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Swift inicia testes com 17 bancos, e Itaú representa o Brasil em projeto de tokenização

Itaú integra grupo de 17 bancos que testarão pagamentos internacionais com depósitos tokenizados em nova infraestrutura blockchain da Swift.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
itaú swift

O Itaú Unibanco foi escolhido para integrar um grupo de 17 instituições financeiras que participarão de um projeto internacional da Swift para testar pagamentos transfronteiriços utilizando depósitos tokenizados em uma infraestrutura baseada em blockchain.

A iniciativa representa mais um passo da transformação digital do sistema financeiro global e coloca um banco brasileiro entre as principais instituições que estudam novas formas de tornar as transferências internacionais mais rápidas, eficientes e disponíveis 24 horas por dia.

O projeto também evidencia o avanço das tecnologias de tokenização dentro do mercado financeiro regulado, sem substituir as regras de segurança e supervisão já existentes.

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O que é o novo projeto da Swift?

Itaú
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A Swift, cooperativa responsável por uma das maiores redes de mensagens financeiras do mundo, anunciou que concluiu o desenvolvimento inicial de seu novo livro-razão distribuído (ledger) baseado em blockchain.

A plataforma será utilizada em testes controlados por bancos de seis continentes.

O objetivo é permitir que instituições financeiras realizem movimentações internacionais utilizando depósitos tokenizados antes da liquidação definitiva pelos sistemas bancários tradicionais.

Na prática, a proposta busca ampliar a disponibilidade das operações, reduzindo limitações de horário e aumentando a eficiência dos pagamentos internacionais.

Itaú representa o Brasil no grupo de bancos

O Itaú Unibanco é a única instituição financeira brasileira confirmada entre os participantes do piloto.

Ao lado dele estarão alguns dos maiores bancos do mundo, entre eles:

  • Citi;
  • HSBC;
  • BNP Paribas;
  • BNY;
  • DBS;
  • Standard Chartered;
  • UBS;
  • Wells Fargo;
  • MUFG;
  • Lloyds Bank;
  • ANZ.

A participação reforça o protagonismo do setor bancário brasileiro em projetos internacionais voltados à inovação financeira.

O que são depósitos tokenizados?

Os depósitos tokenizados são representações digitais de dinheiro emitidas pelos próprios bancos em ambientes blockchain.

Diferentemente das criptomoedas tradicionais, eles continuam vinculados ao sistema financeiro regulado e representam depósitos reais mantidos pelas instituições.

Em outras palavras, o cliente continua utilizando dinheiro bancário convencional, mas sua representação digital permite operações mais rápidas e automatizadas.

Como a tecnologia deve funcionar?

Segundo a Swift, a nova infraestrutura atuará como uma camada de coordenação entre os bancos.

O sistema permitirá que instituições movimentem recursos de forma contínua, inclusive:

  • durante a noite;
  • aos finais de semana;
  • em feriados;
  • fora do horário tradicional de funcionamento dos sistemas de liquidação.

Apesar da utilização da tecnologia blockchain, a liquidação final continuará ocorrendo dentro da infraestrutura financeira convencional.

Isso significa que permanecem válidos os mecanismos de:

  • controle de risco;
  • prevenção à lavagem de dinheiro;
  • compliance regulatório;
  • análise de crédito;
  • segurança operacional.

Quais vantagens o projeto promete?

Entre os principais benefícios esperados estão:

Pagamentos 24 horas por dia

As transações poderão ocorrer continuamente, reduzindo atrasos causados pelos horários de funcionamento dos sistemas bancários.

Maior velocidade

A expectativa é diminuir ainda mais o tempo necessário para transferências internacionais.

Hoje, segundo a própria Swift, aproximadamente 75% dos pagamentos realizados em sua rede chegam ao banco destinatário em até dez minutos, muitos deles em apenas alguns segundos.

Mais eficiência operacional

A tokenização pode reduzir processos intermediários e melhorar a utilização da liquidez entre bancos.

Base para novas aplicações

A infraestrutura também poderá permitir o desenvolvimento de funcionalidades como:

  • dinheiro programável;
  • contratos inteligentes;
  • integração com agentes de inteligência artificial;
  • automação de pagamentos empresariais.

Blockchain ganha espaço no sistema financeiro tradicional

Durante muitos anos, blockchain esteve associada principalmente às criptomoedas.

Agora, grandes bancos passaram a adotar a tecnologia em projetos próprios.

A diferença é que essas iniciativas utilizam ambientes permissionados, nos quais apenas instituições autorizadas participam da rede.

Isso permite combinar inovação tecnológica com supervisão regulatória e elevados padrões de segurança.

Concorrência com stablecoins acelera inovação

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A iniciativa da Swift acontece em um momento de intensa competição pela próxima geração dos pagamentos internacionais.

Entre os modelos atualmente em desenvolvimento estão:

  • stablecoins;
  • moedas digitais emitidas por bancos;
  • depósitos tokenizados;
  • plataformas privadas de liquidação.

Todos buscam reduzir custos, acelerar operações e tornar as transferências internacionais mais eficientes.

Itaú também participa de outro projeto internacional

A presença do Itaú no piloto da Swift ocorre pouco tempo depois de outro movimento importante envolvendo bancos brasileiros.

No fim de junho, Itaú e Bradesco participaram do lançamento da Open Standard, iniciativa que apresentou a OpenUSD (OUSD), uma stablecoin em dólar desenvolvida com apoio de empresas globais dos setores financeiro e tecnológico.

Entre os participantes do projeto estão organizações como Visa, Mastercard, Coinbase, BlackRock, Stripe e Mercado Libre.

Embora os dois projetos utilizem ativos digitais, possuem objetivos diferentes.

Swift

Utiliza depósitos tokenizados emitidos pelos próprios bancos dentro da infraestrutura financeira tradicional.

OpenUSD

Propõe uma stablecoin em dólar construída por um consórcio internacional envolvendo empresas de tecnologia, pagamentos, bancos e mercado cripto.

O que muda para clientes brasileiros?

Neste primeiro momento, o projeto permanece em fase de testes e não altera o funcionamento das transferências internacionais realizadas por pessoas físicas ou empresas.

No entanto, caso a tecnologia seja adotada em larga escala futuramente, os clientes poderão perceber benefícios como:

  • transferências internacionais mais rápidas;
  • maior disponibilidade dos serviços;
  • redução de atrasos em operações internacionais;
  • processos mais automatizados.

Ainda não existe previsão para uma implementação comercial ampla.

Digitalização do dinheiro avança entre grandes bancos

Imagem: Freepik

A participação do Itaú no projeto da Swift demonstra que bancos brasileiros estão acompanhando a transformação do sistema financeiro global.

A tokenização de depósitos, o desenvolvimento de stablecoins e o uso da tecnologia blockchain vêm sendo considerados caminhos importantes para modernizar pagamentos internacionais, mantendo os padrões de segurança e conformidade exigidos pelos reguladores.

Embora os testes ainda estejam em estágio inicial, a iniciativa pode representar um passo relevante para o futuro das transações financeiras globais e consolidar novas formas de movimentação de recursos entre países nos próximos anos.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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