O presidente-executivo do Itaú Unibanco (ITUB4), Milton Maluhy Filho, confirmou nesta terça-feira que o banco pretende distribuir dividendos adicionais aos acionistas no início do próximo ano. A declaração foi feita ao final do Itaú Day, evento virtual que destacou os avanços tecnológicos e estratégicos do banco nos últimos anos, bem como suas perspectivas futuras.
Itaú Unibanco planeja pagar dividendos extras aos acionistas em 2026
O Itaú Unibanco planeja pagar dividendos adicionais em 2026 e aposta em tecnologia, superapp e inteligência artificial para impulsionar resultados e eficiência.
Segundo Maluhy, a capacidade de geração de capital do Itaú permanece muito sólida, reforçando a confiança na remuneração aos acionistas. “Com todas as informações que temos hoje, sem dúvida nenhuma faremos um dividendo adicional no início do ano que vem”, afirmou.
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Dividendos adicionais: projeções positivas

O executivo ressaltou que, embora ainda estejamos em setembro, as projeções indicam resultados muito positivos para o banco, o que justifica a expectativa de aumento do valor distribuído aos acionistas. “Esperamos conseguir evoluir no valor do dividendo, mas ainda temos um ano para concluir, e os resultados estão vindo muito sólidos”, completou.
Maluhy demonstrou otimismo em relação ao cenário econômico e político, destacando que as condições devem se encaixar da melhor forma possível para a continuidade da estratégia de crescimento do banco.
Jornada de transformação digital e cultural do Itaú
Durante cerca de três horas de apresentação, Maluhy e outros executivos detalharam a chamada jornada de transformação do Itaú, que envolve mudanças culturais e digitais significativas. Essa transformação tem permitido acelerar o lançamento de novos produtos, aumentar a escalabilidade das soluções e aprimorar a experiência do usuário nas plataformas do banco.
Avanços tecnológicos e hiperpersonalização
O Itaú destacou investimentos expressivos em tecnologia, inteligência artificial, automação, design e metodologias ágeis. “Evoluímos significativamente nossas capacidades digitais… construímos uma base tecnológica que nos permite evoluir continuamente rumo à hiperpersonalização do relacionamento com os nossos clientes”, afirmou Maluhy.
Os copresidentes do conselho de administração, Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal, também reforçaram a importância da tecnologia e da adaptação às mudanças no sistema financeiro. Segundo eles, a hiperpersonalização e a capacidade de atender clientes individualmente são resultados diretos dessa modernização.
“O que conseguimos fazer hoje, essa hiperpersonalização, essa granularidade, essa capacidade de atender o cliente individualmente e não de uma maneira massificada, só a tecnologia nos permite isso”, disse Moreira Salles.
Superapp e engajamento digital

Um dos pilares da transformação digital do Itaú é o chamado superapp, que oferece uma experiência de banco completo aos clientes. Desde o início da transição no começo do ano, o superapp já conta com 10 milhões de usuários, número que deve chegar a 15 milhões até o final de 2025.
Maluhy destacou que, nos últimos meses, o banco lançou mais de 19 novos produtos digitais, o que impulsionou significativamente o engajamento e o uso da plataforma. O superapp registrou crescimento de 25% no período, refletindo a aceitação dos clientes às inovações tecnológicas.
Projetos voltados a pequenas empresas
Outra frente de inovação é o projeto Atlas, destinado a clientes Pessoa Jurídica, que permite acesso a soluções digitais avançadas. Além disso, o banco lançou o Itaú EMPs, uma prateleira de serviços voltada para atender às principais necessidades de pequenas empresas.
Essas iniciativas reforçam a estratégia do Itaú de expandir sua presença digital e oferecer soluções mais completas e personalizadas para clientes corporativos e individuais.
Inteligência artificial e eficiência operacional
O Itaú também está investindo fortemente em inteligência artificial generativa, com mais de 500 casos internos já implementados. Essa tecnologia é utilizada para aumentar a eficiência, produtividade, modelagem de riscos e interação com clientes.
“Temos uma agenda importante de revisão da estratégia de custos… que vai nos permitir ser cada vez mais competitivos e mais ágeis”, disse Maluhy, destacando que a IA será aplicada de forma ampla em todo o banco. Atualmente, o índice de eficiência do Itaú atingiu sua mínima histórica, 38,8% no segundo trimestre, reforçando o impacto positivo das tecnologias implementadas.
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IA generativa em diversas áreas
Setubal acrescentou que a inteligência artificial será usada em toda a instituição, transformando a maneira como o banco opera e interage com os clientes. Essa aplicação inclui desde a personalização de produtos até a análise de dados complexos para tomada de decisões estratégicas.
Perspectivas futuras e impacto para acionistas

Com a combinação de dividendos adicionais, transformação digital e investimentos em tecnologia, o Itaú demonstra compromisso em gerar valor consistente para seus acionistas. A expectativa é que a estratégia contribua para a sustentabilidade financeira do banco, além de fortalecer sua posição no mercado.
A implementação do superapp, o uso intensivo de inteligência artificial e a ampliação de serviços digitais voltados a pequenas empresas indicam que o Itaú está alinhado com as tendências do setor bancário e preparado para os desafios do futuro.
Estratégia de crescimento sustentável
A modernização tecnológica e a revisão de estratégias de custos mostram que o banco não apenas busca crescimento, mas também eficiência operacional e satisfação do cliente. O foco na hiperpersonalização é um diferencial competitivo importante, capaz de consolidar a fidelidade dos clientes e gerar novas oportunidades de negócios.
Conclusão
O Itaú Unibanco reforça, por meio de seus executivos, que a capacidade de gerar capital é sólida e que os acionistas devem esperar dividendos adicionais no início de 2026. Paralelamente, os investimentos em tecnologia, superapp, inteligência artificial e serviços digitais indicam que o banco está preparado para enfrentar os desafios do setor financeiro, ao mesmo tempo em que aprimora a experiência de seus clientes e aumenta sua eficiência operacional.
O Itaú demonstra, assim, que a inovação tecnológica, a transformação cultural e o foco no cliente são pilares estratégicos para manter sua liderança no mercado e continuar gerando valor aos acionistas.
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