A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 25 de junho de 2025, uma proposta de grande impacto para o bolso dos brasileiros: a lei de atualização da tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).
Boa notícia: lei aprovada garante alívio financeiro para quem recebe até R$ 5 mil
Descubra como a nova isenção do IR até R$ 5 mil pode aliviar seu bolso. Veja os detalhes da lei e o que muda em 2026!
Sendo assim, com isenção mantida para quem recebe até dois salários mínimos e a promessa de ampliação para quem ganha até R$ 5 mil mensais a partir de 2026. A medida agora segue para análise do Senado e representa uma das principais mudanças tributárias em anos recentes.
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O que foi aprovado pela Câmara?

Isenção para quem recebe até dois salários mínimos
Por meio de votação simbólica, os deputados aprovaram a manutenção da isenção do IR para rendimentos mensais de até R$ 3.036, equivalente a dois salários mínimos em 2025. Essa faixa de isenção já havia sido anunciada anteriormente pelo governo federal e agora foi consolidada por meio de projeto de lei.
Proposta de isenção para até R$ 5 mil a partir de 2026
O texto também inclui uma proposta mais ambiciosa: ampliar a faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês, o que beneficiaria um contingente significativo de trabalhadores assalariados, servidores públicos, aposentados e autônomos. Essa mudança, no entanto, ainda depende de aprovação final no Congresso e sanção presidencial.
Contexto político e econômico da lei
Ajuste à inflação e ao salário mínimo
A proposta de revisão da tabela do IRPF foi encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março de 2025, como parte de uma promessa de campanha: atualizar anualmente a tabela com base no salário mínimo e na inflação. Com a elevação constante do salário mínimo, o número de contribuintes penalizados pela defasagem da tabela aumentava a cada ano.
Compromisso com justiça fiscal
O governo federal defende a medida como um passo importante rumo a uma tributação mais justa e progressiva, com o foco em aliviar a carga sobre os mais pobres e fortalecer o consumo interno. O ajuste também faz parte de um pacote que prevê tributação de grandes rendas, como lucros mensais acima de R$ 50 mil, para compensar a perda de arrecadação.
Impacto fiscal da nova tabela do IR
Renúncia fiscal projetada
Segundo projeções da Receita Federal, a atualização da tabela e a ampliação da faixa de isenção resultarão em significativa renúncia de arrecadação:
- 2025: perda estimada de R$ 3,29 bilhões;
- 2026: perda prevista de R$ 5,34 bilhões;
- 2027: estimativa de renúncia de R$ 5,73 bilhões.
Esses números geram debates no Congresso sobre os efeitos fiscais e orçamentários da medida, especialmente em um momento de tentativa de reequilíbrio das contas públicas.
Compensações com taxação de altos rendimentos
Para equilibrar o impacto nos cofres públicos, o governo propõe como contrapartida a tributação de rendas muito altas, especialmente aquelas que hoje escapam da malha fina, como lucros e dividendos não distribuídos por empresas e fundos exclusivos de investimento.
Benefícios esperados para a população
Alívio financeiro direto
A principal consequência da isenção até R$ 5 mil será o alívio financeiro imediato para milhões de brasileiros, que deixarão de ter descontos mensais em seus salários. Para um trabalhador que ganha R$ 4.800, por exemplo, a economia anual poderá ultrapassar os R$ 4 mil.
Estímulo à economia
Com mais dinheiro no bolso, espera-se um aumento do consumo interno, especialmente no setor de bens de consumo, varejo e serviços. Isso pode funcionar como um impulso importante para a economia, gerando crescimento e arrecadação indireta via outros tributos, como o ICMS e o ISS.
Quem será beneficiado pela lei?
Trabalhadores com carteira assinada
A maior parte dos beneficiados está na faixa de R$ 2 mil a R$ 5 mil mensais, justamente o grupo que mais sofre com a carga tributária proporcionalmente alta sobre a renda.
Autônomos e profissionais liberais
Com a ampliação da faixa de isenção, profissionais autônomos e liberais que declaram como pessoa física também poderão usufruir da medida, desde que sua receita mensal não ultrapasse os R$ 5 mil.
Aposentados e pensionistas
A proposta prevê que aposentados e pensionistas também estejam incluídos na nova faixa de isenção, aliviando especialmente os idosos que vivem de benefícios do INSS ou de previdência privada.
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Próximos passos no Senado
Tramitação urgente
A proposta de lei agora segue para o Senado Federal, onde será analisada pelas comissões de Assuntos Econômicos e Constituição e Justiça. A expectativa do governo é que a tramitação seja rápida, dada a urgência social e o apelo popular da medida.
Possível aprovação ainda em 2025
Caso o Senado aprove o projeto sem alterações, a lei poderá ser sancionada ainda em 2025, entrando em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026. Se houver modificações, o texto voltará à Câmara dos Deputados para nova deliberação.
Especialistas comentam a medida
Tributação mais justa
Economistas e tributaristas destacam que a proposta corrige distorções históricas na tabela do IRPF, que está defasada há mais de oito anos. Segundo eles, o modelo atual penaliza especialmente os assalariados de renda média, que pagam mais proporcionalmente que os mais ricos.
Riscos para o equilíbrio fiscal
Contudo, especialistas alertam para o risco de desequilíbrio nas contas públicas caso não haja compensações efetivas, como a tributação de grandes fortunas e a revisão de benefícios fiscais a setores privilegiados.
Como fica a nova tabela do IR?

| Faixa de Renda Mensal (proposta para 2026) | Alíquota do IR |
|---|---|
| Até R$ 5.000 | Isento |
| R$ 5.001 a R$ 6.500 | 7,5% |
| R$ 6.501 a R$ 8.000 | 15% |
| R$ 8.001 a R$ 10.000 | 22,5% |
| Acima de R$ 10.000 | 27,5% |
A tabela poderá sofrer ajustes conforme o valor do salário mínimo em 2026.
Conclusão
A proposta aprovada pela Câmara representa um avanço significativo no combate à regressividade do sistema tributário brasileiro. A isenção do IR para rendas de até R$ 5 mil promete aliviar o bolso da população, impulsionar a economia e estimular o debate sobre justiça fiscal.
Agora, a expectativa gira em torno da análise do Senado e da capacidade do governo de equilibrar arrecadação e responsabilidade social.
Imagem: photobyphotoboy / Shutterstock.com
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