O Itaú começou a financiar um grupo que produz canabidiol, uma forma isolada da maconha medicinal. O Ease Labs recebeu financiamento de R$15 milhões da instituição.
Itaú financia grupo que produz maconha medicinal; saiba mais
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O recurso foi concedido pelo Itaú BBA, por meio de venture debt, criado pela financeira para garantir apoio às empresas em fase de consolidação. Essa modalidade de investimento tem crescido muito no país.
A ideia, com isso, é ampliar o setor de produção de maconha medicinal, que tem mostrado grande crescimento e possui regulamentação da Anvisa. Além disso, o momento é propício porque o projeto de legalização e incentivo da maconha medicinal está em debate no legislativo.
Como surgiu o projeto de maconha medicinal da Ease Labs?
O projeto se iniciou como uma oportunidade de empreender, tendo em vista que a indústria da cannabis medicinal tem crescido exponencialmente nos últimos anos, com uma alta de prescrições de mais de 480%.
Assim, os fundadores Gustavo Palhares e Guilherme Franco decidiram fundar a Ease Labs, para facilitar a importação de medicamentos feitos com maconha para o uso de pacientes no Brasil. Depois disso, começaram a pesquisa para a abertura da farmacêutica, para desenvolver a área de pesquisa no país.
O uso da maconha medicinal é indicado para o tratamento de doenças que atacam o sistema nervoso central, como, por exemplo, epilepsia refratária, Alzheimer e Parkinson. O medicamento vendido pela Ease Labs está disponível na Raia Drogasil e custa em torno de R$950,00.
Qual o modelo de negócio adotado, e por que o investimento do Itaú BBA?
Além do medicamento direcionado para as doenças mencionadas acima, a farmacêutica também está investindo na pesquisa e desenvolvimento de outros produtos à base de maconha medicinal, para o tratamento de outras doenças.
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O modelo de negócio adotado vai além da venda nas farmácias. A empresa planeja distribuir para o Sistema Único de Saúde (SUS) e também aumentar sua produção como private label. Essa última, no entanto, se caracteriza como o desenvolvimento de produtos para outras empresas do ramo.
A Ease Labs também planeja se desenvolver em outras áreas, que não utilizem maconha medicinal, como o caso dos fitoterápicos. Assim, a ideia é usar os ativos da biodiversidade brasileira.
Dessa forma, o investimento do Itaú BBA é fundamental para fortalecer a pesquisa, desenvolvimento e lançamento dos diversos produtos do portfólio da Ease Labs, além de seguir para ações de marketing e relacionamento com os médicos.
Imagem: OMfotovideocontet / Shutterstock.com
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