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Itaú (ITUB4) lidera recomendações de analistas para junho

Itaú Unibanco é a ação mais recomendada para junho de 2025, seguido por Petrobras e Vale. Veja o que esperar da Bolsa neste mês.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
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O Itaú Unibanco (ITUB4) começa junho como a ação mais recomendada por analistas de bancos, corretoras e casas de investimento. De acordo com levantamento com 18 instituições, o papel do maior banco privado do país aparece em 12 carteiras recomendadas. Na sequência, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) surgem empatadas com 11 indicações cada.

A consolidação dessas carteiras ocorre logo após o fechamento da temporada de balanços do primeiro trimestre de 2025, com resultados robustos dos principais bancos e da estatal petrolífera.

Em maio, Itaú e Petrobras dividiam a liderança das recomendações, mas a performance e os fundamentos do banco acabaram garantindo a dianteira isolada neste início de junho.

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Ibovespa em alta histórica anima investidores

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Imagem: Reprodução

O otimismo com o mercado brasileiro é reforçado pelo desempenho do Ibovespa, que ultrapassou os 140 mil pontos em maio, um marco histórico. A entrada de capital estrangeiro e a perspectiva de queda da taxa Selic nos próximos meses reforçam o apetite por ações brasileiras, especialmente aquelas consideradas mais sólidas e resilientes.

O contexto macroeconômico também tem favorecido o Brasil no cenário global. Investidores estrangeiros buscam diversificar fora dos Estados Unidos, especialmente diante das incertezas geradas pelo chamado “Trumponomics” e da valorização esticada das ações americanas.

Destaques do mês: análise das ações mais recomendadas

Itaú Unibanco: resultado consistente e ROE elevado

O bom desempenho do Itaú no primeiro trimestre de 2025 confirmou as expectativas de analistas. O banco reportou um lucro líquido recorrente de R$ 11,1 bilhões, com retorno sobre patrimônio líquido (ROAE) de 22,5% e índice de eficiência de 38%.

Expansão de crédito e melhoria nos spreads

Segundo o Santander, o Itaú tende a elevar o ROE de longo prazo de 19% para 20%, com expansão da margem financeira graças à melhora dos spreads e aumento nas receitas com comissões bancárias.

Além disso, a estabilização da inadimplência permitirá que o banco acelere a concessão de crédito em segmentos estratégicos. Esses movimentos são vistos como positivos para a geração de valor e manutenção de dividendos consistentes.

Riscos monitorados pelos analistas

Apesar do otimismo, os analistas alertam para possíveis riscos que podem impactar os resultados do banco: enfraquecimento da economia, crescimento da inadimplência e a crescente concorrência de fintechs.

Petrobras: margens elevadas e dividendos atrativos

A Petrobras permanece no radar dos investidores por sua sólida posição de liderança na produção de petróleo no Brasil, especialmente na região do pré-sal.

Lucro forte e acima do esperado

A estatal reportou lucro líquido de R$ 35,2 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento de 48,6% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado superou as projeções do mercado, que estimavam lucro de R$ 28,5 bilhões.

Dividendos acima da média

Segundo a Terra Investimentos, a companhia deve manter a política de distribuição de dividendos robustos, com yield estimado em 15% nos próximos 12 meses. A empresa também se beneficia de custos de extração baixos, que garantem margens operacionais próximas de 52%.

Vulnerabilidades no radar

Ainda assim, a Petrobras está exposta à volatilidade dos preços internacionais do petróleo e a possíveis interferências políticas e regulatórias, que podem afetar suas decisões estratégicas e sua lucratividade futura.

Vale: minério de ferro e foco no retorno ao acionista

A mineradora Vale também se manteve entre as mais recomendadas para junho, apoiada em fundamentos sólidos e valuation atrativo.

Benefício dos prêmios no minério

O Banco Safra destacou a perspectiva de prêmios mais altos para o minério de ferro e um ambiente positivo para redução de custos operacionais, o que deve impulsionar a receita da mineradora.

Distribuição de lucros e recompra de ações

A gestão da Vale continua focada na remuneração ao acionista, com possibilidade de dividendos extraordinários e programas de recompra de ações.

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No trimestre, a empresa lucrou US$ 1,39 bilhão, queda de 17% em relação ao ano anterior, mas em linha com o cenário de preços internacionais mais baixos. Analistas esperavam lucro de US$ 1,62 bilhão, o que trouxe certa frustração, mas não comprometeu a confiança na empresa no médio prazo.

Perspectivas para o Ibovespa em junho

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Imagem: oatawa / Shutterstock.com

Ciclo positivo pode ganhar força

A Empiricus Research vê a formação de um ciclo positivo para o mercado acionário brasileiro, com potencial de valorização do Ibovespa nos próximos meses. Um dos fatores que sustenta essa visão é o valuation atrativo: o índice negocia com P/L projetado de 9x para 2026, abaixo da média histórica de 11,4x.

Queda da Selic deve impulsionar ações

Com o pico da taxa Selic já tendo sido atingido, espera-se um movimento gradual de corte nos juros a partir do fim de 2025. Isso tende a reduzir a atratividade da renda fixa e impulsionar o fluxo para a renda variável.

Capital estrangeiro como motor do crescimento

A entrada de recursos estrangeiros tem sido o principal catalisador do avanço da Bolsa. Segundo a Empiricus, a combinação de valuations atrativos, estabilidade política relativa e menor exposição ao conflito comercial entre EUA e China faz da América Latina – e particularmente o Brasil – um destino preferencial para realocação de capital.

Ranking das ações mais recomendadas de junho

As favoritas dos analistas

PosiçãoAçãoNº de Recomendações
Itaú Unibanco12
Petrobras11
Vale11
Eletrobras8
Equatorial8
Prio (PetroRio)8
Copel (CPLE6)7
Caixa Seguridade6
Suzano6
Sabesp (SBSP3)6

No total, foram 197 recomendações envolvendo 68 ações diferentes. O número mostra uma leve concentração em papéis de alta liquidez e boa previsibilidade de resultado, característica valorizada em momentos de transição no ciclo de juros.

Considerações finais

As recomendações para junho mostram uma preferência clara do mercado por empresas com fundamentos sólidos, resultados previsíveis e bom histórico de retorno ao acionista. Itaú, Petrobras e Vale seguem como pilares de muitas carteiras recomendadas, mas a atenção também está voltada para o comportamento dos juros e o apetite do investidor estrangeiro.

A combinação entre valuation atrativo, estabilidade econômica e redução do juro real pode impulsionar ainda mais o Ibovespa nas próximas semanas. Para os investidores, o momento exige atenção aos indicadores macroeconômicos e disciplina na seleção de ativos.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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