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Itaú decide desacelerar concessão de crédito para conter inadimplência dos clientes

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O Itaú Unibanco está desacelerando a concessão de crédito. A decisão precisou ser tomada após forte aumento liderado por linhas de maior risco no primeiro trimestre que incentivaram as margens do banco. As provisões para prejuízos esperados com inadimplência também foi um dos motivos para a escolha da instituição.

De acordo com Milton Maluhy Filho, presidente-executivo do Itaú, as perspectivas não são boas para o futuro e o banco tem sido bastante proativo na redução e nos ajustes de concessão de crédito. 

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Os dados surpreenderam o próprio Itaú

Linhas como cartão de crédito, crédito pessoal e crédito para pequenas e médias empresas (PMEs) lideraram o crescimento de 13,9% em 12 meses até março da carteira de empréstimos, para R$ 1 trilhão. Os dados surpreenderam o próprio Itaú.

Esse crescimento fez as margens com usuários subirem 23,9% ano a ano, para R$ 20 bilhões, analisando também o impacto da alta do juro sobre os passivos.

Já por um outro lado, o índice de inadimplência cresceu 0,1 ponto percentual na base sequencial, e 0,3 ano a ano, a 2,6%. Essa tendência deve perdurar durante este ano, de acordo com o presidente-executivo do Itaú, e levar a empresa a expandir a provisão para prejuízos com calotes em 69,5% na comparação anual.

Lucro do Itaú no primeiro trimestre 

O Itaú obteve um lucro recorrente de R$ 7,36 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 15% maior na comparação anual, mas dentro da projeção média, de R$ 7,35 milhões, realizada por analistas consultados pela Refinitiv. As informações são da Reuters.

De acordo com os analistas, embora a qualidade da carteira tenha piorado, o banco tomou uma atitude melhor do que os concorrentes nesse item. 

No entanto, o resultado também foi favorecido por fatores como o aumento de seguros, que auxiliou a receita com serviços do Itaú subir 9,6%, enquanto os gastos administrativos cresceram 3,8%, em nível bem menor que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, de 11,3%.

Analistas avaliaram os resultados do Itaú

Do ponto de vista de Eduardo Rosman e equipe, do BTG Pactual, o resultado do Itaú foi em linha com o estimado. Eles mantiveram o papel do banco como um dos preferidos do setor no país. Jörg Friedemann e equipe, do Citi, também recomendaram a compra para a ação, apesar do rendimento da instituição ter tido ajuda de pagamento de menor alíquota de imposto.

O retorno recorrente sobre o patrimônio do banco cresceu 1,9 ponto percentual, para 20,4%. Maluhy afirmou que esse nível deve ser mantido nos próximos trimestres e reforçou que a política de compartilhar 25% do resultado do Itaú aos acionistas também será preservada.

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Imagem: Everson Mayer / Shutterstock.com

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