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Itaú é condenado por depressão de funcionário: banco foi responsável pelo transtorno

Itaú é condenado por depressão de funcionário: banco foi responsável pelo transtorno; entenda o que aconteceu.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Mão segurando celular que mostra na tela logo do Banco Itaú. Ao fundo, teclado de computador, fone de ouvido e agenda.

O Itaú está envolvido em uma polêmica ao ser condenado pela depressão de um dos seus funcionários. O juiz do caso decidiu que a entidade bancária foi a responsável pelo desenvolvimento do transtorno de um bancário com deficiência que atuava na instituição.

Segundo o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o banco não teria respeitado o fato de que o funcionário possuía uma deficiência, o fazendo trabalhar nas mesmas condições dos outros empregados, sem quaisquer adaptações ou recursos.

O Tribunal ainda afirmou que era exigida do funcionário em questão a mesma produtividade que a dos demais, o que teria causado a sua depressão. Com isso, o TST concluiu que a doença possuía uma relação com a situação de trabalho.

Condições de trabalho não eram benéficas

Segundo as informações divulgadas, o bancário teria sido contratado justamente na cota de pessoas com deficiência. No ato da contratação, o Itaú teria sido informado de suas limitações, dentre elas, dificuldade de locomoção e de movimento nos dedos.

No entanto, além de não ter essa dificuldade respeitada, tendo de permanecer em pé por longos períodos ou subir escadas, ele ainda revelou que era alvo de piadas e chacotas de seus colegas e chefes de trabalho.

Diante deste cenário hostil, o funcionário teria sofrido de um quadro de depressão, que o levou a buscar o INSS para ser afastado da função e conseguir se reestruturar.

Itaú se pronuncia e nega acusações

Após o caso vir a público, a entidade se pronunciou, afirmando que as necessidades eram adequadas e estavam em conformidade com as habilidades do funcionário em questão.

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No entanto, o laudo feito pelo INSS demonstra que, de fato, o corpo do bancário estava debilitado com:

  • Distúrbios de controle muscular nas pernas; 
  • Déficits de coordenação; 
  • Dificuldade de locomoção; 
  • Encurtamento dos tendões calcâneos;
  • Falta de coordenação na mão direita.

Imagem: Diego Thomazini / shutterstock.com

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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