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Itaú é acusado de forçar demissão de funcionários idosos e adoecidos

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou que o Itaú está praticando irregulares com seus funcionários idosos e adoecidos.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
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Através de uma operação inédita, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou que o maior banco privado do Brasil, o Itaú, está usando o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) para forçar a demissão de idosos e pessoas acometidas por doenças.

Essa informação está presente no relatório da operação. O documento também indica que, além dos grupos já citados, mulheres e pessoas negras que trabalham no Itaú são constantemente vítimas de discriminação.

A instituição financeira usou canais de comunicação como SMS e e-mail para ‘convidar’ os idosos e adoecidos a aderirem ao PDV. Em resposta às informações divulgadas, o banco afirma que já apresentou sua defesa ao MTE. 

Funcionários do Itaú são assediados para participar do PDV

O documento do MTE conclui que houve assédio contra os funcionários que não integraram ao PDV. Para chegar a essas conclusões, a fiscalização realizou uma minuciosa análise dos dados de 132 mil agentes do Itaú. 

Na investigação, foram usados dados de plataformas do governo federal, como do eSocial, da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Além disso, algumas agências da Bahia, Paraíba, Pernambuco e Minas Gerais passaram por uma inspeção detalhada, onde 300 trabalhadores de 53 unidades foram entrevistados. 

Mulheres e pessoas negras recebem entre 25% e 27% a menos que demais funcionários

Após a investigação realizada pelo Ministério, foi constatada uma evidente discriminação contra mulheres e pessoas negras no Itaú, tendo sido identificadas diferenças significativas em oportunidades e tratamento oferecidos pela instituição. 

Os agentes responsáveis pela fiscalização observaram que cargos com salários mais elevados são predominantemente ocupados por homens e indivíduos não negros. Para chegar a tal conclusão, o MTE considerou o salário médio dos 132 mil funcionários do Itaú.

A fiscalização constatou que as mulheres recebem, em média, 25% a menos do que os homens, enquanto os funcionários negros ganham, em média, 27% a menos do que os não negros. Em perspectiva, as mulheres negras chegam a receber 52% a menos do que homens não negros, mesmo que ambos tenham o mesmo nível de instrução.

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Nota oficial do Itaú

Por fim, a assessoria de imprensa do banco Itaú entrou em contato com a redação do Seu Crédito Digital para esclarecer o caso. Sendo assim, confira a seguir o posicionamento oficial do banco sobre as acusações feitas pelo MTE.

“Como um dos maiores empregadores do país, com mais de 90 mil colaboradores em todos estados brasileiros, o Itaú Unibanco reconhece e compreende os desafios e a urgência da promoção de um mercado de trabalho ético, diverso e igualitário, e ressalta seu compromisso de avançar continuamente nessa direção.

Assim, o Itaú reconhece a sua responsabilidade em promover a equidade salarial para todos os seus colaboradores. Trata-se de tema perene na organização, para garantir que não se reflitam internamente vieses em virtude de sexo e raça. As situações de diferenças salariais são pequenas e pontuais, e estão sendo corrigidas com tempestividade. Quanto aos termos da autuação, o Itaú discorda dos critérios utilizados pela fiscalização, por isso, apresentou sua defesa administrativa.

Quanto ao Programa de Demissão Voluntária de 2022, o banco reitera que este envolveu uma oferta voluntária a um grupo restrito de colaboradores que cumpriam determinados critérios objetivos, dentre eles cargos e áreas específicas. O PDV ofereceu aos interessados uma transição de carreira segura, com salários adicionais e manutenção de benefícios. Na época, cerca de um terço dos profissionais elegíveis aderiram ao programa, enquanto os demais permaneceram no quadro de colaboradores da instituição.”

Imagem: T. Schneider / Shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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