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Itaú registra lucro bilionário no 1T26; mercado reage com cautela

Itaú mantém lucro forte no 1T26, melhora rentabilidade e segue favorito de analistas, apesar da queda das ações após balanço.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Itaú registra lucro bilionário no 1T26; mercado reage com cautela

O Itaú Unibanco voltou a apresentar resultados robustos no primeiro trimestre de 2026, reforçando sua posição como o banco mais rentável entre os grandes bancos brasileiros. Mesmo com lucro bilionário, avanço da rentabilidade e indicadores de inadimplência considerados sólidos, as ações ITUB4 encerraram o pregão em queda de 1,60%, cotadas a R$ 41,78.

O movimento do mercado mostrou que, apesar do desempenho positivo, investidores esperavam sinais ainda mais fortes de aceleração dos lucros em meio ao cenário de juros elevados e desaceleração econômica no Brasil.

Ainda assim, casas de análise como Genial Investimentos, Goldman Sachs, JPMorgan e Bradesco BBI mantiveram visão positiva para o papel, destacando a capacidade do banco de atravessar diferentes ciclos econômicos mantendo elevada rentabilidade.

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Itaú lucra R$ 12,28 bilhões no primeiro trimestre de 2026

O lucro líquido recorrente do Itaú no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 12,28 bilhões.

O resultado representou:

  • queda de 0,3% frente ao quarto trimestre de 2025;
  • alta de 10,4% na comparação anual.

O desempenho ficou praticamente em linha com as projeções do mercado financeiro e reforçou a consistência operacional do banco.

Mesmo com leve desaceleração trimestral, o Itaú manteve uma das maiores rentabilidades do setor bancário brasileiro.

ROE segue em nível elevado e reforça liderança do banco

O principal destaque do trimestre foi novamente o ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido).

O indicador atingiu:

  • 24,8% no 1T26;
  • avanço de 0,4 ponto percentual no trimestre;
  • crescimento de 2,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

O ROE é considerado um dos principais indicadores para avaliar eficiência e rentabilidade bancária.

O que significa um ROE de quase 25%

Na prática, o indicador mostra quanto lucro o banco consegue gerar em relação ao patrimônio dos acionistas.

Para investidores, um ROE próximo de 25% coloca o Itaú em posição muito superior à média do setor bancário brasileiro e também acima de diversos bancos internacionais.

Segundo analistas da Genial Investimentos, o banco segue mantendo ampla vantagem competitiva frente aos principais concorrentes.

Por que o lucro desacelerou no trimestre

Apesar do resultado forte, o início do ano trouxe alguns fatores sazonais que afetaram parcialmente o desempenho.

Menor volume de negócios no começo do ano

Historicamente, o primeiro trimestre costuma apresentar:

  • menos dias úteis;
  • menor atividade econômica;
  • desaceleração nas operações financeiras;
  • menor demanda por crédito corporativo.

Além disso, o Itaú antecipou pagamento de dividendos no fim de 2025, o que reduziu temporariamente parte do capital disponível para geração de receitas financeiras.

Segundo a Genial, isso impactou cerca de R$ 400 milhões no lucro líquido.

Receita de dividendos também caiu

Outro fator citado pelos analistas foi a redução das receitas vindas de participações quase-equity, o que limitou parte do crescimento operacional.

Mesmo assim, o banco conseguiu preservar margens elevadas e eficiência operacional.

Carteira de crédito continua crescendo

O Itaú apresentou expansão anual de 7,2% na carteira de crédito.

O avanço mostra que o banco segue ampliando operações mesmo em um cenário ainda desafiador para consumo e empresas.

Crescimento equilibrado do crédito

O banco vem mantendo foco em:

  • crédito consignado;
  • financiamento imobiliário;
  • linhas para empresas;
  • crédito com maior garantia;
  • operações com menor risco.

Esse movimento ajuda a preservar qualidade da carteira mesmo em períodos de juros altos.

Inadimplência segue abaixo da média do setor

Um dos pontos mais elogiados pelos analistas foi o comportamento da inadimplência.

Segundo o JPMorgan, o Itaú possui aproximadamente metade do índice de inadimplência do setor em diversos produtos financeiros.

Comparação com o mercado

Os números apresentados impressionaram:

  • empréstimos pessoais: 5,1% no Itaú contra 9,3% no setor;
  • cartões de crédito: 5,1% versus 10,2%;
  • crédito consignado privado: 4,2% contra 7,1%.

Mesmo considerando diferenças contábeis entre bancos, os indicadores reforçam a percepção de maior controle de risco da instituição.

Qualidade da carteira tranquiliza investidores

Em um momento em que o mercado teme deterioração do crédito no Brasil, a estabilidade da inadimplência virou um diferencial importante.

Analistas avaliam que o Itaú consegue:

  • selecionar melhor clientes;
  • controlar risco de crédito;
  • reduzir perdas;
  • preservar margens elevadas.

Isso ajuda o banco a manter rentabilidade mesmo em ciclos econômicos mais difíceis.

Receita com tarifas caiu no trimestre

As receitas de tarifas apresentaram queda de 7% frente ao trimestre anterior.

Segundo analistas, isso ocorreu principalmente por:

  • sazonalidade do início do ano;
  • menor desempenho em cartões;
  • redução das taxas de performance.

Apesar disso, o mercado não enxergou deterioração estrutural no negócio.

Controle de despesas ajudou resultado

Outro destaque positivo foi o avanço na eficiência operacional.

O Itaú conseguiu melhorar:

  • controle de custos;
  • despesas administrativas;
  • eficiência operacional;
  • gestão de capital.

Analistas acreditam que o banco ainda possui espaço relevante para continuar reduzindo despesas nos próximos anos.

Analistas seguem otimistas com ITUB4

Mesmo após a queda das ações no pregão, as principais instituições financeiras mantiveram recomendação positiva para ITUB4.

Genial vê potencial de alta de quase 25%

A Genial Investimentos reiterou recomendação de compra e elevou destaque para:

  • crescimento consistente dos lucros;
  • elevada geração de dividendos;
  • eficiência operacional;
  • rentabilidade acima dos concorrentes.

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O preço-alvo indicado pela casa é de:

  • R$ 53 por ação;
  • potencial de valorização de aproximadamente 24,8%.

Além disso, a projeção aponta:

  • dividend yield estimado em 7%;
  • lucro de R$ 52 bilhões em 2026;
  • crescimento anual de cerca de 11%.

Goldman Sachs mantém visão positiva

O Goldman Sachs destacou que o lucro ficou levemente abaixo de suas projeções, mas ainda acima do consenso da Bloomberg.

Para o banco americano, o Itaú segue apresentando:

  • capital sólido;
  • forte rentabilidade;
  • boa qualidade dos ativos;
  • menor vulnerabilidade ao ciclo de crédito.

JPMorgan reforça diferencial competitivo

O JPMorgan também manteve visão construtiva, destacando principalmente:

  • inadimplência abaixo do setor;
  • consistência operacional;
  • capacidade de geração de lucro.

Bradesco BBI vê continuidade operacional

Já o Bradesco BBI avaliou o balanço como sólido e sem surpresas negativas.

O banco manteve:

  • recomendação positiva;
  • preço-alvo de R$ 45 para ITUB4.

Por que as ações caíram mesmo com resultado forte?

A reação negativa do mercado chamou atenção porque o balanço foi considerado sólido.

Mas alguns fatores ajudam a explicar o movimento.

Mercado já esperava números fortes

Parte dos investidores já havia precificado um bom resultado antes da divulgação.

Quando o balanço veio apenas “em linha” com as expectativas, houve realização de lucros.

Crescimento perdeu ritmo

Outro ponto observado foi a interrupção de uma sequência de 12 trimestres consecutivos de crescimento relevante dos lucros.

Embora a desaceleração tenha sido pequena, parte do mercado esperava aceleração maior.

Itaú continua sendo favorito entre os bancões?

Para grande parte dos analistas, sim.

O banco segue sendo visto como:

  • mais eficiente;
  • mais rentável;
  • mais resiliente;
  • melhor posicionado em gestão de risco.

Além disso, o Itaú mantém forte geração de caixa e política robusta de distribuição de dividendos.

Dividendos seguem atraindo investidores

Com payout próximo de 70%, o banco continua sendo uma das principais escolhas de investidores focados em renda passiva.

O cenário de juros elevados também ajuda instituições financeiras com forte capacidade operacional.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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