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Rede de agências do Itaú encolhe em 2026; veja os impactos para os clientes

Entenda por que o Itaú está fechando agências, quem é afetado, os impactos da digitalização dos bancos e o que muda para os clientes.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Rede de agências do Itaú encolhe em 2026; veja os impactos para os clientes

A transformação digital do sistema financeiro brasileiro está mudando a forma como milhões de pessoas utilizam os serviços bancários. Entre os maiores bancos do país, o itau intensificou nos últimos anos o fechamento de agências físicas, concentrando investimentos em aplicativos, internet banking e atendimento remoto. A estratégia acompanha uma tendência observada em todo o setor, mas também levanta preocupações sobre o acesso de determinados grupos aos serviços presenciais.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que os cinco maiores bancos do Brasil encerraram 1.345 agências entre 2024 e 2025. O Itaú aparece entre as instituições que mais reduziram sua rede física, fechando centenas de unidades e reorganizando seu modelo de atendimento.

Embora a digitalização tenha simplificado operações para boa parte dos clientes, aposentados, pensionistas, servidores públicos, pequenos empresários e moradores de cidades menores ainda enfrentam dificuldades quando precisam resolver demandas que exigem atendimento presencial.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digita

O fechamento de agências faz parte de uma transformação do setor bancário

A redução das unidades físicas não é um movimento isolado do Itaú.

Nos últimos anos, praticamente todos os grandes bancos brasileiros passaram a revisar suas estruturas de atendimento em resposta às mudanças no comportamento dos consumidores.

A popularização do Pix, dos aplicativos bancários e das carteiras digitais reduziu significativamente a necessidade de deslocamento até uma agência para realizar operações rotineiras.

Hoje, tarefas que antes exigiam atendimento presencial — como pagamentos, transferências, emissão de boletos, investimentos e contratação de produtos financeiros — podem ser concluídas em poucos minutos pelo celular.

Esse novo perfil de consumo levou as instituições financeiras a repensarem seus custos operacionais.

Itaú fechou centenas de agências nos últimos anos

O processo de reorganização da rede do Itaú ganhou força em 2025.

Segundo informações divulgadas pela instituição e por representantes dos trabalhadores, o banco encerrou 319 agências presenciais ao longo do ano e anunciou o fechamento de outras 188 unidades até maio.

A estratégia integra um plano de modernização do varejo bancário, direcionando investimentos para plataformas digitais e modelos de atendimento híbridos.

Ao mesmo tempo, o banco reduziu sua estrutura física em diversas cidades brasileiras, inclusive em municípios onde possuía apenas uma unidade.

Cidade que deu origem ao nome do Itaú ficou sem agência

Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em Itaú de Minas, município mineiro que inspirou o nome da instituição financeira.

A cidade perdeu sua única agência do banco, tornando-se um símbolo da nova estratégia de racionalização da rede física.

Para muitos moradores, isso significa a necessidade de viajar até municípios vizinhos sempre que uma operação exigir atendimento presencial.

Embora a maioria das transações possa ser realizada digitalmente, algumas demandas ainda dependem da presença física do cliente ou de atendimento especializado.

Minas Gerais continua sendo estratégico para o Itaú

Apesar da redução de agências, Minas Gerais permanece entre os mercados mais importantes para o banco.

O Itaú é responsável pelo processamento da folha de pagamento do Governo de Minas Gerais e, recentemente, venceu uma nova licitação para manter esse serviço.

A proposta apresentada pela instituição foi de R$ 2,188 bilhões, garantindo a continuidade da gestão dos pagamentos de aproximadamente 670 mil servidores públicos estaduais, aposentados, pensionistas e fornecedores pessoas jurídicas.

Essa operação reforça a importância estratégica do estado para o banco, mesmo em um cenário de diminuição da presença física.

Por que os bancos estão fechando agências

Existem diversos fatores que explicam esse movimento.

Digitalização acelerada

O principal deles é a mudança de comportamento dos clientes.

Com o avanço da internet móvel, praticamente todas as operações bancárias passaram a ser realizadas por aplicativos.

Segundo o próprio Itaú, cerca de 97% das transações de clientes pessoa física já acontecem em canais digitais.

Isso reduz a demanda por atendimento presencial e torna parte da estrutura física menos utilizada.

Redução de custos

Manter uma agência envolve despesas elevadas.

Entre os principais custos estão:

  • aluguel ou manutenção do imóvel;
  • segurança patrimonial;
  • transporte de valores;
  • energia elétrica;
  • equipamentos;
  • quadro de funcionários.

Ao concentrar serviços em plataformas digitais, os bancos conseguem reduzir despesas operacionais e direcionar investimentos para tecnologia.

Concorrência das fintechs

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Outro fator importante é o crescimento das fintechs.

Instituições digitais passaram a oferecer contas gratuitas, cartões, investimentos e crédito sem manter uma ampla rede de agências.

Esse novo modelo aumentou a concorrência e pressionou os bancos tradicionais a acelerar sua transformação digital.

Quem mais sente os efeitos do fechamento das agências

Embora grande parte dos clientes utilize o aplicativo diariamente, alguns grupos ainda dependem do atendimento presencial.

Entre eles estão:

  • aposentados;
  • pensionistas;
  • idosos com menor familiaridade digital;
  • pessoas com dificuldades de acesso à internet;
  • moradores de cidades pequenas;
  • clientes que necessitam resolver questões documentais ou contratuais mais complexas.

Em muitos casos, essas pessoas precisam percorrer dezenas de quilômetros para encontrar uma agência aberta.

Prova de vida e outros serviços ainda exigem atendimento

Mesmo clientes que transferem seus salários para outras instituições por meio da portabilidade bancária podem continuar utilizando a estrutura do banco pagador em determinadas situações.

Entre os exemplos estão alguns procedimentos relacionados à comprovação de identidade, atualização cadastral e, conforme a situação específica do benefício ou convênio, exigências administrativas como a prova de vida.

Nos últimos anos, parte desses procedimentos passou a contar com alternativas digitais ou cruzamento de bases de dados governamentais. Ainda assim, determinados casos continuam exigindo atendimento presencial ou suporte especializado.

Bancários relatam aumento da demanda nas unidades restantes

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O fechamento das agências também produz impactos internos.

Representantes dos trabalhadores afirmam que as unidades que permanecem abertas passaram a absorver clientes de diversas agências encerradas.

Segundo sindicatos da categoria, isso tem provocado:

  • aumento das filas;
  • maior tempo de espera;
  • sobrecarga das equipes;
  • crescimento das metas de atendimento.

Também há relatos de incentivo ao direcionamento dos clientes para os canais digitais sempre que possível.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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