A Câmara dos Deputados deve decidir nesta semana se aprova o requerimento de urgência do Projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que amplia a faixa de isenção do IR para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. A proposta é uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e figura entre as prioridades do governo em 2025.
Isenção do IR: Câmara deve votar urgência do projeto esta semana
Câmara dos Deputados vota urgência do PL 1.087/2025, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil.
Segundo o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ), o consenso entre as bancadas foi alcançado:
“Os líderes já estão assinando. A votação da urgência do Imposto de Renda é algo muito importante”, afirmou.
O que significa a urgência do projeto?

Tramitação acelerada
A aprovação da urgência permite que o projeto seja votado direto no plenário, agilizando o processo e possibilitando análise já em setembro, segundo Arthur Lira.
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Votação do mérito ainda sem data
Apesar do acordo sobre a urgência, a votação final do mérito ainda não tem data definida. A expectativa é que a análise ocorra após o retorno do recesso parlamentar, a depender do calendário legislativo.
Detalhes do PL 1.087/2025
Faixa de isenção ampliada
O texto propõe a ampliação da faixa de isenção do IR para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil.
Redução parcial estendida
Na comissão especial, o relator Arthur Lira promoveu ajustes ao texto do governo, ampliando o limite da redução parcial da tributação de R$ 7 mil para R$ 7.350. De acordo com cálculos apresentados por Lira, essa mudança beneficiará cerca de 500 mil contribuintes adicionais.
Impacto social e econômico
A medida atinge diretamente a classe média assalariada, que vem sofrendo com a defasagem da tabela do Imposto de Renda. De acordo com especialistas, a atualização pode aliviar o orçamento de milhões de famílias e aumentar a capacidade de consumo interno.
Taxação dos “super-ricos”
Tributação linear
O parecer apresentado por Arthur Lira manteve a previsão de cobrança de imposto sobre os rendimentos mais elevados, mas promoveu algumas modificações em relação à proposta original. Pelo texto, foi definida a aplicação de uma alíquota única, em formato linear, de até dez por cento sobre os ganhos de contribuintes que recebem, mensalmente, a partir de cinquenta mil reais — o que corresponde a aproximadamente seiscentos mil reais no acumulado anual, considerando salários e dividendos.
No caso dos contribuintes com rendimentos ainda mais altos, superiores a um milhão e duzentos mil reais por ano, a tributação seguirá a mesma lógica, permanecendo em dez por cento. Dessa forma, o relator optou por preservar o ponto central do projeto encaminhado pelo governo federal, que já previa a mesma alíquota máxima para esse grupo.
Exceções previstas
Determinadas situações não serão atingidas pela alíquota de 10% sobre dividendos enviados ao exterior. Estão isentos:
- remessas para governos estrangeiros;
- casos em que exista reciprocidade de tratamento;
- envio a fundos soberanos;
- transferências a entidades que administrem fundos previdenciários no exterior.
Próximos passos no Congresso

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Votação em plenário
Com a urgência aprovada, o projeto pode ser incluído na ordem do dia a qualquer momento. A expectativa é que a análise final ocorra ainda no segundo semestre, possivelmente em setembro.
Possibilidade de sanção presidencial
Se aprovado sem modificações no Senado, o projeto segue para sanção do presidente Lula. O governo já indicou que não pretende vetar dispositivos centrais da proposta.
FAQ – Perguntas frequentes
Quando a Câmara vai votar o projeto?
Nesta semana será votado o requerimento de urgência. A votação do mérito deve ocorrer em setembro.
O projeto aumenta a carga tributária dos mais ricos?
Sim. Haverá taxação linear de até 10% sobre rendimentos a partir de R$ 50 mil por mês, incluindo dividendos.
Quando começa a valer a taxação sobre lucros e dividendos?
A partir de 1º de janeiro de 2026. Distribuições feitas até 31 de dezembro de 2025 ficam isentas.
Considerações finais
Caso aprovado ainda em 2025, o projeto pode representar um marco na política tributária brasileira, com efeitos diretos sobre a renda das famílias e o consumo interno, além de abrir espaço para um debate mais amplo sobre a necessidade de uma reforma tributária estruturante no país.
