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‘Lucro na queda dos juros’: descubra os 4 ETFs que o Itaú separou para você em 2026

O mercado brasileiro de ETFs (fundos de índice) vive um novo momento de expansão. Nos últimos meses, gestoras têm ampliado a oferta de produtos na bolsa, acompanhando a demanda crescente por investimentos mais acessíveis e diversificados. A pioneira no segmento no Brasil, a Itaú Asset, braço de gestão do Itaú Unibanco (ITUB4), anunciou quatro novos […]

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 4 min de leitura
Itaú 12

O mercado brasileiro de ETFs (fundos de índice) vive um novo momento de expansão. Nos últimos meses, gestoras têm ampliado a oferta de produtos na bolsa, acompanhando a demanda crescente por investimentos mais acessíveis e diversificados. A pioneira no segmento no Brasil, a Itaú Asset, braço de gestão do Itaú Unibanco (ITUB4), anunciou quatro novos ETFs de renda fixa listados na B3.

A novidade reforça o movimento de democratização do acesso a títulos públicos e estratégias indexadas, com aplicação inicial a partir de R$ 50, segundo a gestora.

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ETFs atrelados ao Tesouro IPCA+: proteção contra a inflação

Três dos quatro lançamentos são fundos de índice que replicam o desempenho de títulos do Tesouro IPCA+, papéis públicos federais vinculados à inflação oficial medida pelo IPCA, calculado pelo IBGE.

Quais são os novos códigos

Os ETFs lançados são:

  • TD3511 – vencimento em 2035
  • TD5011 – vencimento em 2050
  • TD6011 – vencimento em 2060

Esses produtos permitem que o investidor tenha exposição a títulos públicos de longo prazo, tradicionalmente utilizados para proteção contra a inflação e planejamento de longo prazo, como aposentadoria.

Segundo a Itaú Asset, todos contam com taxa de administração de 0,2% ao ano. Sobre o ganho de capital, incide 15% de Imposto de Renda, conforme a regra aplicável a ETFs de renda fixa negociados em bolsa.

Tributação e diferenciais

Um dos principais atrativos é a ausência de come-cotas — mecanismo de antecipação de IR comum em fundos tradicionais — e também de IOF. Isso aumenta a previsibilidade do retorno líquido para o investidor.

Na prática, o investidor paga imposto apenas na venda das cotas com lucro.

ETF prefixado com duração média de cinco anos

Além dos produtos atrelados ao IPCA+, a gestora lançou o It Now TEVA ITBR (5PRE11), composto por uma cesta de títulos prefixados.

Como funciona o 5PRE11

O ETF possui duração média de cinco anos e busca manter esse prazo constante por meio de rebalanceamento mensal. Segundo a gestora, o índice:

  • É rebalanceado no primeiro dia útil de cada mês
  • Distribui peso igual entre os títulos mais curtos e mais longos
  • Mantém prazo médio constante de cinco anos

A taxa de administração é de 0,25% ao ano, ligeiramente superior aos ETFs atrelados à inflação.

Esse produto pode ser interessante para investidores que acreditam em ciclos de queda da taxa Selic, definida pelo Banco Central, pois títulos prefixados tendem a se valorizar nesse cenário.

Por que os novos ETFs podem ganhar espaço

De acordo com Renato Eid, superintendente de estratégias indexadas da Itaú Asset, estudos internos indicaram uma lacuna na oferta de produtos com exposição mais longa a juros.

Em momentos de expectativa de queda da Selic — hoje no centro das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) — ativos de prazo mais longo costumam reagir de forma mais intensa.

Exemplo prático

Se o mercado projeta redução da taxa básica de juros, títulos prefixados ou atrelados ao IPCA+ com vencimentos longos podem se valorizar no mercado secundário, gerando ganho adicional ao investidor que adquiriu o ETF antes desse movimento.

Crescimento dos ETFs no Brasil

Com os lançamentos, o Itaú passa a contar com 34 ETFs listados na B3, entre renda fixa e variável. O mais conhecido é o BOV11, que replica o desempenho do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira.

Segundo dados da própria B3, o número de investidores pessoa física em ETFs tem crescido nos últimos anos, impulsionado pela busca por diversificação, custos menores e facilidade operacional.

Vale a pena investir nesses ETFs?

A resposta depende do perfil do investidor.

Para quem pode fazer sentido

  • Investidores que buscam proteção contra inflação
  • Quem quer exposição a juros longos sem comprar títulos diretamente no Tesouro Direto
  • Quem deseja simplicidade operacional via corretora

Pontos de atenção

  • Oscilação de preço no curto prazo
  • Sensibilidade a mudanças na curva de juros
  • Necessidade de visão de médio e longo prazo

Embora sejam produtos de renda fixa, os ETFs negociados em bolsa sofrem marcação a mercado diária, o que pode gerar volatilidade.

Tendência de mercado

O avanço dos ETFs de renda fixa reflete uma mudança estrutural no comportamento do investidor brasileiro. Com maior educação financeira e digitalização do acesso à bolsa, produtos indexados ganham espaço frente a fundos tradicionais com taxas mais elevadas.

Se o cenário macroeconômico caminhar para estabilidade ou queda dos juros, os novos ETFs da Itaú podem se beneficiar desse ciclo, ampliando ainda mais a relevância da renda fixa indexada no portfólio dos brasileiros.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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