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Novo projeto de IA muda a forma de navegar no app do Itaú

A inteligência artificial está transformando a forma como os brasileiros interagem com serviços digitais, e o setor bancário é um dos que mais investem nessa evolução. O Itaú Unibanco, maior banco privado da América Latina, prepara uma nova geração de inteligência artificial capaz de mudar completamente a experiência dos clientes dentro do aplicativo. A proposta […]

Avatar de Julia Fernandes Julia Fernandes · · 7 min de leitura
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A inteligência artificial está transformando a forma como os brasileiros interagem com serviços digitais, e o setor bancário é um dos que mais investem nessa evolução. O Itaú Unibanco, maior banco privado da América Latina, prepara uma nova geração de inteligência artificial capaz de mudar completamente a experiência dos clientes dentro do aplicativo.

A proposta é ambiciosa: substituir parte dos menus, telas, buscas e botões tradicionais por uma interação baseada em linguagem natural. Em vez de navegar por diversas opções até encontrar uma funcionalidade específica, o usuário poderá simplesmente dizer o que deseja fazer, enquanto a IA interpreta a solicitação e executa a tarefa.

A iniciativa acompanha uma tendência global liderada por gigantes da tecnologia como OpenAI, Google, Microsoft e Apple, que trabalham para transformar interfaces tradicionais em experiências conversacionais mais intuitivas.

Para milhões de brasileiros que utilizam aplicativos bancários diariamente, a mudança pode representar uma das maiores revoluções no relacionamento digital com instituições financeiras desde a popularização do internet banking.

O que é a nova inteligência artificial do Itaú?

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

A tecnologia em desenvolvimento pelo Itaú tem como objetivo tornar o aplicativo mais inteligente e contextual.

Na prática, a IA funcionará como uma camada intermediária entre o cliente e os serviços financeiros do banco.

Hoje, para realizar determinadas operações, o usuário precisa seguir vários passos.

Por exemplo:

  • Abrir o aplicativo;
  • Procurar o menu correto;
  • Selecionar a função desejada;
  • Confirmar a operação;
  • Finalizar a transação.

Com a nova abordagem, parte desse processo poderá ser simplificada.

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Exemplo prático

Imagine um cliente que deseja aumentar o limite do cartão de crédito.

Atualmente, ele precisa navegar por menus específicos até encontrar a funcionalidade.

No novo modelo, bastaria escrever ou falar:

“Quero aumentar meu limite.”

A inteligência artificial interpretaria o pedido, verificaria as condições disponíveis e apresentaria as opções adequadas.

Por que os bancos querem substituir menus tradicionais?

A resposta está diretamente relacionada à experiência do usuário.

Aplicativos bancários modernos acumulam centenas de funcionalidades.

Com o passar dos anos, novas ferramentas são adicionadas constantemente.

Entre elas:

  • Investimentos;
  • Seguros;
  • Empréstimos;
  • Cartões;
  • Pix;
  • Consórcios;
  • Pagamentos;
  • Câmbio;
  • Previdência privada.

O resultado é um ambiente cada vez mais complexo.

O desafio da navegação

Muitos usuários encontram dificuldade para localizar recursos específicos.

Isso gera:

  • Frustração;
  • Aumento do tempo de atendimento;
  • Sobrecarga dos canais de suporte;
  • Menor utilização de serviços disponíveis.

A inteligência artificial surge como uma solução para reduzir essa complexidade.

Como funcionará a experiência conversacional?

A tendência é que o aplicativo passe a operar de maneira semelhante aos assistentes virtuais modernos.

O usuário poderá utilizar linguagem natural para solicitar serviços.

Algumas possibilidades

  • “Qual foi meu gasto com supermercado no último mês?”
  • “Quanto tenho disponível para investir?”
  • “Pague este boleto.”
  • “Mostre minhas últimas transferências.”
  • “Qual cartão tem a melhor pontuação para mim?”
  • “Simule um financiamento imobiliário.”

Em vez de procurar cada funcionalidade separadamente, a IA atuaria como um intermediário inteligente.

O que muda para os clientes do Itaú?

A principal mudança será a simplificação da experiência digital.

Menos cliques

Diversas tarefas poderão ser realizadas com menos etapas.

Atendimento personalizado

A IA poderá compreender o perfil financeiro do cliente e oferecer respostas mais relevantes.

Maior agilidade

Operações que hoje exigem vários minutos poderão ser concluídas em poucos segundos.

Recomendações inteligentes

O sistema poderá sugerir ações com base no comportamento financeiro do usuário.

Por exemplo:

  • Alertar sobre vencimentos próximos;
  • Sugerir aplicações financeiras;
  • Identificar gastos fora do padrão;
  • Recomendar renegociações de dívidas.

A inteligência artificial substituirá completamente os menus?

Não necessariamente.

Especialistas do setor apontam que a tendência é uma convivência entre os dois modelos.

Interface híbrida

Durante vários anos, os aplicativos deverão manter:

  • Menus tradicionais;
  • Busca inteligente;
  • Comandos por linguagem natural.

Isso ocorre porque diferentes perfis de usuários possuem diferentes níveis de familiaridade com tecnologia.

Enquanto algumas pessoas preferem conversar com a IA, outras continuam se sentindo mais confortáveis utilizando menus visuais.

O impacto da IA no setor bancário brasileiro

O Brasil é um dos países mais avançados do mundo em digitalização financeira.

Segundo dados do Banco Central, milhões de brasileiros utilizam aplicativos bancários diariamente para realizar pagamentos, transferências e investimentos.

Pix acelerou a transformação

O sucesso do Pix demonstrou a capacidade dos consumidores brasileiros de adotar rapidamente novas tecnologias financeiras.

Esse cenário favorece a implementação de interfaces baseadas em inteligência artificial.

Competição entre bancos

Instituições como Nubank, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa também investem fortemente em IA.

A disputa não envolve apenas produtos financeiros.

Hoje, a experiência digital tornou-se um diferencial competitivo.

Quais tecnologias estão por trás dessa evolução?

A nova geração de assistentes bancários utiliza modelos avançados de linguagem.

Esses sistemas são capazes de:

  • Compreender contexto;
  • Interpretar intenções;
  • Gerar respostas;
  • Executar ações complexas.

Inteligência artificial generativa

A popularização de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot mostrou que a IA consegue manter conversas mais naturais do que os assistentes tradicionais.

O setor financeiro busca adaptar essas capacidades ao ambiente bancário.

Integração com dados internos

O grande diferencial dos bancos está na integração com informações financeiras reais dos clientes.

Isso permite respostas altamente personalizadas.

Quais são os desafios dessa tecnologia?

Apesar do potencial, existem obstáculos importantes.

Segurança

O setor bancário trabalha com dados extremamente sensíveis.

A proteção das informações continua sendo prioridade absoluta.

Privacidade

O uso de IA exige conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Os clientes precisam ter clareza sobre:

  • Quais dados são utilizados;
  • Como são processados;
  • Para quais finalidades.

Precisão

Uma resposta incorreta pode gerar problemas financeiros relevantes.

Por isso, os sistemas passam por extensos testes antes da implementação.

A IA poderá substituir atendentes humanos?

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

A tendência não é a substituição completa.

Automação de tarefas simples

A inteligência artificial deve assumir demandas repetitivas.

Exemplos:

  • Consultas de saldo;
  • Segunda via de boletos;
  • Informações sobre produtos.

Atendimento especializado

Situações mais complexas continuarão exigindo participação humana.

Isso inclui:

  • Renegociação de dívidas;
  • Questões jurídicas;
  • Análises financeiras personalizadas.

O cenário mais provável é de colaboração entre humanos e sistemas inteligentes.

Como a IA pode ajudar na educação financeira?

Esse é um dos usos mais promissores.

A inteligência artificial pode transformar informações complexas em orientações simples e acessíveis.

Exemplos

  • Explicar investimentos;
  • Comparar modalidades de crédito;
  • Identificar desperdícios financeiros;
  • Auxiliar no planejamento orçamentário.

Para milhões de brasileiros, isso pode representar maior acesso à educação financeira personalizada.

O futuro dos aplicativos bancários

Especialistas acreditam que a próxima geração de aplicativos será menos baseada em navegação tradicional e mais orientada por intenção.

Em vez de procurar funções, os usuários simplesmente informarão o que desejam fazer.

Essa mudança se assemelha à evolução observada em buscadores, assistentes virtuais e plataformas digitais nos últimos anos.

No longo prazo, a inteligência artificial poderá se tornar a principal interface entre clientes e instituições financeiras.

Conclusão

A aposta do Itaú em uma inteligência artificial capaz de substituir parte dos menus e botões do aplicativo representa um passo importante na evolução dos serviços bancários digitais.

A proposta busca tornar a experiência mais simples, intuitiva e personalizada, permitindo que os clientes realizem operações financeiras utilizando linguagem natural.

Embora desafios relacionados à segurança, privacidade e confiabilidade ainda precisem ser superados, a tendência indica que a inteligência artificial terá papel cada vez mais central na forma como os brasileiros interagem com bancos.

Se a tecnologia atingir o potencial esperado, os aplicativos bancários do futuro poderão funcionar muito mais como assistentes financeiros inteligentes do que como plataformas repletas de menus e opções complexas.

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