mil e até R$ 7.350, a cobrança do imposto não foi eliminada, mas reduzida de forma progressiva. Acima desse limite, continua valendo a tabela tradicional do IR, com alíquotas que chegam a 27,5%.

Essa transição busca evitar um “salto” brusco na tributação e suavizar o impacto para quem está logo acima da faixa de isenção total.

Impacto direto no orçamento das famílias

Na prática, a mudança representa alívio imediato para quem vive com orçamento apertado. Trabalhadores que antes viam parte do salário ser retida agora conseguem direcionar o valor para despesas essenciais, como contas de água, luz, aluguel e transporte.

Em muitos casos, o ganho não é interpretado como aumento salarial, mas como correção de uma distorção histórica da tabela do Imposto de Renda, que ficou anos sem atualização compatível com a inflação.

Desconhecimento ainda é desafio

Apesar de a regra já estar em vigor, muitos trabalhadores ainda desconhecem as mudanças. Em diversos setores, a informação não chegou de forma clara aos empregados, gerando surpresa ao saberem que deixarão de pagar o imposto.

Especialistas em contabilidade destacam que a aplicação da isenção e da redução é automática para quem tem carteira assinada. Os sistemas de folha de pagamento já foram ajustados para aplicar o novo cálculo, combinando o redutor adicional com o desconto simplificado mensal.

Ainda assim, a recomendação é acompanhar atentamente o contracheque para verificar se a nova tabela está sendo corretamente aplicada.

Comunicação das empresas faz diferença

A falta de comunicação interna em muitas empresas tem gerado insegurança entre trabalhadores. Contadores e entidades da área recomendam que empregadores expliquem claramente que a mudança não se trata de aumento de salário, mas de redução do imposto retido.

Essa transparência ajuda a evitar dúvidas, desconfiança e erros de interpretação, além de reforçar a educação financeira dos funcionários.

De onde vem o dinheiro para bancar a isenção

A renúncia fiscal estimada com a nova tabela é de cerca de R$ 25,4 bilhões. Para compensar essa perda de arrecadação, o governo criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado às faixas de renda mais altas.

Entram no cálculo:

  • salários elevados
  • lucros e dividendos
  • rendimentos de aplicações financeiras tributáveis

A nova regra atinge aproximadamente 141 mil contribuintes considerados de alta renda.

Desde janeiro, passou a valer:

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google
  • renda mensal acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil por ano): alíquota progressiva de até 10%
  • renda acima de R$ 1,2 milhão por ano: alíquota mínima efetiva de 10%

A lógica, segundo o governo, é promover justiça tributária, reduzindo a carga sobre quem ganha menos e ampliando a contribuição de quem está no topo da pirâmide de renda.

O que muda (e o que não muda) na declaração do IR

Apesar do impacto imediato no salário, a correção da tabela do IRPF só será refletida na declaração anual em 2027, que considera os rendimentos de 2026.

Para a declaração entregue em 2026, referente aos rendimentos de 2025, nada muda. As principais deduções permanecem as mesmas, conforme regras da Receita Federal:

  • dependentes: R$ 189,59 por mês
  • desconto simplificado mensal: até R$ 607,20
  • despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano
  • declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640

Quem possui mais de uma fonte de renda deve ficar atento: mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil, pode haver imposto a pagar na declaração anual, dependendo do total recebido.

Atenção ao informe de rendimentos

Para evitar erros, o contribuinte deve declarar exatamente as informações que constam no informe de rendimentos fornecido pelas empresas. Esses dados já são enviados à Receita Federal, o que reduz a chance de inconsistências.

Outra orientação importante é conferir a declaração pré-preenchida antes de confirmar o envio, garantindo que todos os valores estejam corretos.

Considerações finais

A nova tabela do Imposto de Renda de 2026 representa uma das maiores correções recentes na tributação sobre a renda do trabalho. A isenção para quem ganha até R$ 5 mil e a redução gradual até R$ 7.350 ampliam a renda líquida de milhões de brasileiros e aliviam o orçamento doméstico.

Apesar disso, informação e atenção continuam sendo essenciais. Acompanhar o contracheque, entender as regras e se preparar para a declaração anual são passos fundamentais para aproveitar corretamente o benefício e evitar problemas futuros com o Fisco.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Jessica Cassana

Autor

Jessica Cassana

Jéssica Cassana é especialista em benefícios sociais e atua como redatora no portal Seu Crédito Digital. Com linguagem acessível e conteúdo direto ao ponto, compartilha orientações práticas sobre o Bolsa Família, CadÚnico, CRAS, Caixa Tem e demais programas do governo. Sua missão é ajudar os leitores a entender e acessar seus direitos com mais autonomia, segurança e clareza.

Topicos relacionados