A inteligência artificial está transformando a forma como os brasileiros interagem com serviços digitais, e o setor bancário é um dos que mais investem nessa evolução. O Itaú Unibanco, maior banco privado da América Latina, prepara uma nova geração de inteligência artificial capaz de mudar completamente a experiência dos clientes dentro do aplicativo.
Novo projeto de IA muda a forma de navegar no app do Itaú
Entenda como a nova IA do Itaú pode substituir menus tradicionais, simplificar operações bancárias e personalizar o atendimento digital.
A proposta é ambiciosa: substituir parte dos menus, telas, buscas e botões tradicionais por uma interação baseada em linguagem natural. Em vez de navegar por diversas opções até encontrar uma funcionalidade específica, o usuário poderá simplesmente dizer o que deseja fazer, enquanto a IA interpreta a solicitação e executa a tarefa.
A iniciativa acompanha uma tendência global liderada por gigantes da tecnologia como OpenAI, Google, Microsoft e Apple, que trabalham para transformar interfaces tradicionais em experiências conversacionais mais intuitivas.
Para milhões de brasileiros que utilizam aplicativos bancários diariamente, a mudança pode representar uma das maiores revoluções no relacionamento digital com instituições financeiras desde a popularização do internet banking.
O que é a nova inteligência artificial do Itaú?

A tecnologia em desenvolvimento pelo Itaú tem como objetivo tornar o aplicativo mais inteligente e contextual.
Na prática, a IA funcionará como uma camada intermediária entre o cliente e os serviços financeiros do banco.
Hoje, para realizar determinadas operações, o usuário precisa seguir vários passos.
Por exemplo:
- Abrir o aplicativo;
- Procurar o menu correto;
- Selecionar a função desejada;
- Confirmar a operação;
- Finalizar a transação.
Com a nova abordagem, parte desse processo poderá ser simplificada.
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Exemplo prático
Imagine um cliente que deseja aumentar o limite do cartão de crédito.
Atualmente, ele precisa navegar por menus específicos até encontrar a funcionalidade.
No novo modelo, bastaria escrever ou falar:
“Quero aumentar meu limite.”
A inteligência artificial interpretaria o pedido, verificaria as condições disponíveis e apresentaria as opções adequadas.
Por que os bancos querem substituir menus tradicionais?
A resposta está diretamente relacionada à experiência do usuário.
Aplicativos bancários modernos acumulam centenas de funcionalidades.
Com o passar dos anos, novas ferramentas são adicionadas constantemente.
Entre elas:
- Investimentos;
- Seguros;
- Empréstimos;
- Cartões;
- Pix;
- Consórcios;
- Pagamentos;
- Câmbio;
- Previdência privada.
O resultado é um ambiente cada vez mais complexo.
O desafio da navegação
Muitos usuários encontram dificuldade para localizar recursos específicos.
Isso gera:
- Frustração;
- Aumento do tempo de atendimento;
- Sobrecarga dos canais de suporte;
- Menor utilização de serviços disponíveis.
A inteligência artificial surge como uma solução para reduzir essa complexidade.
Como funcionará a experiência conversacional?
A tendência é que o aplicativo passe a operar de maneira semelhante aos assistentes virtuais modernos.
O usuário poderá utilizar linguagem natural para solicitar serviços.
Algumas possibilidades
- “Qual foi meu gasto com supermercado no último mês?”
- “Quanto tenho disponível para investir?”
- “Pague este boleto.”
- “Mostre minhas últimas transferências.”
- “Qual cartão tem a melhor pontuação para mim?”
- “Simule um financiamento imobiliário.”
Em vez de procurar cada funcionalidade separadamente, a IA atuaria como um intermediário inteligente.
O que muda para os clientes do Itaú?
A principal mudança será a simplificação da experiência digital.
Menos cliques
Diversas tarefas poderão ser realizadas com menos etapas.
Atendimento personalizado
A IA poderá compreender o perfil financeiro do cliente e oferecer respostas mais relevantes.
Maior agilidade
Operações que hoje exigem vários minutos poderão ser concluídas em poucos segundos.
Recomendações inteligentes
O sistema poderá sugerir ações com base no comportamento financeiro do usuário.
Por exemplo:
- Alertar sobre vencimentos próximos;
- Sugerir aplicações financeiras;
- Identificar gastos fora do padrão;
- Recomendar renegociações de dívidas.
A inteligência artificial substituirá completamente os menus?
Não necessariamente.
Especialistas do setor apontam que a tendência é uma convivência entre os dois modelos.
Interface híbrida
Durante vários anos, os aplicativos deverão manter:
- Menus tradicionais;
- Busca inteligente;
- Comandos por linguagem natural.
Isso ocorre porque diferentes perfis de usuários possuem diferentes níveis de familiaridade com tecnologia.
Enquanto algumas pessoas preferem conversar com a IA, outras continuam se sentindo mais confortáveis utilizando menus visuais.
O impacto da IA no setor bancário brasileiro
O Brasil é um dos países mais avançados do mundo em digitalização financeira.
Segundo dados do Banco Central, milhões de brasileiros utilizam aplicativos bancários diariamente para realizar pagamentos, transferências e investimentos.
Pix acelerou a transformação
O sucesso do Pix demonstrou a capacidade dos consumidores brasileiros de adotar rapidamente novas tecnologias financeiras.
Esse cenário favorece a implementação de interfaces baseadas em inteligência artificial.
Competição entre bancos
Instituições como Nubank, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa também investem fortemente em IA.
A disputa não envolve apenas produtos financeiros.
Hoje, a experiência digital tornou-se um diferencial competitivo.
Quais tecnologias estão por trás dessa evolução?
A nova geração de assistentes bancários utiliza modelos avançados de linguagem.
Esses sistemas são capazes de:
- Compreender contexto;
- Interpretar intenções;
- Gerar respostas;
- Executar ações complexas.
Inteligência artificial generativa
A popularização de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot mostrou que a IA consegue manter conversas mais naturais do que os assistentes tradicionais.
O setor financeiro busca adaptar essas capacidades ao ambiente bancário.
Integração com dados internos
O grande diferencial dos bancos está na integração com informações financeiras reais dos clientes.
Isso permite respostas altamente personalizadas.
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Quais são os desafios dessa tecnologia?
Apesar do potencial, existem obstáculos importantes.
Segurança
O setor bancário trabalha com dados extremamente sensíveis.
A proteção das informações continua sendo prioridade absoluta.
Privacidade
O uso de IA exige conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Os clientes precisam ter clareza sobre:
- Quais dados são utilizados;
- Como são processados;
- Para quais finalidades.
Precisão
Uma resposta incorreta pode gerar problemas financeiros relevantes.
Por isso, os sistemas passam por extensos testes antes da implementação.
A IA poderá substituir atendentes humanos?

A tendência não é a substituição completa.
Automação de tarefas simples
A inteligência artificial deve assumir demandas repetitivas.
Exemplos:
- Consultas de saldo;
- Segunda via de boletos;
- Informações sobre produtos.
Atendimento especializado
Situações mais complexas continuarão exigindo participação humana.
Isso inclui:
- Renegociação de dívidas;
- Questões jurídicas;
- Análises financeiras personalizadas.
O cenário mais provável é de colaboração entre humanos e sistemas inteligentes.
Como a IA pode ajudar na educação financeira?
Esse é um dos usos mais promissores.
A inteligência artificial pode transformar informações complexas em orientações simples e acessíveis.
Exemplos
- Explicar investimentos;
- Comparar modalidades de crédito;
- Identificar desperdícios financeiros;
- Auxiliar no planejamento orçamentário.
Para milhões de brasileiros, isso pode representar maior acesso à educação financeira personalizada.
O futuro dos aplicativos bancários
Especialistas acreditam que a próxima geração de aplicativos será menos baseada em navegação tradicional e mais orientada por intenção.
Em vez de procurar funções, os usuários simplesmente informarão o que desejam fazer.
Essa mudança se assemelha à evolução observada em buscadores, assistentes virtuais e plataformas digitais nos últimos anos.
No longo prazo, a inteligência artificial poderá se tornar a principal interface entre clientes e instituições financeiras.
Conclusão
A aposta do Itaú em uma inteligência artificial capaz de substituir parte dos menus e botões do aplicativo representa um passo importante na evolução dos serviços bancários digitais.
A proposta busca tornar a experiência mais simples, intuitiva e personalizada, permitindo que os clientes realizem operações financeiras utilizando linguagem natural.
Embora desafios relacionados à segurança, privacidade e confiabilidade ainda precisem ser superados, a tendência indica que a inteligência artificial terá papel cada vez mais central na forma como os brasileiros interagem com bancos.
Se a tecnologia atingir o potencial esperado, os aplicativos bancários do futuro poderão funcionar muito mais como assistentes financeiros inteligentes do que como plataformas repletas de menus e opções complexas.
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