O Itaú Unibanco voltou a apresentar resultados robustos no primeiro trimestre de 2026, reforçando sua posição como o banco mais rentável entre os grandes bancos brasileiros. Mesmo com lucro bilionário, avanço da rentabilidade e indicadores de inadimplência considerados sólidos, as ações ITUB4 encerraram o pregão em queda de 1,60%, cotadas a R$ 41,78.
Itaú registra lucro bilionário no 1T26; mercado reage com cautela
Itaú mantém lucro forte no 1T26, melhora rentabilidade e segue favorito de analistas, apesar da queda das ações após balanço.
O movimento do mercado mostrou que, apesar do desempenho positivo, investidores esperavam sinais ainda mais fortes de aceleração dos lucros em meio ao cenário de juros elevados e desaceleração econômica no Brasil.
Ainda assim, casas de análise como Genial Investimentos, Goldman Sachs, JPMorgan e Bradesco BBI mantiveram visão positiva para o papel, destacando a capacidade do banco de atravessar diferentes ciclos econômicos mantendo elevada rentabilidade.
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Itaú lucra R$ 12,28 bilhões no primeiro trimestre de 2026
O lucro líquido recorrente do Itaú no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 12,28 bilhões.
O resultado representou:
- queda de 0,3% frente ao quarto trimestre de 2025;
- alta de 10,4% na comparação anual.
O desempenho ficou praticamente em linha com as projeções do mercado financeiro e reforçou a consistência operacional do banco.
Mesmo com leve desaceleração trimestral, o Itaú manteve uma das maiores rentabilidades do setor bancário brasileiro.
ROE segue em nível elevado e reforça liderança do banco
O principal destaque do trimestre foi novamente o ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido).
O indicador atingiu:
- 24,8% no 1T26;
- avanço de 0,4 ponto percentual no trimestre;
- crescimento de 2,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.
O ROE é considerado um dos principais indicadores para avaliar eficiência e rentabilidade bancária.
O que significa um ROE de quase 25%
Na prática, o indicador mostra quanto lucro o banco consegue gerar em relação ao patrimônio dos acionistas.
Para investidores, um ROE próximo de 25% coloca o Itaú em posição muito superior à média do setor bancário brasileiro e também acima de diversos bancos internacionais.
Segundo analistas da Genial Investimentos, o banco segue mantendo ampla vantagem competitiva frente aos principais concorrentes.
Por que o lucro desacelerou no trimestre
Apesar do resultado forte, o início do ano trouxe alguns fatores sazonais que afetaram parcialmente o desempenho.
Menor volume de negócios no começo do ano
Historicamente, o primeiro trimestre costuma apresentar:
- menos dias úteis;
- menor atividade econômica;
- desaceleração nas operações financeiras;
- menor demanda por crédito corporativo.
Além disso, o Itaú antecipou pagamento de dividendos no fim de 2025, o que reduziu temporariamente parte do capital disponível para geração de receitas financeiras.
Segundo a Genial, isso impactou cerca de R$ 400 milhões no lucro líquido.
Receita de dividendos também caiu
Outro fator citado pelos analistas foi a redução das receitas vindas de participações quase-equity, o que limitou parte do crescimento operacional.
Mesmo assim, o banco conseguiu preservar margens elevadas e eficiência operacional.
Carteira de crédito continua crescendo
O Itaú apresentou expansão anual de 7,2% na carteira de crédito.
O avanço mostra que o banco segue ampliando operações mesmo em um cenário ainda desafiador para consumo e empresas.
Crescimento equilibrado do crédito
O banco vem mantendo foco em:
- crédito consignado;
- financiamento imobiliário;
- linhas para empresas;
- crédito com maior garantia;
- operações com menor risco.
Esse movimento ajuda a preservar qualidade da carteira mesmo em períodos de juros altos.
Inadimplência segue abaixo da média do setor
Um dos pontos mais elogiados pelos analistas foi o comportamento da inadimplência.
Segundo o JPMorgan, o Itaú possui aproximadamente metade do índice de inadimplência do setor em diversos produtos financeiros.
Comparação com o mercado
Os números apresentados impressionaram:
- empréstimos pessoais: 5,1% no Itaú contra 9,3% no setor;
- cartões de crédito: 5,1% versus 10,2%;
- crédito consignado privado: 4,2% contra 7,1%.
Mesmo considerando diferenças contábeis entre bancos, os indicadores reforçam a percepção de maior controle de risco da instituição.
Qualidade da carteira tranquiliza investidores
Em um momento em que o mercado teme deterioração do crédito no Brasil, a estabilidade da inadimplência virou um diferencial importante.
Analistas avaliam que o Itaú consegue:
- selecionar melhor clientes;
- controlar risco de crédito;
- reduzir perdas;
- preservar margens elevadas.
Isso ajuda o banco a manter rentabilidade mesmo em ciclos econômicos mais difíceis.
Receita com tarifas caiu no trimestre
As receitas de tarifas apresentaram queda de 7% frente ao trimestre anterior.
Segundo analistas, isso ocorreu principalmente por:
- sazonalidade do início do ano;
- menor desempenho em cartões;
- redução das taxas de performance.
Apesar disso, o mercado não enxergou deterioração estrutural no negócio.
Controle de despesas ajudou resultado
Outro destaque positivo foi o avanço na eficiência operacional.
O Itaú conseguiu melhorar:
- controle de custos;
- despesas administrativas;
- eficiência operacional;
- gestão de capital.
Analistas acreditam que o banco ainda possui espaço relevante para continuar reduzindo despesas nos próximos anos.
Analistas seguem otimistas com ITUB4
Mesmo após a queda das ações no pregão, as principais instituições financeiras mantiveram recomendação positiva para ITUB4.
Genial vê potencial de alta de quase 25%
A Genial Investimentos reiterou recomendação de compra e elevou destaque para:
- crescimento consistente dos lucros;
- elevada geração de dividendos;
- eficiência operacional;
- rentabilidade acima dos concorrentes.
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O preço-alvo indicado pela casa é de:
- R$ 53 por ação;
- potencial de valorização de aproximadamente 24,8%.
Além disso, a projeção aponta:
- dividend yield estimado em 7%;
- lucro de R$ 52 bilhões em 2026;
- crescimento anual de cerca de 11%.
Goldman Sachs mantém visão positiva
O Goldman Sachs destacou que o lucro ficou levemente abaixo de suas projeções, mas ainda acima do consenso da Bloomberg.
Para o banco americano, o Itaú segue apresentando:
- capital sólido;
- forte rentabilidade;
- boa qualidade dos ativos;
- menor vulnerabilidade ao ciclo de crédito.
JPMorgan reforça diferencial competitivo
O JPMorgan também manteve visão construtiva, destacando principalmente:
- inadimplência abaixo do setor;
- consistência operacional;
- capacidade de geração de lucro.
Bradesco BBI vê continuidade operacional
Já o Bradesco BBI avaliou o balanço como sólido e sem surpresas negativas.
O banco manteve:
- recomendação positiva;
- preço-alvo de R$ 45 para ITUB4.
Por que as ações caíram mesmo com resultado forte?
A reação negativa do mercado chamou atenção porque o balanço foi considerado sólido.
Mas alguns fatores ajudam a explicar o movimento.
Mercado já esperava números fortes
Parte dos investidores já havia precificado um bom resultado antes da divulgação.
Quando o balanço veio apenas “em linha” com as expectativas, houve realização de lucros.
Crescimento perdeu ritmo
Outro ponto observado foi a interrupção de uma sequência de 12 trimestres consecutivos de crescimento relevante dos lucros.
Embora a desaceleração tenha sido pequena, parte do mercado esperava aceleração maior.
Itaú continua sendo favorito entre os bancões?
Para grande parte dos analistas, sim.
O banco segue sendo visto como:
- mais eficiente;
- mais rentável;
- mais resiliente;
- melhor posicionado em gestão de risco.
Além disso, o Itaú mantém forte geração de caixa e política robusta de distribuição de dividendos.
Dividendos seguem atraindo investidores
Com payout próximo de 70%, o banco continua sendo uma das principais escolhas de investidores focados em renda passiva.
O cenário de juros elevados também ajuda instituições financeiras com forte capacidade operacional.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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