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Golpe usa número do Itaú para tentar roubar seus dados, confira o alerta do banco

Golpistas usam números oficiais do Itaú para enganar clientes. Entenda como funciona o golpe e saiba como se proteger.

Abner BoianPor Abner Boian7 min de leitura
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O aumento de fraudes financeiras no Brasil ganhou um novo e preocupante capítulo em dezembro. O Itaú começou a alertar seus clientes sobre um golpe sofisticado em que criminosos utilizam números oficiais do próprio banco para enganar vítimas e roubar dados sensíveis. A prática, que já vinha sendo monitorada por especialistas em segurança digital, não envolve invasão de sistemas bancários nem vazamento de bases internas, mas explora uma falha estrutural das telecomunicações: a falsificação do identificador de chamadas.

Desde 15 de dezembro, clientes passaram a receber comunicados preventivos após relatos de ligações originadas, aparentemente, dos números (11) 3004-7717 e (11) 4004-4828, ambos amplamente conhecidos como canais legítimos de atendimento. Do outro lado da linha, golpistas se passam por funcionários do banco, criam um clima de urgência e convencem a vítima a fornecer senhas, códigos de autenticação ou até mesmo realizar transferências.

O caso não é isolado. Especialistas e reportagens apontam que a mesma técnica pode atingir correntistas de qualquer instituição financeira, ampliando o risco para milhões de brasileiros que confiam em chamadas identificadas como “oficiais”.

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Como funciona o golpe do número falso

Diferentemente de ataques cibernéticos tradicionais, como invasões a aplicativos ou servidores, esse tipo de fraude utiliza uma técnica conhecida como spoofing telefônico. O termo vem do inglês to spoof, que significa falsificar ou imitar.

Na prática, os criminosos conseguem alterar o identificador da chamada, fazendo com que o número exibido na tela do celular seja idêntico ao de uma central de atendimento real. Em alguns casos, se o contato estiver salvo na agenda da vítima, o telefone chega a mostrar o nome do banco ou até do gerente.

Por que o spoofing é tão perigoso

O sucesso do golpe está diretamente ligado à confiança. O consumidor foi educado ao longo dos anos a reconhecer números oficiais como um selo de legitimidade. Quando vê o telefone do banco na tela, a desconfiança diminui drasticamente.

Além disso, o spoofing não exige que o criminoso esteja fisicamente ligado àquele número. A chamada pode ser originada de qualquer lugar do mundo, usando sistemas que manipulam a sinalização da rede telefônica.

Abordagem psicológica usada pelos criminosos

O golpe não se sustenta apenas na tecnologia. Ele é cuidadosamente estruturado sobre engenharia social, uma técnica que explora emoções humanas como medo, urgência e insegurança.

Normalmente, a ligação segue um roteiro bastante parecido:

  • O atendente se identifica como funcionário do banco
  • Informa sobre uma compra suspeita, geralmente de alto valor
  • Cita transações em sites populares de e-commerce
  • Afirma que a conta pode ser bloqueada ou esvaziada
  • Pressiona o cliente a “resolver imediatamente”

A vítima, tomada pelo pânico, acaba agindo sem refletir.

Gravações e sons idênticos aos do banco

Para tornar o golpe ainda mais convincente, as quadrilhas utilizam gravações profissionais que reproduzem:

  • Menus automáticos de atendimento
  • Vozes padronizadas semelhantes às reais
  • Músicas de espera idênticas às usadas por bancos
  • Linguagem técnica e formal típica do setor financeiro

Esse nível de sofisticação faz com que até clientes experientes tenham dificuldade em perceber a fraude.

O que os golpistas pedem durante a ligação

Embora o discurso varie, o objetivo final é sempre o mesmo: obter controle financeiro da vítima. Entre as solicitações mais comuns estão:

  • Códigos de autenticação enviados por SMS
  • Senhas do aplicativo bancário
  • Dados completos do cartão
  • Confirmação de token ou iToken
  • Transferências via PIX para “contas de segurança”

Em alguns casos, os criminosos orientam a própria vítima a realizar a operação, afirmando que o valor será “devolvido” após a suposta verificação.

O banco foi invadido? Houve vazamento de dados?

Não. Esse é um ponto crucial para entender o golpe. O uso de números oficiais não significa que os sistemas do banco foram comprometidos. Também não há indícios de vazamento de bases internas de clientes.

O ataque acontece fora da infraestrutura bancária, explorando limitações das redes de telefonia, que ainda permitem a manipulação do identificador de chamadas.

Isso explica por que o problema não se restringe a uma única instituição e pode atingir bancos públicos, privados, fintechs e cooperativas.

Medidas adotadas pelo setor financeiro

Diante da escalada desse tipo de fraude, instituições financeiras e autoridades vêm intensificando ações preventivas. As principais frentes de atuação incluem:

  • Campanhas de comunicação direta com clientes
  • Alertas dentro dos aplicativos bancários
  • Parcerias com operadoras de telefonia
  • Desenvolvimento de protocolos antifraude
  • Monitoramento de padrões de chamadas suspeitas

Apesar disso, especialistas são unânimes: nenhuma barreira técnica é tão eficaz quanto a informação do usuário.

Regras que nunca mudam no atendimento bancário

Para ajudar os clientes a se protegerem, o Itaú reforçou orientações que valem não apenas para esse banco, mas para todo o sistema financeiro.

O banco nunca fará isso

  • Solicitar senhas por telefone, chat ou videochamada
  • Pedir códigos de token, iToken ou SMS
  • Orientar transferências para “cancelar” compras
  • Solicitar pagamentos para estorno de valores
  • Pedir que o cliente instale aplicativos ou compartilhe tela

Essas regras são absolutas. Se alguma ligação violar qualquer uma delas, trata-se de golpe.

O que fazer ao receber uma ligação suspeita

Mesmo que o número exibido seja o do banco, a orientação é clara: não confie apenas no identificador de chamadas.

Passo a passo recomendado

  • Desligue imediatamente a ligação
  • Não forneça nenhum dado
  • Não confirme informações pessoais
  • Não siga instruções financeiras
  • Não pressione teclas solicitadas

Em seguida, faça a verificação por conta própria.

Como confirmar se há realmente um problema na conta

A forma mais segura de checar qualquer irregularidade é iniciar o contato, e não responder a ele.

As alternativas mais seguras são:

  • Acessar o aplicativo oficial do banco
  • Usar o chat interno do app
  • Ligar para o número oficial digitado manualmente
  • Utilizar outro telefone, se possível

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Nunca retorne a ligação diretamente do histórico do aparelho, pois o spoofing pode enganar novamente.

Por que desligar é a melhor decisão

Muitos clientes acreditam que, ao permanecer na ligação, conseguirão identificar inconsistências. Na prática, isso raramente funciona.

Os golpistas são treinados para:

  • Responder rapidamente a questionamentos
  • Usar termos técnicos convincentes
  • Simular procedimentos internos
  • Manter o controle emocional da conversa

Ao desligar, você quebra a principal arma do golpe: a pressão psicológica do tempo.

Golpe pode atingir clientes de outros bancos

Embora o alerta recente envolva números do Itaú, especialistas e autoridades destacam que qualquer instituição pode ser alvo. Basta que o número seja conhecido do público.

Isso inclui:

  • Bancos tradicionais
  • Bancos digitais
  • Cooperativas de crédito
  • Instituições de pagamento
  • Operadoras de cartão

O risco é sistêmico e exige atenção constante.

Educação digital como principal defesa

A tecnologia avança rapidamente, mas os criminosos também se adaptam. Por isso, a educação digital se tornou o principal pilar de proteção financeira.

Clientes bem informados:

  • Reconhecem padrões de golpe
  • Desconfiam de urgência excessiva
  • Sabem que bancos não pedem senhas
  • Confirmam informações pelos canais oficiais
  • Reduzem drasticamente o risco de prejuízo

O impacto humano das fraudes financeiras

Além do prejuízo financeiro, vítimas desse tipo de golpe enfrentam:

  • Estresse emocional
  • Sensação de culpa
  • Medo de novas fraudes
  • Dificuldade de recuperar valores
  • Desconfiança no uso de tecnologia

Por isso, alertas preventivos e informação clara são fundamentais para reduzir danos e preservar a confiança no sistema financeiro.

Considerações finais

O golpe que utiliza números oficiais de bancos representa uma nova fase da criminalidade digital no Brasil. Ele não depende de invasões complexas, mas da combinação entre falhas estruturais da telefonia e engenharia social avançada.

A principal lição é clara: o número que aparece na tela não é garantia de segurança. Desligar, desconfiar e confirmar pelos canais oficiais são atitudes simples que podem evitar grandes prejuízos.

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Abner Boian

Autor

Abner Boian

Abner Boian é um profissional com mais de 10 anos de experiência na área de Tecnologia da Informação, com atuação em empresas nacionais e multinacionais nos setores financeiro, corporativo e digital. Especialista em infraestrutura, suporte técnico e transformação digital, destaca-se por sua capacidade de integrar soluções tecnológicas com estratégias de conteúdo. Atualmente, atua como Redator SEO no portal Seu Crédito Digital, onde combina seu conhecimento técnico com habilidades de comunicação para produzir conteúdos relevantes sobre finanças, tecnologia e benefícios sociais. Está cursando graduação em Gestão da Tecnologia da Informação, aprimorando continuamente sua visão analítica e estratégica para o ambiente digital.

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